Domingo, Março 01, 2009

NAVEGADOR CELESTE

VALE A PENA GENTE É DEMAIS

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Quinta-feira, Julho 24, 2008

Noções Básicas de Antroposofia


Noções Básicas de Antroposofia
Rudolf Lanz

Esta página contém a parte final do livro que, para um melhor entendimento,recomendamos seja lido integralmente desde o seu início em www.sab.org.br/edit/nocoes
Direitos reservados à Editora AntroposóficaRua da Fraternidade 174, 04738-020 São Paulo, SP, tel. (11) 5686-4550Esse livro pode ser adquirido também em sua loja virtual
ÍNDICE
PREFÁCIO
Este livro é o resumo de uma série de conferências que o autor proferiu diante de um público curioso de saber o que é a Antroposofia. Dirige-se às pessoas que sentem os problemas humanos e sociais de nossa época, expondo-lhes as idéias básicas da ciência espiritual antroposófica. Não se pretende convencer ninguém ou fazer adeptos, nem levar a efeito qualquer propaganda da Antroposofia. Esta dispensa tais esforços e até os repudia, pois quer deixar intacta a liberdade de todos.
Quanto ao conteúdo, o autor o deve todo a Rudolf Steiner, fundador do movimento antroposófico. Em sua obra,o leitor encontrará um mundo de informações sobre todos os assuntos aqui mencionados. Uma obra como a de Rudolf Steiner deveria ser conquistada passo a passo, num esforço contínuo de estudo e meditação. A leitura das páginas que seguem não substitui de maneira alguma, esse estudo. Ao contrário, chama-o; e aqueles, dentre os leitores, que entenderem o apelo contido na Antroposofia encontrarão facilmente o meio de aprofundar seus conhecimentos.
As imperfeições de um estudo como o presente são evidentes. Escolher numa obra gigantesca alguns capítulos para uma explicação sucinta e condensá-los em palestras num livro de introdução parece até temerário, e somente pode ser escusado pela absoluta falta de tempo para elaborar um livro novo e melhor estruturado.
Rudolf Lanz

Domingo, Abril 13, 2008

Sem acordo, Venezuela nacionaliza siderúrgica ítalo-argentina

10 DE ABRIL DE 2008 - 13h51
Sem acordo, Venezuela nacionaliza siderúrgica ítalo-argentina
O vice-presidente da Venezuela, Ramón Carrizales, confirmou nesta quinta-feira (9) à noite a nacionalização da siderúrgica ítalo-argentina Siderúrgica do Orinoco (Sidor), em virtude da adoção, por parte da empresa, de um regime trabalhista semi-escravo e à prepotência nas negociações com o governo.
A empresa havia sido privatizada em 1997, dois anos antes de o presidente Hugo Chávez assumir o poder. Trata-se da maior produtora de aço da Comunidade Andina de Nações (CAN) e do Caribe e a quarta da América Latina, segundo o Instituto Latino-americano de Ferro e Aço (Ilafa).
Carrizales disse que durante vários meses houve negociação com a empresa, que se negou a reconhecer direitos dos trabalhadores. Para impedir a continuação de um conflito numa área estratégica, o presidente Hugo Chávez optou pela nacionalização, segundo ele.
“Tentamos chegar a um acordo, mas definitivamente eles não cediam, queriam apoio do governo ao sistema brutal que utilizavam nessa empresa. Esse é um governo que protege os trabalhadores, que nunca vai ficar do lado de uma empresa transnacional”, afirmou o vice-presidente.
A Sidor se situa a cerca de 800 quilômetros ao sudeste de Caracas e o Estado venezuelano recebeu US$ 1,2 bilhão por sua venda, em 1997, quando o consórcio internacional Ternium, presidido por Paolo Rocca, adquiriu60% da siderúrgica, enquanto o governo permaneceu com 20%. Funcionários e ex-funcionários da companhia compartilharam os 20% restantes.
A infra-estrutura da empresa é composta por 20 instalações onde se produz aço, laminados a quente e a frio, ferro e encanamentos. A produção de tudo isso, com "matéria-prima subsidiada, da mesma forma que a eletricidade", ocorria com "uma exploração impiedosa" dos trabalhadores, que eram "submetidos a um regime semi-escravo", destacou Carrizales.
Além disso, mesmo com os subsídios, parte da produção era vendida depois à Venezuela "a preços internacionais", explicou.

Da redação, com agências

Ausência de política urbana e privilégios para ricos deixam milhões sem moradia


Escrito por Gabriel Brito
10-Abr-2008

Para falar a respeito do caos urbano, que se configura como um problema social cada vez mais grave, e com a recente efervescência das últimas ocupações de moradias urbanas pelos movimentos sociais do setor, o Correio da Cidadania conversou com João Whitaker, urbanista docente da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo).

Para ele, as explicações para a nossa crise na área ter atingido tal ponto são históricas, o que torna necessária a revisão de políticas de habitação e distribuição da terra, outro ponto delicado em nossas relações e formações sociais.

Whitaker ainda acredita que as dezenas de milhões de brasileiros sem moradia significam um dramático empecilho para o crescimento do país, o que pode começar a ser solucionado com políticas de mais subsídios às parcelas pobres da população, além de sérios investimentos na infra-estrutura das cidades e locais de moradias mais precárias, o que incidiria, por exemplo, na situação do trânsito em São Paulo, como explica ele.

Confira abaixo a íntegra da entrevista.

Correio da Cidadania: De onde provém o caos urbano atual, nas grandes metrópoles, sobretudo, empurrando parcela expressiva da população para viver em condições degradantes?

João Whitaker: Na verdade, trata-se de um processo histórico de formação urbana que reflete as lógicas de formação da nossa sociedade. Na medida em que o Brasil conformou uma sociedade desigual e excludente, este é apenas um reflexo. Na prática, significa que as dinâmicas de formação do urbano da cidade foram sempre respondendo a essa lógica, porém em momentos específicos.

Por exemplo, no período agro-exportador, que é quando São Paulo e Rio começam de fato a crescer, temos um primeiro ato de segregação urbana, porque quem morava nas cidades e usufruía dela era a elite cafeeira, que a usava como centro de comando dessa economia agro-exportadora, embora a produção estivesse no campo. E pela produção estar no campo e a mão-de-obra ser rural, escrava e depois imigrante, não havia na cidade um problema social grande, pois a população de baixa renda que vinha para a cidade já era suficiente para servi-la. A cidade, por sua vez, era toda voltada aos bairros nobres, onde estavam essas elites e as mansões dos cafeicultores. Enfim, havia todas as funções urbanas da agro-exportação, médicos, advogados, dentre outras profissões, convivendo com alguns bairros um pouco mais populares, fato que já mostrava uma segregação. No entanto, não em números suficientes para criar um problema urbano, como acontecia na Europa na mesma época, 1850, em razão da forte industrialização que lá havia.

Com a urbanização dos anos 30 e principalmente com a segunda fase da industrialização, nos anos 50 em diante, temos uma forte migração para as cidades. Além disso, nossa forma de inserção no mercado internacional se dera pelo viés dos salários baixos, pela mão-de-obra barata que podíamos fornecer para as grandes multinacionais que promoveram nossa industrialização.

Desta forma, a proporção de uma cidade democrática, que oferecesse política urbana, de saúde etc., não cabia nesse modelo, pois produzir esse tipo de coisa significava elevar o custo da mão-de-obra, e a nossa tática de inserção no mercado era através de mão-de-obra barata. Isso criou uma matriz urbana desigual. E, além disso, temos a questão da terra, que desde a libertação do trabalho escravo e sua substituição pelo assalariado, passou por um processo de controle do seu acesso, com o fim de eliminar a possibilidade de os escravos libertos e imigrantes terem chance de se instalarem e também para consolidar o grande latifúndio. Isso se transfere também para a terra urbana, pois temos leis que são feitas para atravancar o acesso democrático à terra, ao mesmo tempo em que são toleradas as práticas ilegais de ocupação, como a grilagem, por parte dos mais poderosos.

Então, há um duplo processo: o de exclusão do acesso à terra por parte da população mais pobre, fato que se deve à falta de leis favoráveis e à existência de outras que determinavam propriedade exclusivamente para quem pudesse produzir; e a tolerância a processos ilegais de ocupação e grilagem, inclusive na área urbana. Por exemplo, uma grande parte do Shopping Center Norte foi feita em terra grilada; o Alphaville foi feito em grande parte em terrenos indígenas, da União. E esse processo ainda se dá hoje em dia.

O que ocorreu, portanto, foi uma forte urbanização na década de 50, que não foi acompanhada da criação de infra-estrutura, transportes, saneamento, saúde, educação e tudo mais. E esse, absolutamente, é um processo cujo resultado é evitável. A cidade não se estruturou para todos, apenas para parcelas da população que se beneficiam de políticas excludentes. A parte mais pobre não tem alternativa, pois no Brasil temos uma ‘não política urbana’, uma ‘não política habitacional’, no sentido público da sociedade. Em compensação, temos políticas restritas que visam favorecer somente as classes dominantes. Nos bairros ricos vemos uma sobreposição de políticas, exagero de estrutura, constante recapeamento e assim por diante, enquanto nos pobres não há nada disso.

Isso, claro, gera uma estrutura urbana desequilibrada e, a longo prazo, não há nenhuma alternativa a não ser o caos urbano. Essa é a explicação básica.

Por conta disso, hoje temos nas cidades brasileiras algo em torno de 50% da população que vive na informalidade; em cortições, loteamentos clandestinos, favelas, embaixo de pontes, enfim, nessas formas de assentamento informais.

CC: E, nesse sentido, como você avalia o Ministério das Cidades? Houve avanços com sua criação?

JW: Sim, pois pela primeira vez existiu um ministério dedicado a essa problemática. Outro ponto: antes do Ministério das Cidades (antes, portanto, do governo Lula), tivemos alguns avanços, que eram resultantes de mobilizações da sociedade civil, em torno da questão da reforma da cidade. Por exemplo, os artigos 182 e 186 da Constituição - que traziam alguns instrumentos urbanísticos de teor progressivo ainda não postos em prática - acabaram regulamentados depois de 13 anos de mobilização dos movimentos populares, dentro do Estatuto da Cidade, em 2001.

O Estatuto da Cidade criou condições de os municípios desenvolverem políticas descentralizadoras e deu mais força ao poder público para criar instrumentos a fim de atacar terras vazias, especulação imobiliária em terras valorizadas pela infra-estrutura etc.

O grande problema de tal modelo de urbanização, que gera esse caos, é que temos a infra-estrutura urbana centralizada e as terras vazias à espera de valorização, a qual, por sua vez, é gerada pelo poder e investimento público, conformando uma contradição muito grande. O Estatuto da Cidade já criou algumas condições. Quando o governo Lula criou o Ministério das Cidades, em sua primeira fase com Olívio Dutra, avançou em várias frentes. Primeiro, por criar um processo participativo de concertação da cidade em torno da problemática urbana, nas conferências da cidade. Depois, criou, como resultado desse processo participativo, a Conferência Nacional de Cidades. O ministério também elaborou um plano nacional de habitação, ou seja, uma política de habitação que reestruturou verticalmente as políticas de financiamento habitacional, antes dispersas, nos âmbitos estadual e municipal. Na seqüência, tivemos uma mudança no foco das políticas dos ministérios, que começaram a atuar para atender às populações que ganhavam abaixo de 3 salários mínimos, coisa que historicamente nunca se tinha feito.

Também se fez uma lei para regulamentação da questão do saneamento, cujo marco legal foi implementado pelo Ministério das Cidades. Juntando tudo, houve grandes avanços na estruturação de políticas nacionais geradas no âmbito federal e que responderam um pouco a essa demanda.

Com a saída do Dutra, o ministério foi vítima de algo parecido a um balcão de negócios, pois se introduziram outras política e visão por lá, mais parecidas com as anteriores, ou seja, ter o ministério como balcão de negociação com os municípios. Isso porque a questão urbana é descentralizada e o ministério é quem repassa o dinheiro.

CC: O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal, trará algum impacto positivo?

JW: Com o PAC, houve uma mudança drástica, pois pela primeira vez o Brasil tem uma política volumosa de destinação de recursos para a urbanização das favelas, hoje considerado o principal caminho de solução para o assentamento precário. Claro que podemos fazer questionamentos, sobre se o PAC é gerido da melhor forma, se abre espaço para favorecimentos, mas ainda assim o fato de haver um PAC só para a urbanização das favelas já é uma novidade. Enfim, no geral temos um avanço significativo.

CC: Nesse contexto, como você analisa o governo e a prefeitura de São Paulo?

JW: O governo de São Paulo tem um procedimento muito falho na questão habitacional, pois tem uma companhia de habitação, uma raridade na história do Brasil, que tem 2% do ICMS à disposição para investir nisso e não o faz. Deixa-se de investir 400 milhões por ano para se fazer o ajuste fiscal do município e acertar as contas, o que configura um grande desperdício, ainda mais considerando uma companhia que é uma das mais poderosas do país na produção habitacional e que poderia se integrar ao ministério. Mesmo assim, como tem muito dinheiro, a CDHU é produtora importante de habitação, mas faz isso ainda no padrão antigo, embora tenha experiências interessantes, até com mutirões.

Hoje melhorou um pouco, mas atua de maneira limitada na área central, e o custo de se levar isso para a periferia torna tudo mais caro. O custo da terra no centro não é tão alto, é um mercado virtual, pois não há uma demanda que justifique os preços pedidos, havendo espaço para se forçar um pouco a barra no sentido de diminuí-los. Portanto, é muito tímida a atuação do CDHU nas áreas centrais.

Já o município, tem 2% do orçamento destinado à habitação, fatia quase irrelevante. Num município como São Paulo, considerando-se o déficit urbano que temos, algo em torno de 250 mil moradias, precisaríamos de uma destinação de no mínimo 8%. Com 2% não se faz quase nada, o município não consegue resolver a situação dos conjuntos habitacionais, que estão muito degradados e com altíssimo grau de inadimplência. Para completar, essa última gestão ainda desmontou completamente a da Marta.

Embora a gestão Marta tivesse problemas, no âmbito habitacional, tentava fazer uma diversificação das políticas, promovendo um processo um pouco mais amplo e variado, e com isso conseguiu pela primeira vez fazer habitação social no centro. São Paulo tem cerca de 200 mil imóveis ociosos na área urbanizada e, no centro, cerca de 500 edifícios vazios. Podíamos ter uma política para tentar recuperar esses imóveis, transformando-os em habitação popular.

A atual gestão mantém alguma atuação em favela, mas é pontual, desmontou mutirões e políticas de habitação em área central. Enfim, acho que por enquanto é um desastre.

CC: Em linhas gerais, quais seriam as soluções para os problemas de moradia no país?

JW: A principal solução passa por uma política de subsídio significativo, ou seja, dar a casa sem custo para a população mais pobre. Não entregar definitivamente, mas fazendo concessões de uso, baseando-se um pouco na lógica de pós-guerra na Europa, isto é, com uma forte participação do Estado na resolução de uma problemática central.

Uma nação que tem um déficit habitacional de quase seis milhões de casas, ou 30 milhões de pessoas, não cresce. Portanto, fazer uma espécie de ‘fome-zero’ da habitação seria o primeiro passo. O Estado arcaria com os custos e concederia o uso às famílias mais pobres, exercendo algum controle, entregando por um determinado período etc.

O segundo passo é dar continuidade às políticas que sofreram um baque na segunda fase do ministério, que é a manutenção de todos os instrumentos de participação, como o Conselho das Cidades, o Fundo Nacional de Habitação - criado com a participação do movimento popular, no momento fragilizado -, assim como o foco nas pessoas de renda até três salários mínimos, pois há uma briga para manter isso. Precisaríamos de uma continuidade nesses pontos.

Por fim, necessitamos de uma destinação de recursos significativa nos municípios do estado, uma inversão de prioridades absoluta. Habitação, transporte - elemento fundamental -, saneamento básico e a urbanização da periferia têm de ser a prioridade. Não dá mais para ficar recapeando área nobre.

Sendo assim, a ordem deve ser inverter a prioridade e investir de fato, com uma variedade de políticas, pois a questão habitacional não se resolve com uma política única, como fazia o Maluf, construindo Cingapura pra todo lado. Esses problemas se solucionam com tantas políticas quantas forem as situações de precariedade, que são as mais variadas.

Existem favelas consolidadas que precisam de um tipo de tratamento, população de rua que pede outro tipo de tratamento, pois precisa de outro método de intervenção. Já algumas parcelas não têm habitação e precisam da produção tradicional de apartamento, enfim, precisamos de uma variedade dessas políticas, tanto no âmbito municipal, como no estadual e federal. Essa é a receita geral, o que mostra que temos um processo longo pela frente para resolver tudo isso.

CC: E em relação às últimas ocupações de imóveis realizadas pelos movimentos sociais, elas têm alguma eficácia? Você considera importante a atuação desses movimentos?

JW: São fundamentais, claro, pois sempre tiveram o papel de criar a agenda das reivindicações para essas conquistas. Essas conquistas foram implementadas pelo governo Lula, mas como resultado de um ministério que contou com uma forte representatividade dos movimentos. Acho que até entraram num caminho equivocado, que é o de supervalorizar o seu papel na discussão de planos diretores, legislação, enfraquecendo um pouco as reivindicações essenciais, que são transporte, moradia, saneamento, e não leis, que já temos em demasia. A questão é que não são aplicadas da forma correta no Brasil. Mas, de toda forma, o papel desses movimentos é fundamental.

CC: Você faria uma correlação entre os problemas recentes do trânsito em São Paulo e a ausência de políticas urbanas?

JW: Sim, no caso do trânsito é mais simples, embora o transporte seja um dos elementos de uma vida de qualidade. Mas a questão do trânsito se deve simplesmente ao fato de terem se passado 20 anos sem investimento público na cidade, em favor do carro somente.

O governo do estado percebeu agora o problema e começou a fazer metrô apressadamente. O metrô de São Paulo começou em 1972, junto com o da Cidade do México. A Cidade do México tem 250 km de metrô e São Paulo tem 60. Londres tem 600.

Outro dia, a Soninha veio falar que não é verdade que só o metrô resolve, e isso é uma besteira, pois é óbvio que resolve. Primeiro, por ter uma capacidade de carga de 80 mil passageiros/hora - que só o metrô consegue ter -, depois por não criar barreiras urbanas, como são os corredores.

Portanto, é a solução. Fora isso, temos soluções paliativas intermediárias, todas voltadas ao transporte público de massa. Neste aspecto, temos de dizer que a Marta teve um empenho muito grande em fazer os corredores que estão sendo paulatinamente desmontados pela atual gestão, como se vê em relação ao que se faz com o bilhete-único.

Na Rebouças, pela primeira vez em anos, vejo gente andando em ônibus de porta aberta, pendurada, enfim, estamos começando a rever essas cenas. E tais fatos mostram que tivemos uma permissividade para com os empresários, que colocam menos ônibus na rua e sofrem um controle menos rigoroso nos corredores, sem contar o bilhete-único, cada vez mais prejudicado.

Todas as medidas que mexem com rodízio são paliativas. Elas vão ajudar se continuarem produzindo o mesmo número de carros. Mas vai chegar uma hora em que iremos fazer rodízio todo dia e não teremos mais transporte público. A lógica leva a isso.

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1663/9/

Oposição de esquerda ao governo Lula


Escrito por Paulo Passarinho
10-Abr-2008

Para aqueles que acompanham a conjuntura política através de uma rápida leitura diária dos jornais de maior circulação, ou principalmente através dos noticiários de televisão, a oposição ao atual governo se restringe às posições do PSDB – de FHC - e do PFL, o atual DEM. São os grandes derrotados eleitorais de 2002 e 2006.

É uma oposição que em termos substantivos não tem muito do que reclamar.

Afinal, são os primeiros a destacar que, "apesar dos pesares", a administração macroeconômica foi preservada de "aventuras", a disciplina fiscal foi mantida e o Banco Central continua diligente na sua obsessão em controlar a inflação.

Os pesares, para essa turma, são os chamados escândalos: do mensalão, dos sanguessugas, do "dossiê dos aloprados", ou, o último, o dos cartões corporativos.

No fundo, disputam - com o atual PT e com os aliados desse - a preferência dos grandes grupos econômicos para a condução do modelo econômico em curso, de natureza neoliberal, e fruto dos interesses do sistema financeiro, em especial de bancos e grandes corporações com atuação transnacional.

O quadro político-partidário brasileiro vive uma espécie de esquizofrenia generalizada. Com a guinada doutrinária do PT e de seus aliados históricos (PCdoB e PSB) e a própria adesão do PDT ao governo Lula nesse seu segundo mandato, o espaço de contestação da direita tradicional – tendo à frente justamente o PSDB e o DEM – fica restrito a essa discussão recorrente das práticas corruptas e anti-republicanas da turma que ora comanda o governo federal, com o deslumbramento típico dos recém-convertidos.

O problema é que essa direita tradicional não tem a mínima condição de criticar a ex-esquerda. Em matéria de corrupção e privatização do que é público, essa direita é insuperável. Mais difícil ainda: Lula tem um discurso muito direto e palatável junto ao povo – ao contrário da arrogância e elitismo dos tucanos, tendo à frente o indefectível FHC. Além disso, o atual governo se beneficiou da forte expansão da economia internacional dos últimos anos. Assim, manteve o modelo que veio com Collor e FHC, mas fez a economia crescer um pouco mais do que nesses governos anteriores, garantiu aumentos reais ao salário-mínimo e ao piso do benefício previdenciário, além de ter expandido bastante os programas de transferência de renda aos mais pobres e ampliado os mecanismos de crédito ao consumo.

Fazer oposição a um governo que se beneficia de um quadro conjuntural tão favorável, e que comparativamente aos governos anteriores apresenta resultados muito mais satisfatórios, não é difícil apenas para a direita.

A esquerda também acaba por se defrontar com grandes dificuldades.

Primeiramente, pelo próprio fato de o governo ter no seu comando as forças principais que estiveram à frente da luta contra a direita e o neoliberalismo no país durante muitos anos.

A guinada doutrinária do PT, do PC do B e PSB, além de não ser assumida formalmente por esses, para muitos não é perceptível. Há uma grande confusão entre a essência da política que hoje esses agrupamentos passaram a defender e os efeitos que essa política tem gerado. O fato de a economia estar crescendo um pouco mais, com os seus reflexos na geração de empregos; a propaganda incessante do PAC, enquanto um verdadeiro plano de crescimento para o país; e a própria ação da oposição parlamentar de direita reforçam a idéia simbólica de que há um conflito de visões distintas de sociedade nesse embate entre o governo Lula e as direitas tradicionais, que teve as suas bandeiras e projetos subtraídos pelos atuais governantes.

Contudo, mais do que nunca, é importante a defesa de um projeto de esquerda, antiliberal e de fortalecimento de um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil.

Precisamos de uma política macroeconômica que defenda o crescimento econômico, a geração de empregos e a distribuição de rendas em prol do mundo do trabalho. A atual política macroeconômica é voltada para a defesa do mundo das finanças, premiando a especulação financeira e a abertura da economia brasileira ao total domínio do capital estrangeiro.

Precisamos de uma nova ordem tributária, que faça com que ricos e detentores de propriedades passem a pagar impostos pra valer, aliviando a carga tributária de pobres e assalariados médios.

Precisamos recuperar os serviços estatais públicos de natureza social – educação, saúde, previdência - e também os voltados para a regulação das atividades empresariais, em especial em relação aos setores controlados por oligopólios, quase todos estrangeiros.

Precisamos reverter as privatizações feitas de forma criminosa, ao arrepio das próprias leis em vigor, cujo maior exemplo é a da Companhia Vale do Rio Doce, mas que inclui também o descalabro ocorrido na área elétrica, onde os cidadãos brasileiros passaram a pagar tarifas das mais altas do mundo, apesar de a maior parte da energia elétrica gerada ser hídrica e gerada por usinas cujo custo de construção já foi amortizado há anos.

Precisamos alterar por completo a atual política do petróleo, refém da pressão dos países mais desenvolvidos e de suas empresas petrolíferas, interessadas na exportação acelerada dessa nossa riqueza.

Precisamos resgatar o congelado programa de reforma agrária e a partir disso acelerar a efetivação de uma nova política agrícola. Essa política deve ter como foco a mini-propriedade rural, amparada por mecanismos de financiamento adequados e assistência técnica que garanta alta produtividade e agregação de valor à produção agrícola, a partir de cadeias de produção locais e desvinculadas do predatório agronegócio. Essa seria uma mudança essencial para a transformação do campo brasileiro e das nossas próprias grandes cidades. Hoje, essas se encontram inchadas, inviáveis e sofrendo todo tipo de deformação pela superpopulação – especialmente nas periferias – de uma massa de brasileiros sem nenhuma oportunidade em nosso imenso território continental.

É por essas razões, dentre outras, que mais do que nunca é necessário fortalecer a oposição de esquerda ao atual governo.

Lula e seus aliados abandonaram por completo o modelo alternativo que durante anos serviu de parâmetro para a luta contra a direita e o neoliberalismo.

Mas o Brasil real continua existindo, com suas contradições aguçadas pelas desigualdades, injustiças e um grau de violência que só ilude àqueles que não se colocam à altura dos desafios do nosso tempo.

Paulo Passarinho é economista.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1661/58/


A Reconstrução da Esquerda



Escrito por Antonio Julio de Menezes Neto
10-Abr-2008

De um lado, a elite econômica composta por banqueiros, grandes comerciantes e grandes empresários lado a lado com a elite política representante da direita clássica ou do novo "centro" político. Este último, o centro, assumiu recentemente uma "social-democracia tardia", ou a "terceira via", configurando-se como liberal-sociais.

Os primeiros, da direita clássica, podem ser representados, partidariamente, pelo DEM, PP, PTB e parte do PSDB, PMDB e PDT e os segundos, de centro, pelo PT, PC do B e parte dos mesmos PSDB, PMDB e PDT. Estas elites diversas não realizam, hoje, nenhuma crítica ao capitalismo e estão plenamente acomodadas ao sistema, discutindo apenas quem "fez mais ou menos quando foi ou é governo", ou se o país está virando uma potência capitalista no contexto mundial.

Mas qual seria o "outro lado"? Depois de tantos anos neoliberais, de tantos partidos, movimentos e sindicatos caminharem para o lado conservador e esquecer as críticas ao capitalismo, ainda existiria um "outro lado" na sociedade brasileira? Ainda existiria um lado que quer transformar mais profundamente a sociedade e para isto se disporia a enfrentar o poder e as elites, como o antigo PT fazia? Certamente que sim, pois os sonhos e as necessidades reais de uma sociedade mais justa são completamente inseparáveis do ser humano.

Nunca, em tempo algum, o conformismo social foi totalizante. Sempre pessoas e grupos se rebelaram - mesmo que de forma minoritária - e são justamente estes grupos e pessoas, muitas vezes criticados no seu tempo, que pavimentam novos caminhos, novos sonhos e novas realidades. Assim, estamos vendo no Brasil atual um movimento, ainda pequeno e subterrâneo, e em certo ponto ainda vacilante perante o governo Lula, de novos atores entrando em cena.

São os movimentos sociais, sindicais, estudantis e políticos que, longe do poder, começam a debater e colocar em prática suas idéias e sonhos. Sonhos de reforma agrária, de educação para todos, de habitação, saneamento, trabalho justo, saúde, lazer e arte, dentre outros, como bens comuns. Lutam pelo socialismo e não têm medo de criticar o capitalismo. As ocupações estão sendo uma das principais marcas destas novas lutas, visíveis nas ocupações de terras e nas ocupações de diversos campus universitários. E cresce a esperança de que estes novos movimentos não sejam apenas atores sociais, mas sim autores de nossa própria história.

Temos outros exemplos. Estamos vendo os movimentos sociais, sindicais e estudantis se manifestarem na "Campanha Nacional pela Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce". Esta campanha realiza manifestações e promoveu um plebiscito popular em setembro para saber se o povo brasileiro desejava anular a privatização, conseguindo trazer esta discussão à cena política.

Mas o eixo principal que delimita os projetos políticos no Brasil atual é a transposição do Rio São Francisco. Este projeto demarca claramente a posição capitalista do governo na defesa do agronegócio e das grandes obras, vendo nestas a possibilidade do "progresso brasileiro".

Ao mesmo tempo, pela esquerda, está se criando uma resistência e uma nova visão de sociedade, não mais baseada na defesa do "aumento do consumo interno" sem planejamento social ou de "produzir mais para exportar". A nova esquerda começa a discutir, por exemplo, uma reforma agrária no semi-árido que coloque o ser humano no centro das políticas e ofereça a possibilidade de uma vida simples e digna para os habitantes destas áreas.

Assim, tão importante quanto discutir a transposição em si, está colocada neste momento histórico para a esquerda a possibilidade de discutir novos referenciais políticos não-capitalistas, ou seja, novos referenciais para uma nova esquerda. Esta esquerda não deve mirar na produção e no consumo capitalista e nem querer concorrer com esta. Deve sim discutir e debater, de forma planejada socialmente, as necessidades humanas, sejam as básicas ou as novas que transcendam o mundo da necessidade e encaminhem para o mundo da liberdade humana.

Desta forma, vemos que, mesmo de forma tímida, os movimentos populares não estão totalmente paralisados pelas ações do governo, da oposição conservadora e nem das elites, e que temos uma oportunidade histórica de reconstruirmos, em novas bases, a esquerda.

Antonio Julio de Menezes Neto é sociólogo, doutor em Educação e professor na FAE/UFMG.

Viver é perigoso


Escrito por Gabriel Perissé
10-Abr-2008

Viver é muito, muito perigoso, repetia o jagunço Riobaldo Tatarana, personagem inesquecível de Guimarães Rosa.

Para muitos, porém, a afirmação ultrapassa os limites literários e metafísicos. O próprio viver cotidiano, para os mais assustados, é cancerígeno, a acreditar no que lemos em jornais, revistas, sites, blogs, e também no que "aprendemos" em conversas sem melhor assunto.

Já li e ouvi de tudo a esse respeito.

Que o incenso é altamente cancerígeno, para desespero dos místicos de diferentes crenças.

Que o telefone celular é cancerígeno, para desespero de 45% da população mundial, o ouvido atento grudado nele.

Que o adoçante artificial é cancerígeno, para desespero de todos os que fazem a eterna dieta.

Que excesso de perfume é cancerígeno, para desespero de certas mulheres que nele se banham... e de certos homens que o exemplo acompanham.

Que muito banho de sol é cancerígeno, para desespero dos cariocas e todos os que adoram uma boa praia e suas areias ferventes.

Que aquele cheirinho de carro novo é cancerígeno, para desespero de milhões de motoristas que com ele se deleitam.

Que o piercing e a tatuagem são cancerígenos, para desespero dos adeptos da body art, estetas de si mesmos.

Que o chimarrão é cancerígeno, para desespero dos gaúchos que dele fizeram uma forma de pensar e conviver.

Que a fumaça produzida nos churrascos e que impregna as carnes é cancerígena, para desespero de todos os carnívoros, sejam gaúchos, paulistas, maranhenses, cariocas...

Que o amendoim é cancerígeno, para desespero dos que acreditam nos seus poderes afrodisíacos.

Que aquela cerejinha do sundae é cancerígena, para desespero de meio mundo.

Que a batata frita é cancerígena, para desespero do outro meio mundo.

Que muitas e variadas medicações são cancerígenas, para desespero dos hipocondríacos.

Que a fumaça do cigarro inalada pelos não-fumantes é cancerígena também, para desespero dos não-fumantes que amam amáveis fumantes.

E nada impede a inclusão de outros mil itens numa longa e doentia lista.

Livros cancerígenos, sobretudo os que vivem perdidos nos sebos.

Apertos de mão muito fortes talvez sejam cancerígenos.

Ônibus lotados certamente são cancerígenos. O trânsito engarrafado provoca um câncer danado.

Notas de dinheiro velhas são cancerígenas por definição. As novíssimas também.

Cancerígeno o hábito de ficar horas e horas navegando na internet.

Cancerígeno não amar. Cancerígeno humilhar e ser humilhado.

Cancerígeno, enfim, viver pensando que tudo é cancerígeno.

Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor – Web Site: http://www.perisse.com.br/

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1659/53/

Haiti não é Tibet: as misérias do duplo discurso.


Escrito por Raúl Zibechi
11-Abr-2008

Nas últimas semanas pudemos ver como os grandes meios de comunicação e os governos conservadores do mundo lançaram campanha contra os Jogos Olímpicos, em razão da repressão do governo da China no Tibet. Nesse período, vimos também como as esquerdas latino-americanas e os meios progressistas criticaram com energia o governo de Alvaro Uribe pela ação militar da Colômbia contra um acampamento das FARCs em solo equatoriano.

Nos últimos dias, a população do Haiti saiu às ruas para protestar contra o escandaloso aumento dos preços dos alimentos, que triplicaram desde novembro, e contra a presença das tropas da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH). A repressão ordenada pelo comando da missão causou até agora cinco mortes e dezenas de feridos. Mesmo assim, os que rasgam as vestiduras pela repressão no Tibet e boa parte de quem critica com inteira razão o governo de Uribe, mantém silêncio diante dos crimes no Haiti.

A dupla face das direitas do mundo não é nenhuma novidade nem pode surpreender. Mais ainda, essa dupla moral faz parte da cultura das direitas. Dói, no entanto, que as esquerdas não tenham o valor de ser conseqüentes quando a repressão é levada adiante pelas tropas de países governados por partidos de esquerda. De fato, o grosso das tropas da MINUSTAH provêm de países como o Brasil (1.211 oficiais), e que além do mais comanda a missão, Uruguai (1.147), Argentina (562) e Chile (502). Todos esses países são governados por pessoas que se dizem de esquerda ou progressistas.

Essa presença militar "progressista" contrasta com as brigadas de saúde que Cuba mantém na ilha. Comparado com os quatro países do Cone Sul que mantém soldados no Haiti, Cuba é um país pobre que mesmo assim mostrou que a ajuda humanitária pode ser feita a favor dos povos sem que se recorra à violência. Segundo o presidente René Preval, os 400 médicos cubanos que estão no Haiti há mais de cinco anos "atenderam 8 milhões de casos, fizeram mais de 100 mil operações cirúrgicas, das quais 50 mil de alto risco". Destaca ademais a cooperação na agricultura, pesca e aqüicultura, e o apoio de engenheiros cubanos na única plantação haitiana que produz açúcar. Cuba recebeu 600 bolsistas haitianos que estudam na Universidade de Santiago de Cuba.

Os médicos cubanos estão espalhados por todo o país, inclusive regiões mais remotas. Em contrapartida, o Haiti tem apenas dois mil médicos que em cerca de 90% residem na capital, Porto Príncipe. Nas zonas atendidas por médicos cubanos, a mortalidade infantil caiu de 80 para 28, de cada mil nascidos vivos, e se estima que mais de 100 mil vidas foram salvas pela ajuda cubana. De acordo com Preval, "o tipo de ajuda que necessitamos é como a de Cuba", a ponto de assegurar que para os haitianos "depois de Deus, estão os médicos cubanos".

Por que Cuba pode enviar ajuda que salva vidas e Brasil e Uruguai, cujos presidentes se dizem de esquerda, enviam balas e morte? A resposta está à vista: Cuba é um país solidário que combate o capitalismo, enquanto os países do Cone Sul alimentam as mesmas políticas que deixam o povo haitiano faminto, entre elas a expansão do agro-combustível, às custas de sua própria soberania alimentícia. Como assinala um comunicado da Serpaj América Latina, "o Haiti produzia há 20 anos 95% do arroz que consumia; hoje importa dos Estados Unidos 80% desse produto".

Até o presidente do Banco Mundial, Roberto Zoellick, admitiu a relação entre o aumento dos preços dos alimentos e a produção de agro-combustíveis. E já havia advertido Fidel Castro em 2007, depois da visita de George W. Bush ao Brasil quando acordou com o presidente Lula a expansão dos combustíveis à base de cana-de-açúcar e milho.

Didier Dominique, dirigente da Associação de Sindicatos Batay Ouvriye, afirma que "o Haiti está sendo destruído, por intenção explícita de quem constrói paulatinamente um bolsão de mão-de-obra barata para seus propósitos capitalistas. O estado de severa destruição social valida o argumento da ajuda da comunidade internacional a partir de parâmetros hegemônicos que ocultam um projeto de exploração, como são as zonas francas e seu conjunto de maquiagem.". As esquerdas que governam na América do Sul fazem parte desse projeto hegemônico do capital.

Dói e dá pena comprovar tanto silêncio cúmplice Alegra o espírito a iniciativa do sociólogo peruano Aníbal Quijano e da economista mexicana Ana Esther Ceceña de promover um manifesto para reclamar a saída da mal denominada missão de paz do Haiti e uma investigação independente dos assassinatos cometidos pela MINUSTAH, que garanta punição aos responsáveis. Porém, a punição política que merecem nossos governantes só poderá vir da pressão dos movimentos sociais, para forçá-los a mudar o rumo neoliberal e romper de vez com as políticas funcionais do império.

Raúl Zibechi, jornalista uruguaio, é docente e investigador da Multiversidade Franciscana da América Latina e assessor de diversos grupos sociais.

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1670/59/

A exploração comercial da tragédia

11-Abr-2008

Na sociedade em que vivemos, até as tragédias transformam-se em matéria prima para a produção de "commodities" altamente rentáveis: o noticiário escandaloso do sofrimento humano.

A "indústria cultural" (imprensa, rádio, televisão), outra invenção destes tempos, encarrega-se de explorar o escândalo, exportá-lo, transformá-lo em diversos sub-produtos, todos altamente lucrativos.

Isto só é possível porque a tragédia excita a curiosidade mórbida de multidões intelectual e espiritualmente muito pobres - produto da sociedade de massas criada pelo capitalismo fordista.
As massas consomem avidamente a mercadoria tragédia com a mesma avidez com que consomem telenovelas, chicletes, piercings e toda a badulaqueira que o capitalismo inventa para drenar o dinheiro dos otários.

Pouco importa aos capitães da indústria cultural - poderosíssimos senhores habituados a ditar regras de moral a chefes de estado, políticos, movimentos sociais - o enorme dano que a exposição escandalosa da tragédia acarreta às pessoas nela direta ou indiretamente envolvidas.

Mas não apenas as vítimas do crime de assassinato de imagem são agredidas pelo escândalo que se arma em torno da sua infelicidade. A sociedade também sofre perdas e a primeira delas é a revogação, na prática, do princípio jurídico da presunção de inocência: ninguém pode ser considerado culpado da prática de um delito enquanto não houver sentença condenatória irrecorrível.

Grande culpa têm nessa agressão a um direito constitucional os dirigentes do Poder Judiciário, Ministério Público e Segurança Pública, porque são juízes, promotores e delegados os principais fornecedores da matéria prima que a mídia utiliza para faturar em cima das tragédias.

Neste caso, o fator do abuso é a busca da notoriedade - outro aspecto negativo da sociedade em que vivemos. A justificativa dessa conduta abusiva é o preceito que exige publicidade dos atos do poder público. Obviamente não se está negando a importância desse preceito, mas apenas afirmando que, entre os deveres dessas autoridades, inclui-se a obrigação de estabelecer, com critério e competência, a linha divisória entre a publicidade necessária e a exploração comercial da notícia.

A tolerância dos dirigentes das três corporações diante do exibicionismo de alguns dos integrantes dessas corporações os faz cúmplices dessa distorção do verdadeiro dever de informar a opinião pública.

Governo Lula respalda-se cada vez menos na classe trabalhadora organizada


Escrito por Valéria Nader
08-Abr-2008

O Correio publica abaixo a segunda parte da entrevista que o sociólogo Ricardo Antunes, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concedeu ao Correio. Na primeira parte, publicada na edição de número 595, analisaram-se os aspectos nefastos da aprovação do projeto de lei 1.990/07 pelo Câmara Federal no dia 11 de março, reconhecendo legalmente as centrais sindicais como entidades gerais de representação dos trabalhadores.

Inserindo essa medida no lógica do governo Lula, Antunes não tem nenhuma complacência: em um processo de grandes avanços e pequenos recuos, o sociólogo destaca que o governo vem devastando a classe trabalhadora organizada, amenizando o caminho para o avanço do grande capital.

Confira abaixo.

Correio da Cidadania: Em sua última entrevista ao Correio, você mencionou que o governo Lula fala com os pobres muito bem, mas garante mesmo é a boa vida dos ricos – uma situação, no mínimo, capciosa, já que os governos burgueses não dialogam com os pobres. Que governo é esse?

Ricardo Antunes: Com o Lula é diferente mesmo, há uma espécie de semibonapartismo, onde os interesses de cima estão absolutamente preservados e garantidos, e a relação com as massas pode prescindir dos partidos. É nítida também uma migração da base social do governo Lula. Esse governo foi eleito com o apoio da classe trabalhadora organizada, sindical e politicamente. Hoje é cada vez menos ancorado na classe trabalhadora organizada e cada vez mais respaldado pelas parcelas mais empobrecidas da classe trabalhadora, que não têm emprego, trabalham sem organização sindical e política e vivem da esmola vergonhosa que o governo dá sob o nome de Bolsa Família, que hoje atinge 11 a 12 milhões de famílias, cerca de 60 milhões de pessoas.

É nesse pólo, por isso o traço semibonapartista, que o governo Lula investe pesadamente. Eu me lembro que, há 4, 5 anos atrás, o Lula esteve no ABC e disse que os operários de São Bernardo do Campo eram uma elite, pois pagavam o imposto de renda. Foi vaiado. É comum esse tipo de gafe quando Lula vai a um encontro operário organizado. Em compensação, nos rincões miseráveis, para uma família paupérrima, que não tem trabalho, alimento, produção, nada, receber 50, 60, 70 reais por mês permite a compra da ração mínima necessária para a sobrevida.

CC: Vivemos um momento muito esquizofrênico, não?

RA: É um momento difícil, porque, digamos assim, a tragédia brasileira é que o governo Lula deu certo para os de cima, para as classes dominantes. Quem ganha dinheiro com esse governo? O sistema financeiro, o capitalismo financeiro, os bancos e o grande capital produtivo; Vale do Rio Doce, Telefônica... O governo Lula é o reino desses grandes capitais produtivos e do sistema financeiro. E perdem com isso os assalariados médios, os de base. Claro, se você comparar com o governo Fernando Henrique, é evidente que o atual significa uma pequena melhora. Mas ninguém votou no Lula pensando num governo um pouquinho melhor que o de Fernando Henrique. Votou-se em Lula, pelo menos nos setores organizados, por uma mudança substancial, e isso passou longe.

Essa chance nós perdemos, o governo Lula jogou fora a chance de fazer algo como está sendo feito na Venezuela, onde começaram a desmontar as engrenagens da dominação burguesa, oligárquica; as mudanças que se fazem no Equador, que têm um certo respaldo político do governo; as lutas da Bolívia, onde indígenas, camponeses e trabalhadores de certo modo têm alguma ressonância no Estado. Daí a política desses respectivos governos de nacionalização das riquezas minerais, de petróleo, gás, minérios, e a preservação da água não como mercadoria privatizada. Tudo isso o Brasil jogou fora.

O governo Lula tem sido capaz de fazer privatizações que o governo FH não fez. E não fez a revisão de nenhuma delas. Lembre-se que, quando o MST fez a importante campanha pelo plebiscito da Vale, o governo Lula disse que a situação era intocável, que a história não andava para trás, e isso não entrou sequer na pauta de governo. É um governo tíbio, servil, que está completamente embasbacado com as vantagens do país "grande potência".

Nesse sentido, é curioso que, nos últimos anos, Lula tem reiteradamente feito referências à ditadura militar, sempre elogiosas. É o governo Geisel, o governo Médici, o Brasil cresceu... Quer dizer, recorre à ditadura militar como se aquele fosse um período positivo da nossa história. Isso mostra a tragédia em que nos enfiamos.

E há uma diferença do primeiro mandato para o segundo que temos de ter claro. Depois do destroçamento interno do governo que foi o mensalão, que devassou o PT, chegou à Casa Civil e atingiu o alto comando do partido e do governo, aconteceu que a oposição centro-direitista errou redondamente. Imaginou que podiam deixar o Lula seminocauteado o ano de 2005 inteiro, para chegar em 2006 e dar o golpe final na eleição, fazendo a sucessão. Erraram rotundamente. Porque a população percebe: entre um governo pífio como o do Lula e um governo pífio, ultra-elitista e anódino como o do Alckmin, era melhor o primeiro. A população tapou o nariz, não votou nele no primeiro turno, depois tapou o nariz mais ainda e disse: "Bom, vamos votar no menos nefasto", e deu uma chance para o Lula.

E também, por motivos mais ou menos conhecidos, havia uma impossibilidade de gestação de uma oposição de esquerda ampliada. Houve um processo eleitoral, a Heloísa Helena teve 7 milhões de votos - o que é muito expressivo para uma candidatura à esquerda da esquerda -, mas, com todas as dificuldades encontradas naquele momento, era mais uma candidatura para marcar um contraponto do que para empolgar as massas do país. Até porque a presença do Lula conquistada em 30 anos de lutas sociais ainda tem força no imaginário popular.

CC: Esse prestígio histórico do Lula acaba atravancando muito a resistência?

RA: Claro, porque a população diz: "Pelo menos ele está tentando fazer e não consegue". Não é isso, ele não está tentando. O Lula não tentou nenhuma medida substantiva contra a ordem. Ao contrário, o que ele faz – digo o governo, o Lula em si é parte dessa história – magistralmente bem é o que o governo Fernando Henrique fez razoavelmente bem, pela ótica das classes dominantes.

O governo Lula é aquilo que as classes dominantes nunca imaginaram que seria. Não sei se você se lembra, nas eleições de 2006, perguntaram ao ex-presidente do Itaú, Olavo Setúbal, quem ele preferia. Ele disse: "É a mesma coisa, tudo igual. O Lula está sendo o melhor dos mundos, estamos ganhando dinheiro como nunca, o Alckmin também é isso, então estamos tranqüilos, é questão de gosto, quase como time de futebol". Um ou outro, a garantia é a de que a política econômica dos juros altos, do receituário externo, aquela política balizada pelo FMI, das privatizações, da garantia dos recursos financeiros estrangeiros que vêm aqui, saqueiam o país e voltam, tanto o governo Alckmin como o Lula podem garantir.

CC: Mas essa história começou lá atrás, já no primeiro mandato.

RA: E a expressão disso é que, já em 2002, quando Lula ganhou a eleição, o presidente do Banco Central seria ninguém menos que Henrique Meirelles, que era presidente do Banco de Boston, recém eleito deputado federal pelo estado de Goiás, sem provavelmente nunca ter posto o pé lá, porque ele estava no jet-set internacional. Isso dá a dimensão da privatização dentro do Estado e do governo Lula.

Para dar um segundo elemento, que foi absolutamente surpreendente, há a liberação dos transgênicos, que foi uma imposição das mais nefastas transnacionais, com a Monsanto sempre à frente. Eu imagino o que não passou dentro do governo para que a liberação dos transgênicos fosse aprovada...

CC: Ou seja, é uma capitulação atrás da outra, a exemplo também da reforma trabalhista e sindical, que vem vindo de mansinho.

RA: Exato. Mas há um elemento também importante: naquela votação da emenda 3 – que proibia os auditores fiscais da Receita Federal de autuar ou fechar as empresas prestadoras de serviço quando entendessem que a relação de prestação de serviços com uma outra empresa era, na verdade, uma relação trabalhista, em prejuízo dos contratos de trabalho pela CLT -, que significaria um passo muito grave no processo de terceirização e precarização do trabalho, nesse momento, o governo Lula foi contrário. Porque o Lula, que é uma figura política muito inteligente, percebeu o momento.

No ápice da crise do mensalão, tenho a impressão que deve ter faltado muito pouco para ele renunciar. Quem convive lá, com o dia-a-dia do palácio, deve ter sentido que faltou pouco para o Lula fazer como o Collor: tirar o chapéu. Não sei se você se lembra quando ele deu uma entrevista a uma jornalista em Paris, assumindo que tinha mensalão, mas não tinha, que era, mas não era...

Quem segurou o governo Lula na crise do mensalão foi o grande capital, que deu a ordem de ninguém pensar em apagar o governo Lula, porque, com a economia estável, os bancos e o grande capital ganhando como nunca, quem seria louco de abrir uma crise política que podia detonar uma crise econômica? Portanto, a ordem do grande capital era não tocar no governo, daí o PSDB e o PFL não assumirem a luta pelo impeachment de Lula.

Nesse sentido, a rejeição da Emenda 3 foi muito pensada. O governo Lula deve ter feito um balanço de que estava perdendo muito rapidamente sua base social de trabalhadores e estava nas mãos integralmente do grande capital. Era preciso segurar algumas pontas de apoio, porque, numa segunda crise do mensalão, ele podia não ter mais o suporte desses setores de cima.

Mas, mesmo na primeira crise, era assim: "Vamos deixá-lo seminocauteado, o nocaute será nas eleições. Erraram feio. E em 2006 o que o Lula faz? Continua garantindo a boa vida para os ricos; lembre-se que uma vez ele disse que "nunca os ricos ganharam tanto dinheiro nesse país como no meu governo". Ele diz isso com orgulho, quer dizer, esse lado nefasto, trágico, que é a cara do governo Lula, ele destaca com orgulho.

CC: São os pequenos recuos para avançar na mesma direção...

RA: Suponha-se que haja uma crise do segundo governo numa situação econômica de instabilidade. Bom, aí as classes dominantes não teriam mais o que garantir. Por isso que, no meu entender, o presidente faz uma pequena inflexão em algumas medidas. Amplia o Bolsa Família, coopta centrais sindicais e aceita algumas das suas reivindicações, nesse caso justas, como, por exemplo, ser contra a "pejotização", que tiraria poder dos fiscais do trabalho.

CC: O apoio que foi dado às convenções 151 e 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) - que, respectivamente, institui a negociação coletiva no setor público e proíbe as demissões imotivadas na iniciativa privada - viria também nesse pacote de recuos para segurar a base social e não ficar só nas mãos do capital?

RA: Em parte sim, em parte não. Quanto à convenção da OIT que obriga a justificação para as demissões, sim. Mas com relação à outra, lembre-se das medidas que também foram tomadas e que impedem o direito pleno de greve do funcionalismo público, claramente uma imposição do FMI, do sistema financeiro, que quer detonar o funcionalismo. E uma das formas de impedir a organização do funcionalismo público é decretar a ilegalidade da greve.

Essa restrição ao direito de greve mostra o caráter anti-republicano do governo Lula. Então veja, ele caminha assim, uma vez ele cede, na outra ele bate.

Esta negociação coletiva estava atada, portanto, a uma segunda medida. Qual a segunda medida? Como o funcionalismo público passa a ter negociação coletiva, passa a ter direito restrito de greve. Algo do tipo "agora que vocês têm quem os represente, o direito de greve não é mais pleno". Uma concessão e uma cacetada.

No frigir dos ovos, tornar ilegal o direito de greve ao funcionalismo é um getulismo nos anos 2000. O que Getúlio fez com o decreto lei 19770/1931? Proibiu os sindicatos no setor público e o direito de greve, de todos os trabalhadores, incluindo o setor público. A Constituição de 88 concede o pleno direito de greve. Diz que vai haver uma regulamentação posterior, mas o preceito constitucional é o direito de greve. O governo Lula, por sua vez, está dando passos - e ainda vai tentar, pois não desistiu disso – no sentido de tentar coibir, restringir e, em certo sentido, impedir mesmo o direito de greve em vários setores do funcionalismo público.

Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.

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A farra da legalização da grilagem


Escrito por Ariovaldo Umbelino
07-Abr-2008

A grilagem das terras públicas na Amazônia continua nos noticiários. Agora, trata-se da Medida Provisória 422, que dispensa de licitação a venda de terras públicas do INCRA até 1.500 hectares. E, por trás dela, está a estratégia de ação do agrobanditismo em sua sanha de se apropriar das terras públicas griladas daquela região.

Em outro artigo neste site, mostrei que a grilagem das terras públicas da Amazônia sempre veio alimentada pelas políticas públicas dos diferentes governos nos últimos cinqüenta anos. Mas, como a legislação constitucional impede que isso se faça, o caminho passou a ser tentar conseguir através de subterfúgios jurídicos sua legalização. Como a Constituição de 1988 manda compatibilizar a destinação das terras públicas com o plano nacional de reforma agrária, uma nova estratégia passou a ser montada para continuar favorecendo os grileiros do agronegócio.

Uma banda podre dos funcionários do INCRA, particularmente os que "cuidam" do cadastro, passaram a "oferecer" e "reservar" as terras públicas do INCRA para os grileiros e indicar o caminho "legal" para obtê-las. Portanto, quem está realizando esta "grilagem legalizada" é uma parte dos próprios funcionários corruptos do INCRA e dos órgãos estaduais de terra. A denúncia destes fatos já levou a Polícia Federal a fazer a Operação Faroeste no Pará e o Ministério Público Federal a mover ação para cancelar os "assentamentos da reforma agrária laranja" da regional do INCRA de Santarém-PA. O motivo é sempre o mesmo: a tentativa de "oficializar" a grilagem das terras públicas.

Em 2003, o INCRA possuía na Amazônia Legal mais de 60 milhões hectares, assim distribuídas pelos estados: Amazonas, 20,9 milhões de hectares; Pará, 17,9 milhões; Roraima, 9,2 milhões; Acre, 6,2 milhões; Mato Grosso, 5,7 milhões; Rondônia, 4,9 milhões; Maranhão, 1,7 milhões; Tocantins, 1 milhão de hectares.

Entretanto, os grileiros do agrobanditismo "cercaram e se apropriaram privadamente" de tudo, pois os funcionários corruptos do INCRA "venderam" para eles ilegalmente todo este patrimônio público. Agora estão junto como o governo Lula, propondo "soluções jurídicas" para legalizar o crime cometido. A história é a seguinte.

No final do ano de 2005, conseguiram através do artigo 118 da Lei nº. 11.196 de 21/11/2005 (a chamada "Medida Provisória do bem") alterar a lei de licitações públicas (Lei nº. 8.666, de 21/06/1993), conseguindo a permissão para regularizar, através da venda, aqueles que tinham grilado as terras públicas do INCRA na Amazônia Legal com área de até 500 hectares. Não custa lembrar que o artigo 191 da Constituição de 1988 autoriza a posse de apenas até 50 hectares, quando a terra é devoluta, porque as terras públicas não são passíveis de usucapião (artigo 200 do Decreto-Lei 9760 05/09/1946, § 3º do artigo 183 da Constituição de 1988).

Em 17/05/2006, o INCRA baixou a Instrução Normativa nº. 32, que fixou os procedimentos legais para que este crime da grilagem das terras públicas até 500 hectares pudesse começar a ser legalizado. Era o início da farra da legalização da grilagem.

Mas a banda podre dos funcionários do INCRA não se deu por satisfeita, e, afrontando a Constituição, que manda destinar as terras públicas para a reforma agrária, baixou a Instrução Normativa nº. 41, em 11 de junho de 2007 (publicada no DOU em 18/06/2007), estabelecendo "critérios e procedimentos administrativos referentes à alienação de terras públicas em áreas acima de 500 hectares limitadas a 15 (quinze) módulos fiscais mediante concorrência pública".

E a sordidez destes dilapidadores do patrimônio público não tem limite. Primeiro, com auxílio do agrobanditismo paraense, conseguiram que o deputado Asdrúbal Bentes (PMDB) apresentasse em 24/10/2007 um projeto de lei que ampliava para até 15 módulos fiscais (mais ou menos 1.500 hectares) a dispensa de licitação e conseqüente autorização para venda aos grileiros das terras do INCRA.

Agora, a desfaçatez do governo do PT parece que não tem mais limite. Lula e Cassel, descaradamente, em nome da reivindicação da base aliada, transformaram (plagiaram) o projeto de lei do deputado Asdrúbal Bentes na Medida Provisória nº. 422. Assim, esta MP que já está em vigor, altera novamente a Lei nº. 8.666, permitindo a dispensa de licitação para alienar os imóveis públicos da União até 15 módulos fiscais.

Isto quer dizer que, como 39% da área dos municípios da Amazônia Legal têm módulos fiscais de 100 hectares, esta dispensa de licitação atingirá áreas griladas até 1.500 hectares. Estes municípios estão principalmente nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Mato Grosso e Pará, todos repletos de exemplos da grilagem de terras do INCRA. Noutros 38% da área dos municípios que têm módulos entre 75 e 90 hectares, a dispensa de licitação atingirá áreas griladas entre 1.125 e 1.350 hectares dos estados anteriores e do Tocantins e Maranhão. Ou seja, as terras griladas que serão regularizadas têm área acima de mil hectares e é o próprio INCRA que reconhece o crime lesa pátria: "assim, entre 70 e 80% das posses de até 15 módulos fiscais estará em torno de 1000 ha, ou menos", em "A MP 422 legaliza e protege a floresta" (http://www.incra.gov.br).

A audácia do diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do INCRA, Roberto Kiel, é de uma adesão total ao agrobanditismo: "agora eles poderão comprar do governo federal as terras que já ocupavam há anos e não vão precisar concorrer com outros interessados", em "Assinada MP para regularização fundiária da Amazônia" (http://www.incra.gov.br).

Outra parte desta engenhosa operação para legalização da grilagem de terras do INCRA na Amazônia Legal foi o aproveitamento do aumento do desmatamento naquela região para fazer o recadastramento dos imóveis. Ele vai permitir que os grileiros que ainda não tinham cadastrado as terras públicas que grilaram até dezembro de 2004 pudessem agora fazê-lo e assim se habilitarem para "comprar" as terras griladas sem licitação. Aliás, a notícia no site do INCRA sobre o recadastramento já, de forma absurda, reconhece os grileiros como posseiros: "Os donos ou posseiros de áreas maiores que quatro módulos fiscais [...] terão que levar ao Incra, de 3 de março a 2 de abril, documentos que comprovem a titularidade ou posse pacífica da terra, plantas e memoriais descritivos com a correta localização geográfica dos imóveis rurais" (http://www.incra.gov.br).

Dessa forma, é preciso deixar claro que as verdadeiras posses das famílias camponesas ribeirinhas ou não na Amazônia não ocupam mais de 100 hectares; portanto, estes atos do INCRA são para regularizarem as grilagens das terras públicas do próprio INCRA, que seus funcionários corruptos "venderam" para ao agrobanditismo.

Vale lembrar que apenas duas vezes na história do Brasil a grande posse foi legalizada, na Lei de Terra de 1850 e na ditadura militar entre 1964/1984.

Por isso volto a repetir, a MP 422 é uma afronta aos princípios constitucionais e ao patrimônio público: o governo Lula está fazendo o que nenhum governo, depois dos militares, fez, "vendendo" ao agronegócio/banditismo mais de 60 milhões de hectares de terras públicas do INCRA na Amazônia que deveriam ser reservadas à REFORMA AGRÁRIA, à demarcação de terras indígenas e/ou quilombolas e à criação de unidades de conservação ambiental.

Pela revogação imediata da MP 422.

Originalmente publicado no jornal Brasil de Fato – http://www.brasildefato.com.b/
Ariovaldo Umbelino é professor titular de Geografia Agrária, do departamento de Geografia da USP (Universidade de São Paulo).

O elo perdido


Escrito por Frei Betto
07-Abr-2008

Há tempos a ciência investiga o elo perdido entre o macaco e o homem. Já há consenso de que Darwin tinha razão. Até o papa João Paulo II, que não era de dar o braço a torcer, admitiu a pertinência do darwinismo. O que obrigou os bispos da Argentina, adeptos fundamentalistas do criacionismo, a suspender, nas escolas católicas, o ensino de que entre Deus e nós não houve outro intermediário senão Adão e Eva.

Os criacionistas não podem ir além da idéia de um deus oleiro que, tendo brincado com argila e soprado o barro, deu vida às maquetes humanas. Se dessem um passo a mais na genealogia do primeiro casal ficariam encalacrados. Se Adão e Eva tiveram apenas dois filhos machos, Caim e Abel, como se explica essa vasta descendência da qual fazemos parte? Seríamos todos filhos e filhas de um paradisíaco incesto?

Adão e Eva têm a ver com o costume de mandar o chato plantar batatas. Ao encontrar esta expressão em documentos de mil anos atrás, os arqueólogos do ano 3008, desprovidos de maiores explicações, podem ser levados a acreditar que, em nossa época, quando o sujeito se irritava com outro, tratava de mandá-lo cultivar batatas, o que certamente explicaria a abundância deste tubérculo na dieta dos humanos nos primórdios do século XXI...

Como os antigos hebreus não freqüentaram a universidade e, portanto, estavam isentos da linguagem acadêmica, abstrata, em toda a Bíblia não há uma só aula de doutrina ou teologia. Sua linguagem é a do mineiro, à base de "causos". Vê-se o que se lê. A linguagem plástica transforma conceitos em imagens. Assim, o vocábulo hebraico ‘terra’ deu origem a Adão, e ‘vida’ a Eva.

Bem, voltemos ao elo perdido antes que ele também se perca. A Bíblia quer ensinar apenas que Deus é o criador do Universo, incluídos os humanos que, embora obra divina, padecem de duas limitações intransponíveis: têm prazo de validade e defeito de fabricação. O que a doutrina cristã chama de pecado original.

Isto é óbvio: todos morrem um dia, malgrado as academias de letras repletas de imortais, e não são poucos os que demonstram grandes defeitos de fabricação – ao longo da vida tornam-se corruptos, mentirosos, oportunistas, segregadores, machistas, cínicos. Em suma, homens sem qualidade, diria Musil. E muitos com uma curiosa tendência para a política.

Quando teria se dado o salto do símio ao humano? No dia em que um macaco utilizou um pedaço de pau como extensão das mãos, como mostra Stanley Kubrick, no filme "2001, uma odisséia no espaço"? Ou no dia em que o orangotango decidiu, ao contrário de toda a família zoológica, deixar de comer apenas quando tem fome e marcar hora para as refeições? Teria sido naquela tarde de sábado em que o macaco temperou a caça com pimenta e assou na brasa que restara de uma queimada produzida pelo relâmpago, sem saber que inventava o churrasco?

Um verdadeiro humano seria uma pessoa dotada de criatividade. Quem já viu uma casa de joão-de-barro com uma varandinha ou um puxadinho para abrigar o filho recém-casado? Ocorre que a criatividade é também – e, em geral, sobretudo - um atributo dos bandidos. Talvez seja melhor caracterizar o humano por suas virtudes: uma pessoa generosa, altruísta, ética, solidária, amorosa, capaz de partilhar seus bens e dons. Isso existe?

Se estivermos de acordo que isso ainda é um projeto, uma perspectiva, um sonho, então há que aceitar: o elo perdido entre o macaco e o homem somos nós, essa cadeia de mamíferos que começa com a curiosidade de Adão e Eva, que foram meter o nariz onde não eram chamados, à geração atual contemporânea de Bush e Bin Laden! Aliás, dois bons exemplos da espécie pré-humana que, como os macacos, têm o rabo preso; onde metem os pés criam uma bananosa e vivem invadindo o espaço alheio.

Nós somos o elo que andava perdido. No entanto, ele sempre esteve na nossa frente. Basta-nos mirar no espelho. O verdadeiramente humano virá no futuro. Isso se adquirirmos um pouco de vergonha na cara. Caso contrário, o próprio elo haverá de se perder e o projeto humano quedará como uma utopia. Talvez realizável em algum outro planeta onde haja abundância disto que tanto falta por aqui: vida inteligente.

Ou quem sabe o Criador decida passar a limpo sua criação pela segunda vez. Duvido que Ele vá destruí-la com um novo dilúvio. A água é, hoje, um bem escasso. Deus é generoso, não perdulário. Talvez o aquecimento global seja o primeiro indício de que tudo haverá de virar cinza. Então um novo Gênesis terá início.

Desconfio que, no sexto dia, Deus criará animais inaptos a desenvolver uma cadeia evolutiva. E, no sétimo, se recostará em sua rede no Jardim do Éden, porque ninguém é de ferro, e contemplará a beleza do Universo - agora livre da ameaça de um perigoso predador descendido dos macacos, o elo entre o que já não é e o que nunca foi.

Frei Betto é escritor, autor de "Sinfonia Universal – A Cosmovisão de Teilhard de Chardin" (Ática), entre outros livros.

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1648/55/

Bali e o 1/2 ambiente

EDITORIAL DA REVISTA EXIT!
N.º 5(Publicação Abril 2008)
É-nos mais fácil imaginar o fim do mundo, a destruição do ecossistema da Terra ou o suicídio colectivo da Humanidade do que a suplantação do patriarcado produtor de mercadorias. Para os sujeitos a ele agarrados e por ele constituídos, qualquer alternativa está em contradição com as leis da natureza, coisa que não se pode dizer com a mesma facilidade de uma terra inabitável (perfeitamente realizável com os meios da técnica moderna); afinal, quanto a esta última possibilidade, estamos muito bem encaminhados. Correspondentemente também tiveram que sair escassos os resultados da Conferência do Clima em Bali, apostrofada pelos media como "Conferência para a Salvação do Mundo", que acabou em desilusão geral. A salvação do mundo foi mais uma vez adiada, a esperança reside agora na conferência de seguimento em Copenhaga em 2009. Como responsáveis pelo fracasso provisório constaram uma vez mais os Estados Unidos ou, no mínimo, a falta de perspicácia do actual governo americano, sendo que aqueles que os chamaram claramente pelo nome, como o Nobel da Paz Al Gore ou o ministro alemão do ambiente Sigmar Gabriel, puderam alcandorar-se a estrelas da conferência. Ora a delegação americana só se tinha oposto à fixação de limites máximos para as emissões de CO2, porque estes poderiam ser prejudiciais para a competitividade da economia americana, ponto de vista esse que poucos dias depois já não seria assim tão estranho aos alunos exemplares alemães: Quando, uma semana depois da Conferência de Bali, em plena consonância com a posição europeia aí assumida, a Comissão Europeia exigiu um imposto, a partir do ano de 2012, para as limusinas com emissões de CO2 superiores a 130 gramas por quilómetro, o ministro alemão do ambiente apenas foi capaz de vislumbrar na proposta uma "guerra concorrencial contra a indústria automóvel alemã" e a Chancelerina Federal falou de uma "política industrial às expensas da Alemanha". O facto de ela, contrariamente ao seu ministro, ter festejado a conferência de Bali como um sucesso, mais uma vez a revelou, em retrospectiva, como a mais habilidosa, visto que no seu caso a contradição parecia menos gritante. E ambos não se enganaram por completo quanto à avaliação das medidas tomadas no seio da Europa: Por exemplo o facto do governo francês planear impostos especiais para veículos motorizados com emissões de CO2 superiores a 160 gramas por quilómetro não só é bom para o clima, mas também cumpre a função de uma espécie de barreira alfandegária protectora da indústria automóvel francesa. Aqui, como em todo o lado, a protecção do clima é uma mera função da concorrência capitalista: Se se puder ganhar dinheiro com ela, é bem-vinda; no caso contrário, tem de esperar, custe a quem custar. Mesmo os críticos um pouco mais radicais da política de defesa do clima não podem, pelos vistos, deixar de encarar a consecução da valorização do valor como pressuposto de qualquer política, como aconteceu por exemplo quando o porta-voz da Attac, Sven Giegold, antes da cimeira do G-8 em Heilligendamm, adoçou o objectivo por ele e outros considerado necessário de reduzir as emissões de CO2 em 80% até 2050, com a perspectiva de que o mesmo traria consigo "muitas oportunidades para novos empregos e desenvolvimento social" (TAZ de 19.03.07). Com esta figura argumentativa entretanto tornada comum joga-se evidentemente a vantagem tecnológica que os construtores alemães possam ter face aos seus concorrentes na produção de energias renováveis. Só que, quem assim pressupõe, sem os questionar, os critérios da produção capitalista, tem de aceitar então que a concorrência por sua vez aposte nas suas vantagens específicas e desde logo pretenda esgotar as jazidas de petróleo, gás e carvão de que no seu caso dependam o sucesso económico e os postos de trabalho.Enquanto as categorias comuns do trabalho abstracto, da valorização do valor e da concorrência capitalista continuarem a ser declaradas conditio humana, qualidade da natureza humana, elas também não podem ser apreendidas como as verdadeiras causas dos problemas climáticos que se avizinham. Acresce que as bases da vida, cuja destruição ameaça ocorrer no decurso do presente século, são de facto pressupostos para toda a actividade económica, mas em grande parte caem pela grelha de percepção económica e política, uma vez que, nas atribuições ideológicas, elas já desde o início da idade moderna pertencem ao domínio "feminino" dissociado (mulher = natureza). Afinal não é de modo algum por acaso que a discussão pública do clima apenas tenha ganho algum momento quando o ex-economista chefe do Banco Mundial, Nicolas Stern, no final de 2006, contabilizou em dólares os custos das mudanças climáticas. O facto de, neste processo, milhares de milhões de seres humanos ficarem igualmente prejudicados continua a ser secundário. As mulheres dos escombros da segunda metade do presente século cá estarão de novo para endireitarem as coisas.

Terça-feira, Março 25, 2008

Lula e a eleição de 2010: ''Estou trabalhando para ganhar''

24 DE MARÇO DE 2008 - 03h07
Lula e a eleição de 2010: ''Estou trabalhando para ganhar''
“Se alguém acha que pelo fato de eu não ter candidato nós não vamos ganhar as eleições, pode começar a se preocupar porque eu estou trabalhando para a gente ganhar as eleições. Não é à toa que impediram a aprovação da CPMF”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista à TV Gazeta. Lula disse que tem “muita vontade” de fazer o sucessor, descartou uma aliança PT-PSDB e um contágio do Brasil pela crise americana.
A entrevista para Maria Lydia Flandoli, do programa Em Questão, foi gravada durante a semana e levada ao ar neste domingo (23) às 23h45. O presidente ressaltou que é contra a reeleição e que vai lançar um candidato para sua sucessão. ''Sou contra o terceiro mandato. Mais do que ético, é um valor democrático. A gente não pode brincar com a democracia. [Em 2006], fui candidato porque a lei [que permitiu a reeleição] foi aprovada. Mas não fui eu quem aprovei'', disse.
Defesa de um candidato da base
Questionado se a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) seria a candidata governista à sucessão, o presidente limitou-se a repetir que ainda não tem candidato e disse que discutirá com os partidos da base, após as eleições municipais, os nomes à sucessão presidencial. ''Eu não tenho candidato porque eu trabalho com a seguinte idéia: acho que a base que sustenta o governo hoje tem que lançar uma candidatura'', completou.
Lula reiterou que a oposição impediu a aprovação da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), em dezembro, para prejudicar eleitoralmente o governo. “A CPMF significava R$ 120 bilhões a mais em três anos. Imagine o que a gente poderia fazer neste país”, disse Lula. Ele afirmou, no entanto, que as obras serão cumpridas porque “a economia está crescendo”.
Aliança PT-PSDB: hoje, impossível
Lula disse achar “impossível” que a aliança PT-PSDB, que vem sendo articulada pelo governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), e o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), seja reproduzida ''hoje'' em outros estados.
“Eu diria que hoje é impossível. O fato de o Aécio Neves estar fazendo um acordo com o prefeito Pimentel não significa que seja aceito pelo PT”, disse Lula na entrevista. Segundo o presidente, “teoricamente era para o PT ter uma belíssima relação com o PSDB”.
“Tenho uma boa relação com [o governador de SP, José] Serra, Aécio, com todos os governadores do PSDB e trato eles com todo o carinho. Estou fazendo com o Serra o que o [ex-presidente] Fernando Henrique não fez com o [ex-governador de SP] Mário Covas”, disse. “Não há possibilidade de não ser amigo de quem está governando.”
Economia sem ''plano B''
Durante a entrevista, Lula afirmou ainda que “os Estados Unidos precisam assumir a responsabilidade de debelar a crise o quanto antes para não jogar nas costas dos países em desenvolvimento os prejuízos”.
O presidente ressaltou que o Brasil não tem participação na crise imobiliária norte-americana e que o país está na situação “mais confortável que já esteve em qualquer outro momento da história”.
Questionado se teria um “plano B” para o risco de o país ser afetado, Lula disse que não trabalha com plano B. “Temos muita coisa para acontecer de bom no Brasil ainda”, disse.
''Ponto de equilíbrio'' para as MPs
O presidente disse esperar que o Congresso encontre encontre “a melhor forma” para que “o fato de o governo precisar emitir medidas provisórias não seja um desconforto para o Congresso Nacional”.
''Eu quero que o Congresso encontre a melhor forma [de trabalho] para que o governo não precise editar medida provisória. Estou convencido de que o Congresso está correto quando defende o direito de ter liberdade legislativa, mas é preciso achar o ponto de equilíbrio, para que nem o Congresso deixe de cumprir sua função, nem o governo deixe de governar”, disse Lula.
Ele admitiu, contudo, que ''quem estiver na cadeira de presidente sempre vai adorar as MPs, porque quando aprovada, ela passa a valer'', afirmou.
''Ofendido'' com deportações
Na entrevista, que durou cerca de 35 minutos, Lula também disse ter se sentido “ofendido” com a deportação de brasileiros em aeroportos na Espanha e afirmou concordar com a medida adotada pelo país de também deportar turistas espanhós em aeroportos brasileiros.
“Obviamente que se um país, seja a Espanha ou qualquer outro, começa a perseguir brasileiros, temos que defender os brasileiros”, disse o petista, que destacou ainda a “relação estratégica” que o país mantém com a Espanha e os esforços dos governos dos dois países para que a situação seja normalizada.
No fim da entrevista, Lula agradeceu e revelou o que pretende fazer quando deixar a Presidência. ''Estou pedindo a Deus para esse dia chegar. Não vou parar de fazer política, está no meu sangue. Mas não quero mais aquela militância que tive na construção do PT'', afirmou. ''Que deus ajude quem vier depois de mim e que faça muito melhor.''
Da redação, com agências

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34620

políticos de direita são donos da mídia

24 DE MARÇO DE 2008 - 11h00
Fora da lei: políticos de direita são donos da mídia
Os políticos dos partidos conservadores de direita e de centro, DEM, PSDB e PMDB são os “donos da mídia” nacional. É o que conclui o Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom). Ao total, 271 políticos são sócios, proprietários ou diretores de emissoras de rádio e TV. Contrariando a legislação, a maioria deles é prefeito, seguidos dos deputados estaduais.
Dos políticos-proprietários de meios de comunicação, 147 são prefeitos (54,24%), 48 (17,71%) são deputados federais; 20 (7,38%) são senadores; 55 (20,3%) são deputados estaduais e um é governador. Esses números, porém, correspondem apenas aos políticos que possuem vínculo direto e oficial com os meios – não estão contabilizadas as relações informais e indiretas (por meio de parentes e laranjas), que caracterizam boa parte das ligações entre os políticos e os meios de comunicação do país.

“Salta aos olhos a quantidade de prefeitos donos de veículos de comunicação. Demonstra a conveniência do Executivo em usar esses meios para manter uma relação direta com seu eleitorado”, destaca James Görgen, pesquisador do Epcom.

Entre as mídias mais apreciadas pelos prefeitos, conforme a pesquisa, destacam-se o rádio OM (espaço onde acontecem os debates públicos) e as rádios comunitárias (que permitem a proximidade com a comunidade, a troca diária com o eleitorado, seja por meio da administração da rádio, seja pelo controle da programação). ''Assim, eles garantem suas bases eleitorais'', avalia Görgen. Já os senadores e deputados aparecem como proprietários de mídias com maior cobertura, como as TVs e FMs.

“Em ano de eleições, é difícil imaginar que esses políticos deixem de usar seus próprios meios de comunicação para tirar vantagem logo de saída na corrida eleitoral”, analisa o pesquisador, dando como exemplo os prefeitos-proprietários, que este ano podem usufruir de temporada maior que a regulamentar da campanha para fazer sua exposição positiva. “Isso dá a eles uma vantagem enorme e representa um risco à democracia”, conclui.

Em relação às regiões, relativizando as proporções de cada uma e a densidade de municípios, a pesquisa confirma a prática do chamado “coronelismo eletrônico” concentrado no nordeste brasileiro, onde prevalecem políticos controlando meios de comunicação.

Quanto aos partidos, esses políticos surgem assim: 58 pertencem ao DEM, 48 ao PMDB, 43 ao PSDB, 23 são do PP, 16 do PTB, 16 do PSB, 14 do PPS, 13 do PDT, 12 do PL e 10 do PT.

Os números apresentados são resultado do cruzamento de dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com a lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país.
Coronelismo eletrônico

No ano passado, uma subcomissão especial da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, analisou os processos de outorga no setor de radiodifusão e apresentou, em dezembro, relatório revendo as normas de concessão de rádio e televisão. Uma proposta de Emenda Constitucional foi encaminhada pelo grupo, acrescentando um parágrafo ao artigo nº 222 da Constituição, que estabelece: ''não poderá ser proprietário, controlador, gerente ou diretor de empresa de radiodifusão sonora e de sons e imagens quem esteja investido em cargo público ou no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial''.

A presidente da subcomissão, deputada Luíza Erundina (PSB-SP), explicou, na época, que, como esse artigo ainda não foi regulamentado, os detentores de cargos públicos conseguem burlar a Constituição. Segundo ela, os políticos utilizam essas brechas para adquirir emissoras.

O coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Augusto Schröder, condena a utilização privada das concessões públicas e defende que a lei seja mais clara e que sejam construídos ritos públicos eficientes.

A deputada relatora da proposta, Maria do Carmo Lara (PT-MG) declarou, no relatório, que a propriedade e a direção de emissoras de rádio e televisão 'são incompatíveis' com a natureza do cargo político.

O texto cita ainda um 'notório conflito de interesses' dos parlamentares, já que os pedidos de renovação e de novas outorgas de rádio e TV passam pela aprovação dos próprios deputados e senadores. A proposição ainda não foi posta em votação.

De BrasíliaAlberto Marques Com Ana Rita Marini, do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação

O apagão de José Serra e da mídia


O apagão de José Serra e da mídia



Escrito por Altamiro Borges
14-Mar-2008

No início deste ano, a mídia venal fez o maior terrorismo sobre o risco de um apagão energético no país. O alvo era o presidente Lula. Na seqüência choveu, como é de costume nesta estação, os reservatórios voltaram ao normal, a imprensa mudou de assunto sem fazer qualquer autocrítica e passou a tratar de outro "risco iminente" – a febre amarela, que também era falso. Agora, porém, a capital do estado mais rico do Brasil fica sem luz por várias horas e a mesma mídia, sempre tão vigilante, não faz seu costumeiro escarcéu, confirmando que o governador Serra é seu protegido.

Na semana passada, uma explosão na subestação Bandeirante da Companhia Transmissora de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) deixou quase 3 milhões de famílias sem luz. O incidente paralisou as estações do Metrô, desligou os semáforos da capital dos 6 milhões de automóveis e atingiu até o gerador do Hospital das Clínicas, o maior da América Latina. José Serra quase não foi incomodado pela mídia hegemônica, que também preferiu nada falar sobre os efeitos nefastos da criminosa privatização da energia, promovida pelos 13 anos de reinado tucano em São Paulo.

Demissões e falta de investimentos

A CTEEP foi leiloada no ano passado, sendo adquirida a preço de banana pelo grupo colombiano ISA, um dos maiores do setor na América Latina. Segundo Antonio Carlos dos Reis, o Salim, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, a privatização foi desastrosa e explica o apagão energético na capital. "A empresa privatizada reduziu o número de funcionários de cerca de 3.200 para 1.200. Nas subestações não há quase ninguém trabalhando. Com o crescimento do PIB, a demanda de energia aumenta, mas não há investimentos em infra-estrutura para suportar".

Salim avalia que devem ocorrer novos apagões, causando transtornos à população. Ele denuncia que a multinacional não faz a manutenção preventiva dos equipamentos visando reduzir custos. Diante destes graves fatos, critica o processo em curso de privatização da Companhia de Energia de São Paulo (CESP), a nova obsessão do governador José Serra. Para ele, é falso o discurso dos neoliberais sobre a maior eficiência do setor privado. "Quando a Eletropaulo era estatal, ganhava prêmios de empresa com melhor serviço. Hoje, privatizada, fica em décimo lugar no ranking".

Leilão da Cesp e silêncio midiático

Apesar destes dados irretocáveis, os tucanos continuam com a sua sanha privatista. Está marcado para 26 de março o leilão da Companhia Energética de São Paulo (CESP). Apenas cinco empresas – quatro delas multinacionais – participarão da negociata. Outras oito que manifestaram interesse na geradora, inclusive outras estatais, desistiram do leilão com críticas à falta de transparência no processo. Já é tido como certo que a privatização causará demissões em massa, aumento da tarifa de energia e piora na qualidade do serviço. Diante deste risco, o Comitê Contra a Privatização da CESP, que reúne várias entidades, está convocando protestos e entrará com liminares na justiça.

A mídia venal, que fez tanto alarde contra o hipotético apagão energético do governo Lula, nada fala sobre os efeitos nefastos da criminosa privatização tucana nem das manifestações contrárias da sociedade. De forma descarada, continua blindando o governador José Serra, pavimentando o caminho para a campanha presidencial do "vampiro". O apagão energético da capital paulista e o suspeito leilão da CESP, porém, servem para desmascarar os neoliberais e a sua mídia. É preciso muito "apagão mental" para confiar nesta gente.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).


http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1555/47/

ONG vai a MP contra alarmismo da grande mídia

17 DE MARÇO DE 2008 - 14h53
Febre amarela: ONG vai a MP contra alarmismo da grande mídia
A ONG Movimento dos Sem Mídia protocola nesta segunda-feira (17) uma representação no Ministério Público Federal contra o alarmismo da mídia ao noticiar uma suposta epidemia de febre amarela no Brasil. Em entrevista ao Conversa Afiada, o presidente da ONG, Eduardo Guimarães, disse que o objetivo é que o MP investigue o papel dos meios de comunicação na divulgação de casos de febre amarela.
"Vamos pedir ao Ministério Público que investigue a nossa teoria. Estamos oferecendo elementos para eles, que é o noticiário, vídeos de programas e telejornais, matérias de jornal. E estamos pedindo ao Ministério Público que investigue", disse Guimarães. Segundo ele, os principais focos da representação são: Organizações Globo, Grupo Estado, Grupo Folha, Editora Abril, Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Veja e IstoÉ.

Para Guimarães, a imprensa deu uma repercussão exagerada aos casos de febre amarela e provocou um alarmismo entre a população. A postura da mídia provocou pelo menos uma morte. "Essa pessoa não iria viajar para nenhuma área de risco, tinha um organismo incompatível com a vacina e, assustada pelo noticiário alarmista... De fato houve um alarmismo reconhecido pelo ombudsman da Folha de S.Paulo, reconhecido até pela própria Folha de S.Paulo, num editorial dizendo que a hipótese de epidemia tinha sido magnificada pela mídia."

Guimarães comparou o episódio da febre amarela deste ano com a epidemia que ocorreu em 2000. Segundo ele, naquele ano o Ministério da Saúde confirmou 85 casos e 40 mortes causadas pela febre amarela. "E você nota que lá atrás não foi feito alarmismo nenhum. E hoje foi feito uma verdadeira guerra na imprensa, dizendo que haveria essa epidemia."

O líder dos sem-mídia disse também que, se a investigação do MP provar que a imprensa provocou um alarmismo na população, sua ONG vai pedir, na Justiça, o ressarcimento do erário público, que gastou com vacinas e atendimento hospitalar a pessoas que tiveram problemas causados pela vacina.

Leia abaixo a íntegra da entrevista com Eduardo Guimarães

Eu queria que o senhor me explicasse um pouco o teor dessa representação no Ministério Público em relação a esse episódio da febre amarela na mídia. Pois, não. O que acontece é o seguinte. Nós acompanhamos, eu acho que o Brasil inteiro, as pessoas mais esclarecidas acompanharam um processo em que o meio de comunicação apostou uma corrida com outros, grandes meios de comunicação, no sentido de disseminar uma pseudo-epidemia, uma epidemia imaginária de febre amarela que, segundo dados do Ministério da Saúde, que nós estamos recolhendo, dados oficiais, já provocou, ao menos, uma morte de uma senhora de 79 anos por ter se vacinado sem necessidade. Essa pessoa não iria viajar para nenhuma área de risco, tinha um organismo incompatível com a vacina, assustada pelo noticiário alarmista, para se ter uma idéia foram dezenas e dezenas de capas de jornais dos principais meios de comunicação do país alarmando a população.

De fato houve um alarmismo reconhecido pelo ombudsman da Folha de S.Paulo, reconhecido até pela própria Folha de S.Paulo em um editorial dizendo que a hipótese de epidemia tinha sido magnificada pela mídia, sendo que ela mesma foi um dos veículos que está sendo representado. Depois da porta arrombada, depois que morre gente, no fim de tudo aqui... Eu acredito que a sociedade tem que agir de alguma maneira e a ONG que nós fundamos foi criada com essa finalidade, de pedir uma mídia ética, uma mídia plural, uma mídia sobretudo, antes de tudo e acima de tudo responsável.

Na representação a ONG Movimento dos Sem Mídia pede algum tipo de penalidade a algum meio de comunicação? Existe algum foco?Os focos são... Nós estamos fazendo uma representação contra o Grupo Folha, contra o Grupo Estado, contra a Editora Abril, contra o Correio Brasiliense (que talvez tenha sido o pior veículo em termos de alarmismo), Jornal do Brasil. Têm duas capas, uma da Veja e outra da IstoÉ, no mínimo duas se eu me recordo, incrivelmente alarmistas. A revista IstoÉ nós temos também representada. Mas a representação diz ao Ministério Público o seguinte, seria impossível nós representarmos contra todos os veículos que embarcaram nessa onda.

Então nós escolhemos aqueles veículos de maior expressão pedindo ao Ministério Público que investigue a nossa teoria, estamos oferecendo elementos para ele, noticiários, vídeos (nós estamos entregando o CD-ROM com programas de telejornais), matérias de jornal e estamos pedindo ao Ministério Público que investigue e nessa investigação, se for contatado o que aconteceu, nós pedimos, inclusive, que o erário seja ressarcido o gasto adicional de vacinas, o dispêndio de dinheiro público que deve ter sido enorme, porque o preço da dose está em torno de R$ 0,90, pelo que nos foi informado, dados do Ministério da Saúde.

Nesse gasto, são milhões de vacinas de pessoas que tomaram essa vacina sem necessidade. Eu mesmo tenho gente na minha família, o noivo da minha filha, que é diabético, não ia para área de risco nenhuma, mas tomou a vacina, passou muito mal. Eu tenho um amigo que está com um câncer na garganta, está com a imunidade baixa, ia se vacinar e eu pedi a ele que antes conversasse com o seu médico e o médico proibiu. Então, além disso, teve um gasto exagerado de dinheiro público à toa, para vacinar gente que não precisava da vacina. Nós estamos pedindo que se Ministério Público fizera a denúncia o a Justiça entender que houve realmente os fatos que nós estamos relatando, que peça a devolução, a esses veículos que foram condenados, desse dinheiro.

Senhor Eduardo, o senhor já citou isso, mas eu gostaria de detalhar um pouco mais, sobre como a representação se documenta. Que tipo de material vocês conseguiram compilar para essa representação?Olha, na verdade a dificuldade foi escolher o principal, porque a quantidade de material que existe é enorme. Nós fazemos uma representação onde narramos os fatos de forma mais superficial, depois temos o anexo um, com reprodução de matérias de jornal... Na verdade a representação se baseia em um clipping que a Radiobrás publica na internet dia-a-dia com as manchetes dos principais meios de comunicação. Então, isso forma uma linha cronológica que vai do dia 29 de dezembro ao dia 1º de fevereiro. Então, se nós compusermos um gráfico, a linha desse gráfico ia começar lá embaixo, no dia 29 de dezembro, iria subindo até meados de janeiro e depois iria caindo até o final do mês, começo do mês seguinte.

Então você vê a série claramente no noticiário o aumento e o embarque de todos esses veículos em matérias de capa dos principais jornais e, acompanhando esse clipping da Radiobrás, nós estamos anexando matérias importantes como uma coluna da Eliane Cantanhêde, da Folha de S.Paulo, onde ela diz, sem mais nem menos, “vacine-se seja você de onde for e antes que seja tarde”, ela diz uma coisa assim. E todas essas manchetes de primeira página de jornal, em nenhum momento, do mês de janeiro, elas alertaram a população sobre o fato de que essa vacina é uma vacina perigosa, de certa maneira, para ser tomada aleatoriamente. Você inocula o vírus da febre amarela, o vírus atenuado. Você provoca uma pequena febre amarela no indivíduo, que é a famosa reação. Se a pessoa tem algum problema de imunidade ou mulher grávida, ou criança...

Então essas manchetes de jornal são um veículo de comunicação a parte. De cada dez pessoas, uma lê jornal e nove lêem manchetes que estão nas bancas. É só você passear por São Paulo e você vai ver, nas primeiras horas da manhã, as bancas de jornal com as pessoas postadas nas bancas lendo as manchetes. Então, aquilo é um meio de comunicação à parte. Quando você tem manchetes que induzem a sociedade ao alarmismo, ao medo de contrair febre amarela urbana, uma modalidade da doença que não existe há 60 anos, foi erradicada no Brasil há 60 anos, e quando você compara a cobertura deste ano, em que você teve duas mortes confirmadas por febre amarela e duas dezenas de casos, com 2000, quando houve 85 casos confirmados e 40 mortes e você nota que lá atrás não foi feito alarmismo nenhum e hoje foi feita uma verdadeira guerra na imprensa, dizendo que haveria essa epidemia, você vê que por alguma razão eles escolheram esse ano com um recrudescimento natural, porque aumentam os casos da doença em ciclos de sete, oito anos, é previsível.

Quer dizer, não foram ouvidos especialistas, infectologistas adequadamente pela imprensa ou, se ouvidos, na pior das hipóteses, foram ignorados, o que é muito mais grave. Então, nós estamos tomando uma atitude. Eu acho que alguém tem que pôr o guiso nesse gato e nós vamos pôr, porque é isso que nós nos propusemos quando criamos essa ONG.

Da Redação, com informações do Conversa Afiada

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34291

Educação e Reforma Urbana‏

Colegas e amigos
Para seu conhecimento, artigo de minha autoria "Educação e Reforma Urbana", publicado na edição número 16 da Revista Sociologia.
Abraço
Cesar Callegari


http://www.cesarcallegari.com.br/noticias/educacaoereformaurbana.html

NASA Jet Propulsion Laboratory Astronomers Detect First Organic Molecule on an Exoplanet‏


Whitney Clavin 818-354-4673Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif.whitney.clavin@jpl.nasa.gov

Ray Villard 410-338-4514Space Telescope Science Institute, Baltimore, Md.villard@stsci.edu
NEWS RELEASE: 2008-046
March 19, 2008

Astronomers Detect First Organic Molecule on an Exoplanet
A team of astronomers led by Mark Swain of NASA's Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., has made the first detection ever of an organic molecule in the atmosphere of a Jupiter-sized planet orbiting another star. The breakthrough, made with NASA's Hubble Space Telescope, is an important step in eventually identifying signs of life on a planet outside our solar system.
The molecule found by Hubble is methane, which under the right circumstances can play a key role in prebiotic chemistry - the chemical reactions considered necessary to form life as we know it.
This discovery proves that Hubble and upcoming space missions, such as NASA's James Webb Space Telescope, can detect organic molecules on planets around other stars by using spectroscopy, which splits light into its components to reveal the "fingerprints" of various chemicals.
"This is a crucial stepping stone to eventually characterizing prebiotic molecules on planets where life could exist," said Swain, lead author of a paper appearing in the March 20 issue of Nature.
The discovery comes after extensive observations made in May 2007 with Hubble's Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer. It also confirms the existence of water molecules in the planet's atmosphere, a discovery made originally by NASA's Spitzer Space
Telescope in 2007. "With this observation there is no question whether there is water or not - water is present," said Swain.
The planet now known to have methane and water is located 63 light-years away in the constellation Vulpecula. Called HD 189733b, the planet is so massive and so hot it is considered an unlikely host for life. HD 189733b, dubbed a "hot Jupiter," is so close to its parent star it takes
just over two days to complete an orbit. These objects are the size of Jupiter but orbit closer to their stars than the tiny innermost planet Mercury in our solar system. HD 189733b's atmosphere swelters at 1700 degrees Fahrenheit, about the same temperature as the melting point of silver.
Though the star-hugger planet is too hot for life as we know it, "this observation is proof that spectroscopy can eventually be done on a cooler and potentially habitable Earth-sized planet orbiting a dimmer red dwarf-type star," Swain said. The ultimate goal of studies like these is to identify prebiotic molecules in the atmospheres of planets in the "habitable zones" around other stars, where temperatures are right for water to remain liquid rather than freeze or evaporate away.
The observations were made as the planet HD 189733b passed in front of its parent star in what astronomers call a transit. As the light from the star passed briefly through the atmosphere along the edge of the planet, the gases in the atmosphere imprinted their unique signatures on the starlight from the star HD 189733.
The astronomers were surprised to find that the planet has more methane than predicted by conventional models for "hot Jupiters." "This indicates we don't really understand exoplanet atmospheres yet," said Swain.
"These measurements are an important step to our ultimate goal of determining the conditions, such as temperature, pressure, winds, clouds, etc., and the chemistry on planets where life could exist. Infrared spectroscopy is really the key to these studies because it is best matched to detecting molecules," said Swain.
More information on the discovery and artist's concepts are online at:
http://hubblesite.org/news/2008/11 . Swain's co-authors on the paper include Gautam Vasisht of JPL and Giovanna Tinetti of University College, London.
The Hubble Space Telescope is a project of international cooperation between NASA and the European Space Agency and is managed by NASA's Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Md. The Space Telescope Science Institute conducts Hubble science operations. The institute is operated for NASA by the Association of Universities for Research in Astronomy, Inc., Washington, DC. Scheduled for launch in 2013, the James Webb Space Telescope is an international collaboration between NASA, ESA, and the Canadian Space Agency (CSA). GSFC is managing the development effort. The prime contractor is Northrop Grumman Space Technologies. STScI will operate JWST after launch.
JPL manages the Spitzer Space Telescope mission for NASA's Science Mission Directorate, Washington. Science operations are conducted at the Spitzer Science Center at the California Institute of Technology, also in Pasadena. Caltech manages JPL for NASA. Previous Spitzer discoveries regarding HD 189733b from Swain and others can be read at http://www.spitzer.caltech.edu/Media/releases/ssc2007-04/release.shtml .
Read a profile about astronomer Mark Swain at http://www.jpl.nasa.gov/news/features.cfm?feature=1641
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Descubra quem é o ''pacifista'' dalai-lama

19 DE MARÇO DE 2008 - 14h25
Descubra quem é o ''pacifista'' dalai-lama
Incensado pelo ocidente como uma figura impoluta, lutadora da paz e da não-violência, o dalai-lama, ou Tenzin Gyatso, está longe de merecer o epíteto de pacifista que a mídia ocidental lhe aplicou nos últimos 50 anos. Aliado há longa data do regime americano, e recentemente de Bush, o dalai-lama não é parte integrante das lutas dos povos pela democracia e a paz mundial.
Por Humberto Alencar
Dalai-lama: separatismo e submissão
Exilado em Dharamsala, na Índia, onde está à testa de uma comunidade de 120 mil tibetanos, o 14.º dalai-lama é apresentado desde 1959 pelos meios de comunicação como ''um dos maiores defensores da paz no mundo'' e ''líder espiritual''. Seus gestos desmentem esses epítetos.
Em 2003 o ''líder espiritual'' budista passou 18 dias nos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente do país, George W. Bush, e o então secretário de Estado, Colin Powell. Os EUA tinham recentemente estabelecido o Tibetan Policy Act, uma lei que regularizava a ajuda aos separatistas, em 2002.
O que disse e fez por lá revela que o homem que ostenta o título de Prêmio Nobel da Paz, obtido em 1989, age de forma diametralmente oposta ao discurso que mantém.
A Casa Branca não divulgou o teor das conversas, mas a julgar pelas declarações posteriores do dalai-lama, um dos resultados da visita foi sua incorporação à política de guerras preventivas, aspecto central da estratégia agressiva do imperialismo norte-americano na atualidade.
''É muito cedo para dizer se a guerra no Iraque foi um erro'', afirmou, para acrescentar em seguida sua convicção de que é necessário ''reprimir o terrorismo'', sem explicar o que queria dizer com ''reprimir''.
Participação no poder chinês
Em 1954, o décimo quarto Dalai-Lama participou da primeira Assembléia Nacional Popular da China, que elaborou a Constituição da República Popular, tendo sido eleito como um dos vice-presidentes do Comitê Permanente dessa Assembléia.
Na ocasião, pronunciou um discurso afirmando: ''Os rumores de que o Partido Comunista da China e o governo popular central arruinariam a religião do Tibete, foram refutados. O povo tibetano tem gozado de liberdade em suas crenças religiosas''.
Em 1956, o dalai-lama assumiu a presidência do comitê provisório encarregado de organizar a região autônoma do Tibete. As relações entre os governos central e local estavam, portanto, normalizadas.
O conflito ressurgiu quando se cogitou em promover a reforma democrática do Tibete, separando a religião do Estado, abolindo a servidão rural e a escravidão doméstica e redistribuindo a propriedade das terras e dos rebanhos, monopolizada pela aristocracia civil e pelos mosteiros.
Após o exílio, o dalai-lama, cercado pelas forças anti-chinesas e separatistas tibetanos, traiu completamente a sua posição patriótica original. A facção pró-ocidental, aproveitando-se da insatisfação entre lamas e nobres, retomou a ofensiva.
Agitando as bandeiras separatista e religiosa, e apoiada pela CIA cada vez mais desinibidamente, como hoje se reconhece, essa facção fundou uma organização política, a ''Quatro Rios e Seis Montanhas'', e uma organização militar, o ''Exército de Defesa da Religião'', e iniciou em 1956 ataques armados a funcionários e prédios públicos, a obras de infra-estrutura e até mesmo a tibetanos que apoiassem o movimento democratizador.
Como reencarnar estando ainda vivo?
Traindo seus princípios religiosos, em novembro passado, o dalai-lama propôs que, em vez de esperar que os sábios religiosos encontrassem a próxima encarnação após sua morte, ele escolhesse sua própria encarnação. Geralmente, depois da morte do dalai-lama, autoridades budistas tibetanas, orientadas por sonhos e sinais, identificam uma criança que vai substituir o líder morto.
Para impor seu método e estabelecer uma linha sucessória segura para os separatistas, o dalai-lama propôs então um ''referendo'' entre os budistas tibetanos sobre mudar ou não o atual processo de reencarnação de modo que ele pudesse ter influência na escolha de seu sucessor. A idéia não foi bem recebidas pelos budistas, porque contraria a lógica religiosa: como encontrar a alma de alguém em outro corpo, se você ainda não desencarnou?

Anti-desenvolvimento
O governo central da China inaugurou em 2006 a maior ferrovia do mundo, ligando o Tibete ao resto do país. A ferrovia custou 4,1 milhões de dólares e atravessa o platô tibetano para ligar Lhasa aos centros econômicos da China.
A ferrovia é uma ferramenta vital para a economia tibetana, a mais pobre da China, mas o dalai-lama e os separatistas consideram a estrada de ferro uma ''ameaça''. Alegam que a ferrovia trouxe ''novos ocupantes'' e é um meio de ''roubar'' as riquezas naturais do Tibete.
Desde 1985, o Tibete é uma ''zona de turismo livre'', substituindo o '' turismo acompanhado'' que vigorava até então, a ferrovia veio apenas aumentar o desenvolvimento econômico local.
Esta semana, Tenzin Gyatso lançou pela mídia um apelo vazio para que a ''comunidade internacional'' investigasse o que chamou de ''genocídio cultural'' no Tibete, após a violência perpetrada nas ruas de Lhasa por monges e seus seguidores.
O ouro de Washington
De acordo com o historiador americano Jim Mann, citado pelo site Global Research, ''durante os anos 1950 e 1960, a CIA apoiou ativamente a causa tibetana com armas, treinamento militar, dinheiro, apoio aéreo e todo o tipo de auxílio''. Além de Mann, outro estudioso das ações da CIA na Ásia, Michael Parenti, fez recentemente a seguinte observação:
''...nos Estados Unidos, a Sociedade Americana Por uma Ásia Livre, uma fachada da CIA, propagandeou ferozmente a causa da resistência tibetana, com o irmão mais novo do dalai-lama, Thubtan Norbu, tendo um papel ativo nessa organização. Outro irmão, também mais novo, do dalai-lama, Gyalo Thondup, estabeleceu uma célula de operação de ''inteligência'' com a CIA em 1951 (embora o apoio oficial da agência tenha sido estabelecido somente em 1956). Mais tarde, essa célula foi treinada e transformada em uma unidade de guerrilha da CIA, tendo seus recrutas sendo lançados por pára-quedas no Tibete''.
De acordo com documentos abertos pela inteligência americana no fim da década de 1990, revelou-se que o movimento tibetano no exílio recebeu cerca de 1,7 milhão de dólares por ano, na década de 1960, para operações contra a China, enquanto 180 mil dólares anuais eram pagos regiamente ao dalai-lama.
Em 1969, entretanto, o apoio secreto pela causa tibetana foi interpretado pela CIA como infrutífero, e a agência de espionagem decidiu retirar a ajuda aos ''revolucionários'' tibetanos.
No entanto, a ajuda monetária anual ao ''pacifista'' dalai-lama perdurou até 1974, quando Nixon normalizou as relações com a China. O presidente que lhe sucedeu, Gerald Ford, encerrou o envolvimento da administração americana com os exilados tibetanos, em um novo contexto da estratégia americana para a Guerra Fria.
A fase seguinte do relacionamento entre Estados Unidos e o dalai-lama e os seus apoiadores foi direcionar a opinião pública mundial a considerar o Tibete como uma questão de direitos humanos, em um engajamento político contra a China.
Em 1979 a relação entre regime americano e dalai-lama sofre uma nova modificação, com o ''pacifista'' obtendo um visto de entrada nos EUA sob a administração Carter. A ''causa tibetana'' encontra então novos patrocinadores, com representantes do congresso americano trabalhando em conjunto com os separatistas tibetanos para enfocar a atenção dos governos seguintes e do resto do mundo na ''questão tibetana''.
Nos dias de hoje, a ajuda financeira e política aos exilados tibetanos parte de um poderoso braço da CIA, a National Endowment for Democracy, organismo criado a partir de 1984, sob a administração Reagan, e que patrocina e subsidia movimentos pró-americanos ao redor do planeta, como os que recentemente derrubaram os governos da ex-Iugoslávia em 2002, Geórgia em 2004 e Ucrânia em 2005.
O trabalho da NED, desde a década de 1990, é propalar os discursos e ações ''pacifistas'' do dalai-lama ao redor do planeta.


Referencias (em inglês)

Mann, J. “CIA Funded Covert Tibet Exile Campaign in 1960s.” The Age (Melbourne), 16 Sept. 1998. 21 Jun. 2007. http://listserv.muohio.edu/scripts/wa.exe?A2=ind9809c&L=archives&P=14058.
Parenti, M. “Friendly Feudalism: The Tibet Myth (Updated).” Jul. 2004. 21 Jun. 2007. http://www.michaelparenti.org/Tibet.html.
Mann, J. “CIA Funded Covert Tibet Exile Campaign in 1960s.” The Age (Melbourne), 16 Sept. 1998. 21 Jun. 2007. http://listserv.muohio.edu/scripts/wa.exe?A2=ind9809c&L=archives&P=14058.
Salopek, P. “The CIA’s Secret War in Tibet.” Seattle Times, 26 Jan. 1997. 21 Jun. 2007. http://www.timbomb.net/buddha/archive/msg00087.html.
Reagan, R. W. “Address to Members of the British Parliament.” Ronald Reagan Presidential Library, 8 Jun. 1982. 21 Jun. 2007. http://www.reagan.utexas.edu/archives/speeches/1982/60882a.htm.

Robinson, W. I. and J. Gindin. “The Battle for Global Civil Society.” Venezuelanalysis.com, 13 Jun. 2005. 21 Jun. 2007. http://www.venezuelanalysis.com/articles.php?artno=1477.

Barker, M. J. “Taking the Risk Out of Civil Society: Harnessing Social movements and Regulating Revolutions.” Refereed paper presented to the Australasian Political Studies Association Conference, University of Newcastle 25-27 September 2006. 21 Jun. 2007. http://www.newcastle.edu.au/school/ept/politics/apsa/PapersFV/IntRel_IPE/Barker,%20Michael.pdf.

Sussman, G. “The Myths of ‘Democracy Assistance’: U.S. Political Intervention in Post-Soviet Eastern Europe.” Monthly Review, Dec. 2006. 21 Jun. 2007. http://www.monthlyreview.org/1206sussman.htm.
Barker, M. J. “A Force More Powerful: Promoting ‘Democracy’ Through Civil Disobedience.” State of Nature, Mar. 2007. 21 Jun. 2007. http://www.stateofnature.org/forceMorePowerful.html.

Robert, P. “Tibet Information Network Closes as Funds Dry Up.” Tibet Information Network, 13 Sep. 2005. 21 Jun. 2007. http://www.phayul.com/news/article.aspx?id=10679&t=1&c=1.
Da redação

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34439

Por onde anda a famosa "mão invisível" do mercado global?

19 DE MARÇO DE 2008 - 13h41
Por onde anda a famosa "mão invisível" do mercado global?
O ex-presidente do banco central norte-americano, Alan Greenspan, admitiu em artigo publicado segunda-feira no jornal Financial Times, que a famosa “mão invisível do mercado” (premissa básica dos ideólogos da desregulamentação do sistema financeiro) tem um pequeno problema: não funciona.
Por Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior
Greenspan disse que é impossível saber quantos meses demorará a atual crise financeira nos Estados Unidos e que os modelos econômicos com os quais o sistema financeiro mundial trabalha “são insuficientes para determinar os rumos da economia, diante do volume e da complexidade das variáveis existentes”. “Nunca seremos capazes de prever as descontinuidades do mercado financeiro. Elas são necessariamente uma surpresa”, admitiu. Ele definiu o atual momento como uma alternância de fases de euforia com momentos de retração”.
A crise financeira que os Estados Unidos vive hoje é a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, disse ainda Greenspan. “A atual crise financeira dos Estados Unidos será verdadeiramente julgada como a mais grave desde o fim da Segunda Guerra Mundial”. Ela só chegará ao fim, acrescentou, quando o preço dos bens imobiliários se estabilizar. Até lá deixará numerosas vítimas. “O sistema de avaliação dos riscos atualmente em vigor será particularmente tocado”, admitiu Greenspan, que teme ainda pela sobrevivência da “auto-regulamentação financeira como mecanismo fundamental de equilíbrio do setor financeiro mundial”.
Em seu artigo, o ex-presidente do Federal Reserve não fez qualquer auto-crítica sobre sua gestão. Ele é apontado como um dos principais responsáveis por alimentar a bolha imobiliária nos EUA, ao reduzir continuamente as taxas de juros, como forma de manter a aceleração econômica mesmo em fases desfavoráveis.
A falência do banco Bear Stearn
O mais recente capítulo da crise foi o anúncio, segunda-feira, da grave situação do banco Bear Stearn, o que fez com que as bolsas despencassem no mundo inteiro. O banco de investimentos concedia financiamentos de longo prazo e fazia aplicações de curto prazo, especialmente no mercado de crédito imobiliário de alto risco. A crise desse setor atingiu o banco em cheio.
Após uma “injeção de liquidez” do Federal Reserve, o Bear Stern acabou sendo vendido para o JP Morgan por 10% do valor que tinha na Bolsa de Valores de Nova York, na última sexta-feira. É neste cenário que o dólar segue derretendo. Na segunda-feira, atingiu um patamar considerado impossível há bem pouco tempo: para comprar um euro era preciso desembolsar 1,59 dólares. A partir desses dados, cresce entre a maioria dos analistas, o temor de uma profunda recessão econômica nos EUA.

Duas Caras se alinha a Ali Kamel e mostra Brasil sem racismo

12 DE MARÇO DE 2008 - 16h56
Duas Caras se alinha a Ali Kamel e mostra Brasil sem racismo
A novela Duas Caras divulga e incorpora, despudoradamente, o livro Não Somos Racistas, odiosa obra do manda-chuva do jornalismo da Globo, Ali Kamel. No mentiroso folhetim - no Brasil fictício da Globo -, brancos ricos estão doidos para se casar com favelados negros. Favelas têm mais brancos do que negros, e alguns negros são riquíssimos. Favelados pobres chegam a estudar nas mesmas universidades que brancos ricos.

Por Eduardo Guimarães, no Cidadania.com
A dramaturgia da Globo é como o Carnaval: provoca paixões e ódios com a mesma intensidade exacerbada. Mas as novelas e "minisséries" da emissora carioca, há que reconhecer, apaixonam pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo.

Essa receita de sucesso é baseada numa fórmula que transforma modelos em "atores" graças a uma edição e a um ritmo das cenas que minimizam a falta de intimidade da maioria amadora dos elencos globais com os palcos. Tudo isso, regado a orçamentos hollywoodianos, faz da dramaturgia global um dos produtos mais exportados pelo Brasil.
Durante décadas a fio, essa dramaturgia de êxito - e de mentira - moldou a mentalidade nacional. A Globo está acostumada a vender todo tipo de comportamento - modismos, conceitos e até pré-conceitos - com seus folhetins encenados.
Mesmo sabendo disso tudo, fiquei surpreso na noite da última terça-feira (11/03) ao ver uma personagem da novela Duas Caras, a mulata e ex-BBB Juliana Alves (Gislaine), lendo um livro que denuncia a estratégia da emissora naquela trama. A moça estava lendo Não Somos Racistas, de Ali Kamel.
Antes de você, leitor, criticar o fato de eu assistir a nada mais, nada menos do que a uma das estúpidas novelas que a tevê brasileira impõe a um público sequioso por lixo televisivo, e de dar seu depoimento de que jamais assistiria a tal porcaria, quero lembrá-lo de que ignorar uma arma de difusão de comportamentos e de mentalidades obtusas como é uma novela das oito da Globo não mudará o fato de que essa arma vem sendo muito efetiva no sentido de falsear a realidade nacional e imbecilizar as pessoas.
Enquanto se torce o nariz à mera possibilidade de levar a sério qualquer coisa que saia do Projac, a Globo vai fazendo a festa. Essa novela, por exemplo, a tal Duas Caras, vem fazendo um dos trabalhinhos mais sujos que já vi na vida. Às vezes fico me perguntando o que sente um favelado que vê uma novela na qual brancos ricos são habitués de favela chamada "Portelinha", a qual, à diferença de qualquer gueto como são as favelas, não abriga tráfico de drogas e adota padrões de organização comunitária quase nórdicos, com ruas limpas, casas bem cuidadas etc.

No Brasil fictício da Globo, brancos ricos estão doidos para se casar com favelados negros. Em Duas Caras, Barretinho (Dudu Azevedo) e Júlia (Débora Falabella), filhos do riquíssimo e ultra-racista advogado Barreto (Stênio Garcia), derretem-se, respectivamente, por Sabrina (Cris Vianna) e Evilásio Caó (Lázaro Ramos), e Claudius (Caco Ciocler) por Solange (Sheron Menezes).

No mentiroso folhetim da Globo, favelas têm mais brancos do que negros, e alguns negros são riquíssimos. Favelados pobres chegam a estudar nas mesmas universidades que brancos ricos. A mesma instituição abriga as negras da portelinha Gislaine e Solange, a perua Maria Eva (Letícia Spiller) e o negro mau-caráter Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), que fala a favor de cotas para negros e sobre discriminação racial e, naturalmente, é cabalmente desmentido pela realidade dramatológica global.

A imagem - e a propaganda descarada - do livro de Ali Kamel tem um propósito. Negros e brancos de Duas Caras interagem de acordo com cada vírgula contida na odiosa obra do manda-chuva do jornalismo da Globo.

Na verdade, a sensação que tive foi a de uma pretendida afronta a quem se revolta com o cinismo de Não Somos Racistas. É como se a Globo dissesse: podem falar mal, mas nós temos a televisão que entra em 90% dos lares brasileiros a referendar nossa teoria sobre como amamos nossos irmãos negros.
Eles (a elite branca e sua mídia) dizem que não são racistas. E, como prova, disseminam pelo mundo um país em que não se vê miséria, em que não se vê os indicadores sociais dramáticos dos negros ante os indicadores muito melhores dos brancos, ou os salários inferiores dos negros ante os dos brancos, ou a maior mortalidade infantil dos negros ante a muito menor dos brancos.

Eles são racistas, sim, porque tentam frear a luta por oportunidades iguais para os negros no mercado de trabalho e nas universidades afirmando descaradamente que essas oportunidades existem. Além de racistas, são mentirosos.

Profissão Mestre adverte: dar aulas pode ser prejudicial à saúde.


Profissão Mestre adverte: dar aulas pode ser prejudicial à saúde.
Brasílio Andrade Neto e Josiane Benedet
As pernas parecem pesar uma tonelada. Os olhos têm dificuldade para se fixar em qualquer coisa. Movimentos são feitos com cuidado para evitar as dores nas costas. Só não funciona com aquela batida direta na cabeça. Ela tosse. Funga. E com um suspiro, vai para a escola, dar sua aula. O dia está só começando. E vai terminar depois da última aula do turno da noite, lá pelas onze horas. Chega em casa depois da meia-noite, encontra o marido: — Oi, querida...— Tchau querido!E vai dormir, que às cinco da manhã, começa tudo de novo. Essa é uma professora com os sintomas das doenças mais comuns do magistério. É fácil imaginar o tipo de aula que ela vai dar. E também sua disposição para curtir a vida, a família, ou se envolver em outros projetos. O magistério, por muitos motivos, pode ser prejudicial à saúde. Conheça os seus principais inimigos e veja como evitá-los.
ALÉM DO ESTRESSE
Os sintomas de estresse todos já conhecem: irritabilidade, falta de concentração, insônia, desânimo e cansaço crônico. Praticamente todos os profissionais sofrem com esses sintomas, vez por outra. Porém, os professores vão além. Eles entram em outra categoria, aquela que tem de lidar com o tão temido bicho-gente diariamente. Médicos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing, bombeiros. E professores. Essa convivência, esse não saber qual vai ser a reação de um aluno nos próximos momentos, a necessidade de se doar seis, oito, dez horas por dia a outra pessoa não causa apenas estresse. Vai além. Esse estado é chamado de Síndrome de Burnout. Burn out pode ser traduzido por queimar (como uma lâmpada queima), pifar, "dar pau" (como um computador). Imagine isso acontecendo com uma pessoa. É como se nada funcionasse como devia. Um estresse que chega e se aprofunda, e não passa. A Medicina diz que trata-se de um conjunto de condutas negativas, como por exemplo, a deterioração do rendimento, a perda de responsabilidade, atitudes passivo-agressivas com os outros e perda da motivação, onde se relacionariam tanto fatores internos, na forma de valores individuais e traços de personalidade, como fatores externos, na forma das estruturas organizacionais, ocupacionais e grupais. Você conhece aquela pessoa que parece que acordou um dia com o pé esquerdo, não? Pois é. Se os sintomas do mal humor persistirem por semanas, é hora de procurar ajuda. A Síndrome de Burnout traz conseqüências não só do ponto de vista pessoal como também do ponto de vista institucional, como é o caso do absenteísmo, da diminuição do nível de satisfação profissional, aumento das condutas de risco, inconstância de empregos e repercussões na esfera familiar.
Saiba o que lhe estressa e quais são suas reações
O primeiro passo é reconhecer que o problema existe e o que ele causa em você. Sim, em toda instituição de ensino existem aqueles dias em que tudo parece dar errado; o que se quer evitar é que as reações desses dias se tornem permanentes.
Reconheça o que você pode mudar e onde termina seu poderVocê não pode controlar mudanças na lei ou evitar que um desabamento no teto da escola atrase todo o programa do bimestre. Mas pode encontrar meios de gerenciar melhor sua sala de aula, de falar com menos esforço, de gastar menos tempo corrigindo provas. É como diz aquela pequena oração: "só peço a Deus que me dê resignação para aceitar o que não pode ser mudado, coragem para encarar o que pode ser mudado e sabedoria para distinguir um do outro".
Bote em perspectivaAntes de acionar seu botão de pânico, respire fundo e pense nas possíveis conseqüências daquele fato. Se for preciso, vá caminhar um pouco. O que mais se vê nas escolas, infelizmente, são tempestades em copo d'água. Pense antes de agir.
Cuide do corpoFaça exercícios, durma o suficiente, aprenda a respirar profundamente para eliminar as tensões da jornada de trabalho. Um corpo forte é mais resistente a crises de estresse.
Tenha uma reserva emocionalConserve aquela amizade antiga, gostosa. Sabe aquela pessoa com quem você sempre pode contar e que sabe que sempre pode contar com você? Pois é, ela é um tesouro para combater o estresse. Da mesma forma, seja seu melhor amigo.
Procure ajuda profissionalMédicos, psicólogos, grupos de ajuda como o CVV (Centro de Valorização da Vida) podem auxiliar muito a sair da fase mais crônica. Informe-se. PELA HORA DO DORTEscrever muito tempo com a mão em cima do nível do ombro; movimento vai-e-vem para apagar o quadro, erros de postura ao escrever ou corrigir provas. Ficar em pé longas horas seguidas. Inclinar-se repetidamente para falar com alunos. Isso tudo faz do professor uma das principais vítimas dos DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. Lucy Mara Silva Baú, presidente da sociedade brasileira de fisioterapia do trabalho, fisioterapeuta e mestre em ergonomia diz que é possível evitar as constantes dores no braço e nas costas que acompanham os professores. "O ideal seria que cada quadro-negro fosse projetado de acordo com a altura do professor. Como isso não é possível, depende de cada um se cuidar." Ela dá o exemplo de troca de lâmpada ou colocação de uma cortina. Após poucos segundos, o braço começa a doer, certo? É esse o perigo de escrever no quadro. Ela dá as dicas para evitar o problema:
Não escreva acima da linha de seu ombroA tentação de utilizar o quadro inteiro é grande, mas prejudicial. Estabeleça limites e escreva entre a altura de seu ombro e de seu cotovelo.
Pasta de lá para cáOutro motivo da dor no corpo dos professores é o hábito de carregar a pesada pasta sempre com um só braço – geralmente o esquerdo. Para começo de conversa, faça uma limpeza em sua pasta – não faz sentido você ficar levando peso extra para passear; depois, acostume-se a passá-la constantemente de um braço para o outro.
Utilize o encosto da cadeiraDores na coluna são decorrentes da má-postura ao corrigir provas. Geralmente os professores levam trabalho para casa (provas e trabalhos de aluno, preparação de aulas) e sentam-se ou deitam-se de qualquer jeito. Se a pessoa sentar apoiando-se no encosto da cadeira vai diminuir em 82% o cansaço. A angulação ideal é que as pernas fiquem de 100 a 110 graus, em comparação com o quadril. Na verdade, as pessoas devem começar a postura correta desde a hora de dormir. Jamais dormir de barriga para baixo.
Faça pausas enquanto escreveBasta uma pausa de um ou dois segundos a cada série de palavras. Nesse período, faça movimentos contrários. Ou seja, como escrevemos principalmente em sentido horário, faça movimentos anti-horários. Professores de Língua Árabe, lógico, invertam. VOCÊ SE LEMBRA DA MINHA VOZ?É possível dar uma aula sem utilizar o quadro-negro. É possível fazê-lo sem livros. Dá para lecionar sentado ou em pé. Agora, não é possível dar uma aula sem falar. Mesmo em dias de prova, o educador tem de soltar um aviso aqui e ali. Isso significa, muitas vezes, que o professor abre a boca às nove da manhã e só vai fechá-la às dez da noite. Não há corda vocal que agüente. "Geralmente o professor procura o especialista quando já está com problema na voz. O certo é fazer isso antes", diz a fonoaudióloga Cida Stier, mestre em distúrbios da comunicação e especialista em voz. "A voz que o professor utiliza em casa é diferente daquela que ele usa quando está em sala de aula", diz. "O estresse, a demanda vocal, a acústica pobre da sala de aula, poluição e principalmente a competitividade sonora são fatores que desencadeiam problemas na voz do professor", complementa.Ela alerta que o uso inadequado da voz pode trazer conseqüências graves. A rouquidão, vez ou outra presente na vida dos professores, já não é normal. Rouquidão e fadiga vocal por mais de três semanas são sinais de que algo não está bem e que é necessário procurar ajuda urgente. Algumas dicas para você:
Tomar muita água. A água é o combustível da voz do profissional e hidrata as pregas vocais.
Ouvir a própria voz.
Identificar a qualidade da voz.
Evitar forçar a voz ou falar muito alto.
Consultar um especialista e aprender os exercícios de aquecimento vocal. ALERGIA A AULASDeveria haver uma lei proibindo pessoas com excesso de perfume de entrar em elevadores ou outros locais fechados. Enquanto isso não acontece, é preciso agüentar e dar algumas indiretas. Agora, quando o problema é alergia a pó de giz, a dificuldade do professor é maior. O especialista em alergia e imunologia Ronaldo Regis Mobius diz que reações extremas ao pó de giz são comuns em pessoas já alérgicas a ácaros, poeira, ou que sofrem de renite, por exemplo. Para os outros educadores, o que pode acontecer é um gradual processo irritativo no nariz, acompanhado ou não de secura na mão. Ele dá as dicas para não correr esse risco:
Clareie as idéiasO alto custo é um freio a essa solução, mas o ideal mesmo é substituir o quadro-negro e giz por pincel atômico e quadro branco.
Areje o ambienteProcure manter o ambiente da sala de aula arejado e sem umidade. Além de ser eficaz no combate às alergias, a medida protege contra diversas doenças infecto-contagiosas.
Use giz de boa qualidadeEvite aqueles que se esfarelam com facilidade.
Lave as mãosDepois de cada aula, lave as mãos para retirar o pó de giz. Para saber maisRonaldo Regis Mobius – Especialista em alergia e imunologia. Contatos pelo telefone: (41) 224-3064Dionísio Banaszewski – Psicólogo. E-mail: dionisiob@bol.com.brCida Stier – Consultora e instrutora de cursos sobre comunicação e uso profissional da voz. Contatos pelo e-mail: instituto@cidastier.com.br Lucy Mara Silva Baú – Fisioterapeuta, especialista em fisioterapia do trabalho. Contatos pelo e-mail: lucymara@fisiotrab.com.br GRÁFICOS 1) o que mais incomoda o seu corpo no exercício da profissão?
Ficar muito tempo em pé – 8,14%
Alergias a giz, perfumes e outros – 8,14%
Atividades extracurriculares* – 8, 14%
Barulho constante no ambiente de trabalho – 10,47%
Ambiente fechado com má-circulação de ar – 10,47%
Forçar a voz – 33,72%
Outros** – 20,42% *Atividades extracurriculares incluem preparar a festa junina ou teatrinho da escola, organizar viagens e palestras, entre outros. ** controlar a turma, escrever no quadro-negro, corrigir provas e trabalhos, ficar tempo demais na frente do computador, escrever planos de aulas, atender a pais e professores. 2) Na sua opinião, qual dos fatores abaixo relacionados é mais forte para o desencadeamento do estresse na profissão?
Carga excessiva de trabalho – 47,13%
Pressão dos coordenadores – 4,60%
Carência de momentos de lazer e finais de semana sem trabalho – 35,63%
Pressão dos alunos – 10,34%
Exigência de atualização constante — 2,30% Qual doença você acha que ataca mais os professores?
Estresse – 65,52%
Cansaço vocal – 26,44%
Tendinite – 5,75%
Varizes – 2,30% Você já sofreu desgaste profissional ou precisou se afastar por algum tempo devido a um problema de saúde decorrido do exercício da profissão?
Não, nunca sofri – 48,28%
Sim, mas não precisei me afastar – 33,33%
Sim, me afastei por um mês – 12,64%
Sim, me afastei de dois a quatro meses – 3,45%
Sim, tive de parar de dar aulas de quatro a seis meses – 2,30% Você toma alguma atitude para prevenir as doenças do magistério?
Sim – 94,25%
Não – 5,75%

ATIVANDO OS CODIGOS DO SAGRADO GRAAL DENTRO DO DNA

ATIVANDO OS CODIGOS DO SAGRADO GRAAL DENTRO DO DNA
AS ENERGIAS PARA MARÇO DE 2008

Arcanjo Miguel através de Celia Fenn



Queridos Trabalhadores da Luz, as energias que entraram em sua Consciência Planetária desde o Eclipse Lunar são tumultuosas e intensas. Vocês estão experimentando o Espectro total das Energias de Quinta-Dimensão da Nova Terra à medida que elas ativam e energizam o Modelo da Nova Terra dentro da matriz do DNA de suas células. Vocês estão experienciando o despertar de seu modelo ou projeto original dentro de sua matriz celular e estão sendo "aprimorados" para os modelos da Nova Terra ao mesmo tempo. Há muito movimento e mudança acontecendo dentro de seu Ser nesta época; vocês estão sentindo os efeitos da ativação dos Códigos Infinitos e de seus Códigos do Sagrado Graal, como também os Códigos da Nova Terra. Um tempo emocionante queridos Trabalhadores da Luz, enquanto entram em sua Nova Realidade, mas também um tempo difícil, à medida que aspiram equilibrar todas estas novas energias dentro de si mesmos.

Nesta época, enquanto entram em Março de 2008, ainda estão se estabilizando dentro das novas energias do Masculino Divino que foram introduzidas pelo Eclipse Lunar em Fevereiro. Neste mês, vocês continuarão a sentir a intensidade da Nova Energia e terão a chance de equilibrá-la dentro de si e se integrar com seu Feminino Divino em sua própria união Sagrada interior. As energias da Chama Gêmea do seu Ser Intimo estão agora se integrando até para criar um poder maior e a habilidade de usar este poder para manifestar o Céu na Terra. Neste presente momento, muitos de vocês estão lutando para manter o equilíbrio dentro de suas vidas, e esta luta interior se manifesta como uma luta no mundo exterior também. À medida que começarem a manter o equilíbrio mais facilmente dominarão a fundo a habilidade de manter esta energia dentro de si mesmos e direcioná-la para canalizações Criativos. É assim que criarão a abundancia da Nova Terra, mas primeiro, estão aprendendo a manter estas poderosas energias em seu interior, sem se estender para dentro do caos, depressão e raiva.

Queridos Trabalhadores da Luz, saibam que neste Novo Ciclo de energia vocês estão ativando os poderosos Códigos dentro de seus Corpos de Luz e da matriz celular de seu DNA Físico que estão permitindo a vocês acessarem um poder interior maior, e seu desafio agora é equilibrar este poder e usá-lo com amor e respeito para as necessidades dos outros . Pois quando começam a trabalhar com este novo poder vocês podem se encontrar colidindo com o poder de outros ou com as criações de outros. E assim, é necessário que você mantenha o poder de sua Chama Gêmea em seu Coração e se lembre de que você está Todo conectado no Fluxo da Vida de Quinta Dimensão. Logo, vocês dominarão a fundo a habilidade para fluir em sua própria energia criativa de forma que abracem a criatividade dos outros como sua própria, e possam criar juntos com Poder e Alegria.

Porque, queridos Trabalhadores da Luz, a habilidade de trabalhar junto com os outros com respeito e amor será a maneira pela qual começarão a criar na Matriz do Paraíso. Lembramos a vocês que a Matriz do Paraíso foi fundamentada e ativada no Planeta Terra há três anos atrás, em 5 de Março de 2005. Agora, enquanto abraçam o Espectro Total de seu Ser da Chama Gêmea, e enquanto abraçam sua Unidade na Realidade de Quinta Dimensão, estão prontos para criar os poderosos milagres de Mudança e Abundancia na Matriz do Paraíso. Seu Ser Físico está agora totalmente "carregado" a pronto para começar a agir dentro do modelo da Nova Terra da vida do Humano Angélico de Quinta Dimensão.

Assim, diremos que neste mês vocês trabalharão para alinhar o Novo Masculino Divino Lunar ou energia da Água com as energias do Feminino Solar Divino. O Fogo Cósmico e a Água Cósmica encontrarão o seu equilíbrio a harmonia dentro de você, acendendo seu Criador poderoso e habilidades de manifestação. Neste mês, Marte, o planeta das energias masculinas passa para Câncer, o signo da água regido pela Lua, no dia 7 de Março. As Novas freqüências Masculinas estarão ponderosas em seu poder maior. Em 20 de Março vocês experienciarão o Equinócio Global – Primavera no Norte e Outono no Sul. Este é um momento quando terão a oportunidade de se alinhar com seu Ser Interior e balancearem totalmente para a próxima espiral na jornada de expansão e evolução.

Em 21 de Março a Lua Cheia estará em Libra, a casa astrológica do Matrimonio, enquanto o Sol passa para Áries para começar o ano novo astrológico. Mas, o dia 21 também será a Sexta Feira Santa de Páscoa na tradição Cristã. Este é uma época poderosa para as energias Masculinas Divinas enquanto a paixão de Cristo é relembrada e celebrada na Terra por milhões de pessoas. É uma época quando as energias de Cristo em sua Forma Masculina estão fortes. Pediríamos que neste ano instituíssem o Equilíbrio! Lembrem-se também das apaixonadas energias do Feminino Divino Solar de Madalena. Deixem que 20 e 21 de Março sejam os dias em que se focalizarão no Equilíbrio Interno das energias de Christos/Madalena. Desta maneira estarão usando esta época para ativar os Códigos do Sagrado Graal dentro de seu DNA.

Meus Queridos, este é um poderoso momento para seu Equilíbrio Interno ou União Sagrada. Neste ano poderoso de Novos Começos, é uma oportunidade energética para vocês alinharem estas energias em um poderoso passo acima na espiral de seu próprio crescimento. Este é uma época quando celebrarão a energias dos Codigos do Graal, o Milagre da União das energias da Chama Gêmea, refletidas na União do sagrado Arquétipo de Cristo e Maria Madalena.

Esta é uma época quando os Códigos do Sagrado Graal em sua matriz do DNA são ativadas para um novo ciclo ou espiral de Amor e Criatividade no Planeta. Queridos Trabalhadores da Luz falamos no ultimo ano dos Códigos do Infinito dentro da matriz de seu DNA, aqueles códigos que carregam a informação para seu novo Ser de Quinta Dimensão. Depois também estivemos trazendo a vocês a informação sobre os Códigos do Graal dentro de sua matriz do DNA e o poder da Sagrada União em suas vidas, enquanto entram na percepção de Quinta Dimensão. Agora enquanto vocês têm ativado estes códigos de informação dentro do seu Corpo de Luz e de seu Ser Físico., vocês estão agora prontos para entrar totalmente nos modelos do Corpo de Luz da Nova Terra do Anjo Humano. Seu Ser Físico esta pronto para aceitar as "instruções" do seu Corpo de Luz para começar a ativação total do Modelo da Nova Terra de forma que o Humano de Quinta Dimensão se torne um Ser Humano Angélico totalmente incorporado. Vocês estão agora construindo as pontes de Luz finais entre o Céu e a Terra, entre seu Corpo de Luz ou Espiritual e seu ser Físico. Os Códigos estão emitindo a informação para dentro de seu Ser, e as novas energias agora estão buscando que descubram como manter estas energias em equilíbrio dentro de si mesmos, de forma que possam criar Luz e Alegria e Paz em seu Mundo Exterior.

O Coração de um Guerreiro, o Coração de uma Criança

Meus queridos Trabalhadores da Luz, bem recentemente falamos sobre as energias masculinas e femininas internas e vemos quantos de vocês estão lutando para manterem este equilíbrio dentro de si mesmos neste momento quando as velhas energias estiverem partindo e as novas energias novas surgindo lentamente em suas comunidades. Assim, nós também gentilmente sugerimos alguns modos que os ajudarão a equilibrar estas energias. Neste mês de Março, o Sol passa para Áries o signo do Guerreiro e da Criança, e são estas energias Arquetípicas que os ajudarão nesta época
Nas sociedade indígenas, a energia do Guerreiro originalmente era muito respeitada. Esta não era uma energia masculina dominante e agressiva, particularmente ela era uma energia que foi treinada ao mais elevado nível de autoconsciência, coragem e força. Nos tempos atuais, meus queridos, vocês tem uma grande necessidade do seu Guerreiro Espiritual Interno. Precisam das qualidades Masculinas da Coragem, Força, Perseverança e Auto-Percepção. Estão chegando a se conhecer como nunca antes, estão experienciando sua consciência em novas maneiras, e conhecer o que necessitam da vida. E assim, cultivem a percepção e vigilância pessoal de um Guerreiro da Luz, para que possam manter sua Luz e não tropeçar e cair na ira e depressão. Pois um verdadeiro Guerreiro do espírito sabe como lidar com sua própria escuridão interior, de forma que não precisem projetar esta dentro de sua própria realidade. Assim à medida que mantêm sua Luz Interior com Coragem e Perseverança e amor Incondicional, vocês se sentirão capacitados, com o poder de manter estas poderosas novas freqüências de Luz.

Agora, meus queridos, isto não significa que a vida é toda perseverança e trabalho duro. Junto com esta energia do Guerreiro Espiritual também deve ir a energia Suave, Confiante e Brincalhona da sua Criança Interior Mágica. Neste momento, vá para o seu interior e encontre aquela parte de você que ama brincar e curtir a Beleza e Maravilha de sua realidade física. Presenteie-se com tempo e espaço para se lembrar das necessidades da Criança Interior.

Se focalizarem-se nestas duas energias por um tempo, sentirão que o equilíbrio interior será alcançado com graça e simplicidade.

As Energias em Março de 2008
7 de Março : Lua Nova em Peixes
20 de Março : Equinócio de Primavera/Outono
21 de Março : Lua Cheia em Libra e Sexta Feira Santa da Páscoa,
23 de Março: Domingo de Páscoa
24 de Março : Segunda Feira de Páscoa

Tradução: Silvia Tognato Magini silvia@starchildglobal.com
© 2007-8 Celia Fenn and Starchild Global
Método Melchizedek
Nível 1 & Nível 2 Combinados

By Alton Kamadon ( Australia)
http://www.melchizedekmethod.com.br



Palavras do Mestre Thoth:

"O Método Melchizedek é muito mais do que uma técnica de ativação de corpo de luz, de cura e de rejuvenescimento. É uma nova fórmula completa para a saúde do corpo, harmonia e ascensão espiritual."
"Ao morrer, percorre-se o mesmo espaço-tempo-contínuo que o adiantado corpo de luz quando se procura iluminação e ascensão. O ato físico final, ao voltar-se ao corpo de luz, é o de estender-se para abraçar o corpo físico em amor e mesclar-se com o corpo de luz. Ele se dissolve em amor!"

Os ensinamentos do Método Melchizedek combinam com a antiga sabedoria do Egito, dos Maias, dos Hebreus e da Kaballah.

Os ensinamentos do Método Melchizedek são apresentados em cursos de Nível 1 e 2 Combinados, que ensinam e demonstram na prática uma nova forma revolucionária de cura física, emocional, mental, etérica e espiritual, de reversão de idade e de ativação do corpo de luz, entre outros benefícios. Praticadas primeiramente na Terra nos antigos tempos de Atlântida e apresentadas ao homem pelos cetáceos – golfinhos e baleias dos templos de auto-descoberta e aprendizados elevados, as técnicas do Método Melchizedek foram presenteadas à Terra em Agosto de 1997 pelo grande Mestre Thoth através de Alton Kamadon.
A base de todas as técnicas do Método Melchizedek é a ativação do Merkaba Holográfico do Amor de Campo de Luz Rotacional, que desperta a consciência esférica. Isso faz crescer a vibração do quociente de luz da estrutura atômica celular da pessoa. Uma vez ativado, as capacidades de cura de um praticante são expandidas mil vezes. O coração desperta e se torna mais aberto ao amor incondicional durante as sessões de cura e se estende ao longo da vida normal.
O Método Melchizedek cria um constante fluxo de energia de amor, do coração à Fonte de Deus e ao centro cardíaco da Terra. Por essa ligação, é permitido captar-se as energias espirituais da Fonte de Deus e do coração juntos, manifestando uma elevada freqüência energética de cura amorosa, que faz elevar o corpo humano e os corpos etéricos a um estado de receptividade à cura e ao rejuvenescimento. Acessos a formas-pensamento e emoções originais são então possíveis nesse estado, completando essa poderosa experiência.


Nível 1

Os ensinamentos originais de Nível 1 compreendem as técnicas básicas de ascensão, mas extremamente poderosas, que nos permitem ativar o Merkaba de Três Respirações do Holograma do Amor de Corpo de Luz, dessa forma conduzindo para a cura, limpeza e rejuvenescimento dos sete corpos externos, do corpo físico, do sistema nervoso, do coração, sangue, sistema imunológico, chácras, músculos, estrutura óssea, órgãos internos, olhos, ouvidos, nariz, pele, glândulas pineal e pituitária e muito mais. Nós aprendemos e trabalhamos, também, com diagnóstico de pulso, fluxo de chi, pontos meridianos, maus hábitos, consciência de abundância, formas-pensamento e emoções e técnicas de regeneração corporal e de reversão de idade.
Durante o Nível 1 somos apresentados ao Merkaba Holográfico do Amor e depois para o Triplo Merkaba Holográfico do Amor, que provam ser poderosos campos de luz rotacional. O Merkaba Orbital do Amor nos conduz a um salto quântico além desses três primeiros conceitos. Há um ponto na ativação do Merkaba Orbital quando acontece uma rotação automática de raios de luz nos chácras, que permite ativar o que é conhecido como uma rotação de pulso. Isso é como jogar uma super carga num motor de um carro. Ocorre uma onda instantânea de vibração de energia e luz que penetra o corpo. A pessoa sente um grande formigamento por todo o corpo com uma extraordinária alta vibração de amor e luz.
Os Mestres Ascensionados afirmaram que o Merkaba Orbital do Amor é “mil vezes” mais poderoso do que qualquer coisa que tenhamos anteriormente experienciado. Tenho a dizer que pela minha própria experiência isso parece ser válido e verdadeiro. Thoth mencionou isso somente agora porque não estávamos aptos a rotacionar os campos de luz do nosso Merkaba rápido o suficiente para ascensionar, mas pela introdução do Merkaba Orbital, a espinha se abre em 360 graus despejando a luz por ela e mesclando magneticamente o Corpo de Luz Adam Kadmon no físico. Uma vez ativado o Merkaba Orbital, expande-se mil vezes as capacidades de auto-cura e outras. As novas técnicas avançadas de cura combinadas com a vibração orbital de luz, tornam-se sem dúvida uma ferramenta muito poderosa.

No Nível 1 está incluído:

· Compreendendo a Freqüência do Tempo Natural;
· Ativação dos Chácras com o Holograma Triplo do Amor em Freqüência do Tempo Natural;
· A Mudra da nova consciência holográfica de unidade;
· Ativação do sistema glandular com o Holograma Triplo do Amor;
· Acesso ao tempo espaço contínuo com esferas holográficas;
· Bilocação holográfica;
· Gravação das chaves das cinco linguagens sagradas;
· Ativação de sete Hologramas Triplos do Amor
· Ativação da antiga Cruz Egípcia – Ankh, pelo ponto zero;
· Técnica de manifestação holográfica do plexo solar pela Contagem 33


Nível 2

O Nível 2 apresenta avanços em todas as técnicas anteriores. É um salto quântico do Nível 1 e será experienciado como preparação de uma verdadeira mestria espiritual na consciência ascensional. Somos conduzidos a um extraordinário leque de sabedoria mestre, dada diretamente para este plano terrestre, permitindo a todos os participantes dos workshops/seminários realizarem esse grande salto quântico em suas evoluções. O Nível 2 apresenta um padrão de onda cósmica mental, permitindo perceber-se e criar-se a realidade de luz divina e de amor incondicional da Quinta Dimensão. Permite ao cérebro ativar por si mesmo câmaras ainda sem uso, fazendo com que uma elevada sabedoria e experiências, magneticamente, se manifestem diante de você. O santuário interno da sua mente é aberto para permitir que uma consciência cósmica seja experienciada. Quando isso acontece, a freqüência do corpo físico é elevada mil vezes na sua estrutura celular. O seu coração se abre e a vibração de unidade do amor cósmico é experienciada. O projeto da sua criação passa a ter, então, acesso mais fácil, permitindo que perfeição e equilíbrio sejam manifestados pelo uso das extraordinárias poderosas novas técnicas avançadas de cura holográfica.

O Nível 2 inclui:


· A ativação do Merkaba Holográfico Orbital do Corpo de Amor e Luz;
· Trabalhar com o Raio de Platina;
· A Velocidade de Deus;
· Merkaba Holograma Triplo com rotações orbitais, cores, raios e discos;
· Avançando o tempo espaço contínuo com o Merkaba Orbital;
· Experienciando o magnetismo do amor com o Merkaba Orbital;
· Ativações do sistema glandular com cristais holográficos;
· A Chave Pirâmide Gizé - Esfinge e a Conexão Orion - O Quinto Elemento;
· Meditação Orbital da Kabbalah;
· Teleportação e levitação Orbital;
· Técnica Orbital de Abundância;
· O Elemental do Corpo e os Computadores Corporais Orbitais;
· Técnica de Cura pelo Padrão de Divisão Orbital do Corpo;
· O Caduceu Orbital e os Cinco Elementos;
· Cura com raios de Freqüência de Luz/Cor e Som Silencioso;
· Equilíbrio Orbital da Espinha e Chácras;
· Ativação Orbital do Projeto Divino Original;
· Cura em Grupo com o Holograma Orbital;
· Amplificar o Corpo de Luz Adam Kadmon Grau 33 com raios rotacionais de luz colorida;
· Abertura do coração para a vibração cósmica total de amor incondicional.


Desejo tudo de melhor para você na sua jornada espiritual e agradeço o seu interesse para com esta nova modalidade. Meus votos de que todos os seus sonhos de Ascensão tornem-se a sua nova permanente realidade!

Alton Kamadon
Método Melchizedek
Nível 3 & Nível 4
Combinados
O Nível Três do Método Melchizedek pode ser descrito como uma iniciação à Ordem Kamadon de Mestria e ao Templo Kamadon de Aprendizado Superior, Sabedoria e Conhecimento do Amor Incondicional de Deus através do novo Merkabah de Unidade de Amor.
Há muitos níveis de vibração superior dentro da Ordem Melchizedek de Mestria e Kamadon é uma destas ordens superiores de mestria.
“Kamadon” é o anagrama de Adam Kadmon, o nome dado ao nosso corpo de luz, o “arquétipo” ou protótipo da humanidade. É esta forma humana divina que contém a essência de YHWH, Deus.
Em 1991, eu fui acordado numa manhã para desenhar o primeiro gráfico de um templo. Ele foi desenhado como uma roda vista de cima, tendo quatro barras que ligam o perímetro circular exterior ao centro da roda, em formato de cúpula. Ele foi descrito como uma construção circular com 33 níveis, com uma câmara principal esférica dentro da cúpula central. Dentro das barras da roda ou do desenho circular, havia muitas outras câmaras.
Foi dito a mim que esta estrutura, naquele momento, era um templo etérico de aprendizagem superior esperando ser manifestada na Terra através da consciência humana. A sabedoria contida dentro desta estrutura de consciência viva deveria ser dada a mim em um momento posterior para que a trouxesse à realidade com tudo o que ela oferecia à humanidade em sua busca de auto-realização e ascensão.
Eu recebi "Kamadon" como o nome do templo, que era para ser conhecido como um local de paz para o homem livre e que ele tinha uma relação com os princípios de Camelot. Kamadon representa a roda da vida eterna e o potencial ilimitado do amor incondicional. Foi-me dito que ele também representava e continha dentro dele o aprendizado superior do corpo de luz divina Adam Kadmon e que também representava a respiração da vida (SO HUM), conhecida como prana, que se move do centro ou fonte dentro da Presença EU SOU.
Cada barra ou braço representa um dos quarto elementos (Terra, Ar, Fogo e Água), com o eixo ou câmara central representando o Espírito Eterno e o Pilar de Luz.
Visto de cima, o desenho mostra duas cruzes em intersecção, que simbolicamente representam o renascimento.
Ainda há muito a ser revelado sobre esta estrutura e à medida que ela é ancorada através da consciência humana, ela revelará mais de seu mistério.
A estrutura não foi concebida para ser necessariamente manifestada na forma física; ela é melhor percebida como um templo etérico que paira acima da Terra dentro da consciência cósmica divina, permitindo-se ser acessada por aqueles que adotarem o seu propósito. Tendo isto dito, caso o Espírito planeje manifestá-la na forma física, assim será.
Há muitas estruturas semelhantes de templos como Kamadon residindo nas elevadas dimensões de luz que uma pessoa pode acessar dentro de jornadas meditativas, mas Kamadon foi desenhado com o único propósito de servir à humanidade dentro de sua busca de ascensão. Ele é uma estrutura que, ao adentrar, você a observará como vivente e sem limitações. É como se você pudesse ver ou sentir suas formas, mas ao adentrar você tomará consciência de que ele é uma entrada ou portal para outros mundos de conhecimento e sabedoria. Ele atrairá você para dentro de suas câmaras para receber experiências extraordinárias e iniciações; ele constantemente infundirá sua sabedoria diretamente em sua estrutura de memória celular, acelerando assim a sua evolução. À medida que você eleva a sua freqüência, ele responde, levando você a mundos cada vez mais elevados. Este templo relaciona-se diretamente com o amor, unidade e serviço.
Tem sido afirmado que dentro deste templo há 33 níveis. Isto é verdadeiro, mas dentro de cada nível há outros 33 níveis e dentro destes 33 níveis, mais conjuntos de 33 níveis. Isto continua até que você perceba, como foi previamente dito, que não há fim ou limitação para esta estrutura divina. Ele é o templo da alma de Adam Kadmon – não pode haver fim nem limites. Você nunca conseguirá completar suas explorações deste magnífico portal direto para Deus. À medida que você evolui, ele oferece aquele nível de sabedoria e compreensão a você. É uma grande aventura descobrir os seus mistérios.
Pode-se perguntar por que nós precisamos de uma estrutura para termos tal aventura. O universo inteiro manifestado por Deus não possui estrutura? Este templo representa puramente a estrutura do universo com sua codificação de 13:20:33 e sua forma holográfica de amor na natureza de seu padrão infinito de amor. Ele é um portal para os mundos superiores de amor eterno. Ele foi concedido como um presente direto de Deus para participarmos como desejarmos, mantendo em mente que, para desvendar os seus mistérios, ele responderá apenas a pensamentos de amor divino. O restante depende de você.
Kamadon está agora disponível àqueles que desejarem entrar. Sua sabedoria é o Método Melchizedek. Os ensinamentos do Merkabah de Unidade do Nível Três são uma codificação para adentrar em seus níveis mais elevados.
O Templo de Luz Kamadon de Amor Incondicional deve ser trazido à Terra através dos ensinamentos unificados de amor, conforme definido no Nível Três do Método Melchizedek. Aqueles que desejarem participar de todos os três níveis desta antiga/nova sabedoria deverão honrar-se como Mestres Kamadon, com o único objetivo de abraçar o plano maior de Deus para este planeta, seu povo e este Universo. Este plano está manifestando a unidade de amor dentro da luz divina do serviço aos nossos companheiros de jornada, servindo assim a nós mesmos e a Deus.
O Workshop/Seminário MM 3 e 4
Cada dia do workshop/seminário do Nível Três será especial. Começaremos com o ensinamento do Merkabah de Unidade, uma progressão natural do Merkabah Orbital do Nível Dois. A partir de então, vamos encampar muitas das técnicas dos níveis Um e Dois, juntamente com o Merkabah de Unidade o que, certamente, será uma experiência muito forte.
Trabalharemos constantemente com os 33 chakras e com o 33o grau do corpo de luz Adam Kadmon. Serão apresentadas várias novas técnicas de meditações as quais prefiro manter em segredo. Não vamos criar nenhuma expectativa que não seja um silencioso entusiasmo, porque isso de nada serve quando você entrar nas câmaras e passagens secretas de Kamadon.
Cada dia lhe ajudará a construir o nível da sua freqüência de luz e de amor até o dia da conclusão, quando você experimentará uma iniciação de três horas na Mestria Kamadon de Amor Incondicional, entrando em meditação na mais elevada vibração do Templo Kamadon do Amor.
O Nível Três do Método Melchizedek será apresentado pelos Anciões Melchizedek, que muitos de vocês experienciaram nos Níveis Um e Dois. As suas presenças e energias combinadas serão sentidas como guias a cada dia, até o derradeiro dia da iniciação. Vocês estarão lado a lado com os Anciões Melchizedek, com suas antigas e divinas codificações sendo comunicadas a vocês. Enquanto estas codificações adentram nas estruturas de suas células, eles despertarão o propósito superior divino da sua criação. Você será reconhecido como um Mestre Kamadon da mais elevada Ordem de Melchizedek. Isto será uma experiência profunda para muitos de vocês.
A cura holográfica, mais uma vez, será parte vital, ampliando as técnicas do Nível Dois e introduzindo o conceito de 33 múltiplos hologramas conectados aos 33 chakras, rodando em maior velocidade na Consciência Crística Cósmica, para criar um processo de cura mais acelerado.
Estas novas e atualizadas informações que o Espírito está nos presenteando no Nível Três são verdadeiramente provocantes e revolucionárias. Você terá as ferramentas para aumentar a sua freqüência para ascensão, sem nenhuma dúvida.
Os Mestres Ascensionados, Thoth, Metatron, Melchizedek, Sananda, Arcanjo Miguel, Mãe Maria, Senhora Kwan Yin, Senhora Athena e Mãe Búfalo Branco novamente serão nossas constantes companhias durante ps trabalhos deste Nível Três. Assim que nos reunirmos, eles virão!
Eu espero que vocês estejam tão empolgados quanto eu com o Nível Três do Método Melchizedek e espero encontrá-los lá. Felizes Hologramas do Amor, em Eterna Unidade.
Alton Kamadon
O Nível Três do Método Melchizedek inclui:

. Uma mensagem divina Os Estatutos Kamadon de Amor
. A criação cósmica dos Corpos Divinos de Luz de Adam Kadmon
. O sistema de chakras e o Corpo de Luz Adam Kadmon 33o Grau
. Fórmulas de Luz Kamadon para os 33 corpos
. O fluxo esférico do Sri Yantra
. A Esfera Poderosa de Amor Adam Kadmon 33o Grau
. Meditação de ativação do Merkabah de Unidade de Amor Adam Kadmon 33o Grau
. Manifestando a Esfera Poderosa na Grade Planetária de Consciência Crística
. Criando a Ankh com a Esfera Poderosa Holográfica ESE de Nível Três
. Meditação de Ancoramento do Templo Kamadon
. Viajando pelas passagens e câmaras secretas da sabedoria superior de Kamadon Meditação com o Grande Mestre Kamadon e os 144.000 Anciões Melchizedek
. Meditação de ativação das codificações do Cristal Kamadon Guardião da Terra
. Meditação das Fórmulas de Luz Kamadon
. Meditação de Uma Conversa com Deus
. A Universidade Melchizedek nas Plêiades
. Meditação de retorno à Universidade Melchizedek nas Plêiades
. Meditação de ativação da Antena de Inteligência de Luz até Metatron
. Meditação da Consciência da Matéria Viva
. Meditação da Unidade de Abundância
. Meditação holográfica do amor, ligando a Grade Crística à Consciência Cósmica Universal, através do nosso Sistema Solar e do Sol Ancorando a Esfera Poderosa e o Templo Kamadon na cidade
. Técnica Kamadon de Cura com o Triângulo Dourado e a Esfera Poderosa
. Três grandes Iniciações de Ingresso à Ordem Kamadon de Mestria Universla de Amor

O Nível Quatro é, mais uma vez, um salto quântico do Método Melchizedek Nível Três. Bem como em todas as apresentações anteriores, o Nível Quatro apresenta a você diversas técnicas inéditas de ativação do seu Corpo de Luz em uma oitava superior.
É essencial neste momento da evolução humana e planetária que o maior número possível de pessoas continue a buscar e ativar o mais elevado grau de luz dentro das células de seus corpos.
O Nível Quatro do Método Melchizedek não apenas alcançará isto, mas levará você a uma jornada além do encapsulamento físico da gravidade e do tempo.
No Nível Três, você manifestou o corpo de luz completo de 33 camadas Adam Kadmon e, através do escudo de luz do Templo Kamadon, você viajou através do olho único de Deus em uma ascensão assimiliada. O Nível Quatro continua a partir deste ponto, garantindo que você entre nos reinos superiores com todas as codificações necessárias e equilíbrio de luz e amor que são necessários para receber as oportunidades completas das opções que serão oferecidas a você por Deus à medida que os mundos de luz manifestarem-se à sua frente.
Neste workshop/seminário, você será guiado a entrar no Olho de Deus com uma compreensão completa de como o seu merkabah de ressonância mórfica funciona e de sua influência no olho eterno nas dimensões superiores. Você será apresentado ao Omni-Merkabah Universal do Amor de múltiplos corpos de luz.
Também é necessário adicionar diversos novos componentes codificados para garantir uma entrada perfeita e uma vibração de pulsação de luz à medida que você se projeta através do Olho Eterno de Deus.
O seu merkabah agora deve absorver as inteligências de luz de omni-potencial para que o seu cérebro possa se expandir através da banda de freqüência da pineal. A expansão da pineal é agora de grande importância para garantir que você atraia à sua consciência as formas de pensamento divinas mais elevadas necessárias para que você compreenda a Mente superior. Agora é o momento de criar uma nova realidade através da manifestação da superconsciência do sobresser divino.
À medida que você ascende, você adentra as malhas de pensamento divinas que estão cheias de novas instruções para a sua jornada contínua para a luz.
Cada pessoa é única na maneira que interpreta estes novos pensamentos de luz e tudo é determinado pelo modo que você entra no Olho de Deus para deixar o reino físico para trás, como você viaja através do túnel do tempo / zona de conversão do Olho e como você se libera dentro dos mundos de luz.
Seu campo merkabah estará incompleto até que todos os novos componentes codificados estejam incutidos e harmonizados. O Omni-Merkabah Universal possui estes novos componentes codificados e ativa em você a harmonia completa e o equilíbrio perfeito da velocidade da luz para entrar nos mundos superiores.
Um ângulo de 32º de entrada através do Olho de Deus é apresentado para sair da gravidade e do tempo. Deixar para trás a gravidade e o tempo imediatamente causa um efeito na sua memória celular. Você ativa a semente da vida eterna dentro de você mesmo e isto, por sua vez, envia imediatamente uma mensagem de freqüência de luz à pineal para começar a expandir-se. Mais uma vez, este processo é irreversível; na verdade, a aceleração da expansão da mente é muito rápida, pois não há energia para restringi-la nem pensamentos para desacelerá-la. Você será apresentado ao conceito de expansão do padrão de onda fractal da glândula pineal.
O seu destino é de múltiplos corpos de luz e sua mente deve expandir-se para acomodar este novo conceito criativo. Com sua mente física singular, há limitações de percepção; com sua omni-mente expandida, você desenvolve percepção ilimitada e potencial criativo.
Assim que você completar sua jornada perfeita através do Olho de Deus, você será encontrado pelos Senhores Elohim da luz e por Metatron, trabalhando juntos para ativar os seus omni-corpos de luz.
Estes múltiplos corpos de luz podem ser ativados apenas com suas codificações individuais completas trazidas do olho eterno pelos Elohim e Metatron. Uma vez que esta omni-ativação estiver completa, você então será chamado perante o Conselho Cósmico para anunciar sua intenção de serviço. Antes que isto ocorra, entretanto, você será informado sobre suas opções.
Uma vez que você tenha claramente declarado sua intenção de serviço, você será guiado a entrar e experienciar um mundo de camadas de luz.
Um mundo de camadas de luz é um nível extraordinário de superconsciência de inteligência de luz que tem o efeito de expandir sua mente muito rapidamente para trazer a ela uma compreensão de seu potencial completo.
Quando isto for alcançado, há muito mais além da experiência física para compreender e você irá realmente experienciar isto quando você entrar na morada do mundo galáctico de sua escolha.
De modo geral, o Nível Quatro dá a você as Chaves Finais e isto é Ascensão Real. Você entra no reino omnisciente do potencial do amor de Deus, revelando nosso novo mundo de verdadeira mestria de luz e, através deste processo, nós podemos assumir nosso lugar nos Conselhos Galácticos que supervisionam nosso mundo em ascensão dentro deste setor do universo.
Eterno amor/luz revelando-se,
Alton/Thoth
Neste workshop, você experienciará:

. O Omni-Merkabah Universal
. Limpeza Mental de Pensamentos com Cristais Celulares Matter-Muon
. A Super Esfera Poderosa do Amor Fundindo os Raios Vermelho e Azul
. Hunab ‘Ku Avançada Projeção de Ângulo de 32° do Merkabah Túnel da Recordação / Zona de Conversão
. A Liberação Celular dos 33 Anéis de Fogo de Shiva
. Os 32 Blocos de Construção Astroquímicos
. O Padrão de Onda
. Corpo de Luz Múltiplo Lak Boymer
. Expansão do Padrão de Onda Fractal Infinito da Glândula Pineal
. Conexão com a Terra através do Portal de Amor Divino do Havaí e com o Cristal Guardião da Terra do Havaí
. Compreensão das Proporções de Giro 9-9-9 a 12-12-12 do Merkabah
. O Universo Pai Orionis com Metatron
. Instalação do Padrão de Onda de Forma Fractal Metatrônico Celular
. Ativação do Omni-Super Elétron Universal
. Ativação do Registro Celular de Onda de Forma Metatrônica de Freqüência Cristalina
. Abertura da sua superconsciência para as Linguagens Estelares e para os Mundos Galácticos das Moradas da Luz de Deus
. Interação com os Conselhos Galácticos que Supervisionam a Ascensão de nossa Alma
. Sistema Kamadon de Omni-Cura Avançado

MÉTODO MELCHIZEDEK NÍVEL 5.1
"Uma Senda de Visão"
O Nível 5, conhecido como “O Efeito Zênite” (o ponto mais alto), deve ser contínuo. Em outras palavras, após a primeira apresentação neste ano, o Nível 5 continuará a cada ano com uma apresentação de nova simbologia, padrões sagrados e técnicas meditativas de merkabah associadas, à medida que o Espírito nos guia em direção da expansão total do coração e da consciência.
Estes símbolos sagrados e padrões, codificados em potentes super esferas poderosas do amor, terão o efeito de acelerar as nossas receptivas células cerebrais a receber os níveis mais altos de formas pensamentos disponíveis a nós através de nossa glândula pineal com forma de onda Metatrônica superconsciente e da antena eletromagnética conectada a Orionis.
Nós já ativamos o merkabah mais poderoso da Terra. Nós agora devemos expandir nosso coração e consciência para acomodar a chegada da 5ª dimensão de amor e pensamentos divinos, para manifestar o nosso “Corpo de Luz Zênite”.
A técnica utilizada para nos codificarmos com estas novas super esferas poderosas sagradas é denominada “Uma Senda de Visão”.
Através desta técnica, nós nos fundiremos com o olho interno com nossos olhos da terceira dimensão e, ao mesmo tempo, conectaremos o coração com a alma.
“Uma Senda de Visão” não apenas nos permitirá acelerar nossa ascensão pessoal, mas coletivamente liberará estas potentes super esferas poderosas do amor codificadas de quinta dimensão dentro da malha eletromagnética de pensamentos da Consciência Crística Cósmica humana 555 para servir o progresso contínuo da humanidade.
Os anciões maias falaram recentemente sobre a chegada do 5º elemento Sol completamente manifestado em 2012. Eles estão confiantes de que ele se manifestará e que o nosso novo mundo será de amor e luz.
As apresentações contínuas do Nível 5 do Método Melchizedek abrirão a consciência humana para evoluir e acelerar em direção a este momento divino de nossa história.
O Nível 5 será uma apresentação muito visual de animações 3D em tela, permitindo que estas novas esferas poderosas sagradas sejam atraídas para dentro de nós através dos olhos. Nossos olhos se conectarão então através do Olho de Deus e para dentro do Olho do Senhor Elohim Criador. Nós manifestaremos nosso “Corpo de Luz Zênite” de superconsciência através do amor de nossa alma.
Mais uma vez, eu estou honrado em apresentar a excelência espiritual do Nível 5 em nome de Metatron e Enoch. Suas visões de ascensão através da Vontade Divina, juntamente com a poderosa intenção de pensamento divina, deverão nos guiar ao nosso objetivo e permanecerão conosco para sempre.
O amor deverá reinar supremo.
Alton
Curso de Portal Radiônico
(Mesa Radiônica Avançada)



O Portal Radiônico é um poderoso instrumento de cura e transformações profundas, baseado em princípios de Radiestesia / Radiônica, Geometria e Símbolos Sagrados, Conexão com o Eu Sou e Ativação do Corpo de Luz.

Sua utilização é feita juntamente com o pêndulo, comandos mentais específicos e técnicas energéticas.

Podendo ser ativado para diversas finalidades, funciona como uma extensão da mente humana, com total conexão com as energias Divinas Perfeitas da Criação, trazendo um potencial ilimitado para trabalho.

Possibilita a investigação e diagnóstico preciso das energias descordantes, que estavam interferindo negativamente ou bloqueando qualquer área de nossa vida, no "passado, presente e futuro". Serve para medir as mais diversas vibrações de energias existentes em todas as coisas (pessoas, objetos, lugares, etc.). Obtemos também diagnósticos e porcentagens precisas sobre negócios, finanças, saúde, relacionamentos, situações diversas e suas infinitas possibilidades.

Sua atuação é possível nos níveis físico, emocional, mental, espiritual e energético.

Ao diagnosticarmos as causas à serem trabalhadas, manifestamos a modificação dos padrões à serem alterados através da desmaterialização e materialização dos conteúdos necessários.

O Portal Radiônico modifica qualquer desequilíbrio, trazendo a Ordem Cósmica Perfeita e Divina em todas as coisas, seres, situações, etc.

Serão também indicadas e orientadas, diversas ferramentas extras e técnicas de potencialização para o Portal Radionico.




Cidade: Rio de Janeiro
Local: Barra da Tijuca
Data: 12 e 13 de abril
Sábado e domingo - das 09:00 às 17:00hs
Contato: Thalita - (21)9147-2014
thalita.shanti@uol.com.br
Introdução à Maestria do EU SOU
Arcanjo Miguel

Novos tempos se anunciam na Terra e em nosso Universo. É chegada a hora da Hierarquia Espiritual galgar mais um degrau em sua caminhada de volta à Casa do Pai. Somos chamados a assumir os postos deixados vagos no governo planetário pelo avanço da Hierarquia. A primeira onda segue seu caminho e é hora da segunda onda, nós(!), assumir suas responsabilidades. Nossos Mestres aguardam ansiosamente que demos um passo à frente. Uma vez mais soam as trombetas nos convocando ao serviço! Mas em esmagadora maioria, ainda não estamos totalmente prontos para essa responsabilidade. O tempo é curto, o que fazer? É preciso repassar temas deixados para trás e integrar os novos que nos chegam.
Arcanjo Miguel se une a toda a Fraternidade dos Mestres Ascensionados para corrigir os rumos do processo de ascensão daqueles que estão na caminhada e facilitar o processo para aqueles que o estão iniciando.
Com imenso amor, delicadeza e profundidade, suas marcas inconfundíveis, ele traz ao plano da Terra um trabalho focado na revisão de aspectos dos corpos mental (valores e postura) e emocional (carências e inseguranças), que têm impedido o desenvolvimento desses corpos de forma compatível com o progresso do nosso corpo espiritual. Trata-se de um verdadeiro curso de revisão, um "pré-vestibular", para os novos temas que já começam a chegar até nós e que serão apresentados em seqüência.
Lembre-se:
Seu mundo é um reflexo de seu Estado de Consciência!
Cocriação e Manifestação significam Maestria, porém exigem Equilíbrio e Harmonia!
Prepare-se para o ancoramento da Consciência Crística: Ela não pode habitar um veículo que esteja intoxicado pelos padrões restritivos do medo, que é base de toda a dor e sofrimento!
Esta introdução é aberta a qualquer pessoa que queira acelerar, aperfeiçoar, ou iniciar da maneira mais correta possível, sua caminhada no processo de ascensão INTEGRADA ou de ancoramento da Consciência Crística (a segunda volta do Cristo).
O curso tem uma extensão aproximada de 24hs e compõe-se de prática meditativa orientada e teoria. O material fornecido inclui apostila e CD com as meditações para posterior aprofundamento da prática e também para os trabalhos complementares.
Conteúdo do Curso:
- A Catedral de Deus (meditação do Dr. Joshua David Stone)
- Passos para manifestação da Visão
- As sete áreas da experiência da vida
- Criação da Pirâmide de Luz e Poder na quinta dimensão (meditação de Arcanjo Miguel)
- Primeiro trabalho na Pirâmide – revisão de temas do chakra básico (corpo emocional)
- Segundo trabalho na Pirâmide – revisão de temas do segundo chakra (corpo emocional)
- Terceiro trabalho na Pirâmide – revisão de temas do terceiro chakra (corpo emocional)
- Quarto trabalho na Pirâmide – revisão de temas do quarto chakra (corpo emocional)
- Vivenciando sua Divindade
- Quinto trabalho na Pirâmide - revisão de temas do quinto chakra (corpo mental) –
reprogramação postural perante a vida
- Trindade da Mente-consciência
- Ruptura de Pactos – Recuperando seu Poder Pessoal
- Sexto trabalho na Pirâmide – revisão de temas do sexto chakra (corpo mental)
- Equilibrando as energias dos raios
- Oitavo trabalho - Ancoramento dos 5 raios superiores – Ponte para a Consciência
Galáctica
- Nono trabalho – Iniciação do Corpo de Luz
- Décimo trabalho – As Leis Universais da Manifestação
- Décimo-primeiro trabalho – Trindade do Espírito – Trindade de Consciência
- Sua Caixa da Prosperidade
- Décimo-segundo trabalho – Tornando-se um Mestre Alfa
- Metavisão
- Décimo-terceiro trabalho – O Portal Infinito "8"
- Vivendo em equilíbrio num mundo de polaridade
- Respiração Infinita e Seqüência Binária
- Meditação das Sete Esferas Cristalinas da Consciência Superior
- Meditação do Ponto de Quietude ou Respiração Infinita
- Corpo de Luz Multidimensional
- Sistema Galáctico de chakras (trabalho complementar)
- A Expressão Trina de nosso Deus/Pai/Mãe deste Universo
- As Doze Tribos Sagradas da Criação (trabalho complementar)
- Reuniões de Raios Gêmeos
- Arcanjo Miguel e o Primeiro Raio da Vontade Divina (trabalho complementar)
- Nossas origens angélicas (trabalho complementar)
- Decretos de Automaestria
- Mensagem de Arcanjo Miguel (encerramento)



Cidade: Rio de Janeiro - Barra
Data: 16, 17 e 18 de maio
Sexta: de 14:00hs às 19:00hs
Sábado: das 09:00 às 17:00hs
Domingo: das 09:00 às 17:00 hs
Contato:
Thalita - (21)9147-2014
thalita.shanti@uol.com.br






MAGNIFIED HEALING



Consiste em uma técnica de cura e meditação que estabelece um fluxo constante de energia do nosso coração até a Fonte de Deus, Coração do Pai Céu, passando por todos os centros energéticos/espirituais (chakras) indo até o Diamante no Coração Mãe Terra.
Esta conexão, nos traz um profundo estado de graça, plenitude, amor incondicional, transmutações intensas, e muito mais, nos permitindo curas profundas. Magnified Healing ou "Cura Magnificada" foi o nome escolhido por Mãe Kwan Yin para denominar esta ferramenta de cura. Mãe Kuan Yin é a porta-voz da hierarquia para transmitir MAGNIFIED HEALING neste momento para toda a humanidade. A energia é criada e maximizada por Deus. Kwan Yin enfatiza que não criou esta cura, mas que Deus nos deu de presente. Ela é conhecida como a Deusa da Misericórdia e da Compaixão, que são alguns de seus atributos Perfeitos.
É a padroeira das crianças e do parto. Pode-se invocar a sua assistência para superar as tendências de criar discórdia.Conteúdo do Curso de MAGNIFIED HEALING:
* Meditação para adquirir poder;*Alinhamento dos Centros espirituais/energéticos - chakras;*Limpeza do Canal ou Pilar de Luz;*Ancoramento de energia das mãos;*Sensibilizar, despertar, reativar e conectar o Sistema Nervoso;*Examinar/ curar o corpo e estimular o cálcio na espinha;*Cura à distância (individual e grupo);*Cura da Terra;*Cura do Carma e expansão da Chama Trina;*Preparação para ascensão;*Iniciação da Coroa, Mãos e Coração com Essência de Flores;
*Certificação como Mestre- Professor de Magnified Healing.

Material incluso:
.Apostila;
.Certificado;
.Cd de meditação;
.Essência floral.



Local: Quality Faria Lima
Cidade: São Paulo
Data: 13 de março
Horário: de 9hs às 19hs
Contato: Thalita (21) 9147-2014
thalita.shanti@uol.com.br







Atendimentos Clínicos


Thalita Shanti é co-criadora do Curso de Portal Radiônico, Master Facilitadora de Portal Radiônico, Master Usui Reiki, Master Seichin Reiki, Master Magnified Healing, Facilitadora do Método Melchizedek, Facilitadora do Gaiadon Heart, Facilitadora do Introdução à Maestria do Eu Sou. Ministra workshops e atendimentos individuais e em grupos.
Trabalha em conexão com o EU SOU e toda energia Divina Perfeita de Gaia, com o auxílio e guiança dos Mestres da Fraternidade Branca e de Swami Sathya Sai Baba.

Em teus atendimentos o Ser Humano é visto como um Ser Integral de Luz, isto é, corpo-mente-espírito, onde o foco do trabalho é a cura profunda do Ser, o equílíbrio e o bem estar.

Inicia-se a consulta à partir do Portal Radiônico, onde são realizadas investigações por meio de Anamnese através da Radiestesia e Radiônica, uso e ativação de símbolos sagrados e ferramentas de poder, possibilitando uma visão mais profunda e abrangente das causas latentes e manifestas que estavam levando o Ser a criar determinados desequilíbrios de ordem física, emocional, energética, mental, espiritual, financeira, bloqueios, obstáculos, energias de baixa vibrações, somatizações, trabalhos feitos, obsessão espiritual, relacionamentos, etc...

À partir de um diagnóstico detalhado do que se passa com o cliente e nas áreas de tua vida (trabalho, família, saúde, relacionamentos, etc) são associadas técnicas Parapsicológicas e de Naturopatia de acordo com a necessidade de cada cliente para que se possibilite um trabalho personalizado profundo nas desmaterializações das energias necessárias, transmutações e inversões para curas em uma vibração elevada, qualificada em Amor e Luz.

O Atendimento Clínico Integrado é destinado à pessoas de qualquer faixa etária podendo atuar de duas maneiras:

* Quando o cliente já apresenta algum desequilíbrio de ordem física, mental, emocional, espiritual ou energética;
* E como tratamento preventivo, que se tem como objetivo o equilíbrio e bem estar do cliente, fazendo com que teu organismo mantenha-se em condições favoráveis à saúde.

Abaixo estão as sínteses de algumas técnicas de Naturopatia e Psicologia utilizadas no Atendimento Clínico Integrado:

PORTAL RADIÔNICO:

Ferramenta baseada nos princípios de Radiestesia e Radiônica que, à partir de comandos mentais e conexão espiritual, nos possibilita a investigação, diagnóstico, desmaterialização e manifestação dos conteúdos trabalhados. Podendo atuar nos níveis fisico, mental, espiritual, energético e emocional. No passado, presente e futuro. Em pessoas, ambientes, animais, plantas, objetos. Em infinitas situações como p ex: saúde, questões financeiras, relacionamentos, problemas espirituais, etc.

MÉTODO MELCHIZEDEK

Consiste em uma abordagem espiritual iniciática extremamente profunda e ampla, atuando na expansão da consciencia, ativação da prosperidade, rejuvenecimento, proteção espiritual, elevação vibracional, cura holográfica, etc. À partir da cura holográfica, trabalhamos a limpeza e o equíbrio dos chakras e tubo prânico; limpeza dos registros nas 33 vertebras da espinha e na Semente Primordial à nível do DNA-RNA; desbloqueamos e ativamos os meridianos e pontos de acupuntura; equílibramos as energias femininas e masculinas no ser (yin/yang); ativamos curas específicas; dentre outros benefícios.

MAGNIFIED HEALING

Técnicas focadas em cura pessoal, para terceiros e cura planetária atraves da Chama Violeta e energia focada no coração. O Magnified Healing atua em todos os níveis (fisico, mental, emocional, energético e espiritual), proporcionando transmutações cármicas, curas voltadas ao Sistema Nervoso, Cura da espinha, ativação do DNA, transplantes de orgãos, etc. Sempre envolvidos em total energia de perdão, compaixão e misericórdia.

SEKHEM, SEICHIN, REIKI - SKHM

Técnica de Reiki Egípcio baseado na utilização de 33 símbolos multidimensionais nos proporcionando a utilização destes em nosso dia-à-dia de forma prática, nos auxiliando e facilitando de diversas maneiras a nossa "caminhada" em todos os níveis.

KABALAH TERAPÊUTICA

Técnica de cura, elevação vibracional e exorcismo. Com intuito de limpeza e harmonização dos chacras e campo energético, manifestação das virtudes e poderes de Adam Kadmon, através do ancoramento da Energia Divina Perfeita, utilizando Mantras cabalísticos, o exercício da palavra falada e invocações dos Nomes Sagrados de Deus em Hebraico, etc.

TERAPIA VIBRACIONAL

Aplicação de essências vibracionais florais e gematerapia no corpo físico em pontos específicos e via oral. Manipulação de essências cosmicas.

PSICOTERAPIA TRANSPESSOAL

Devolutivas com enfoque psicológico com fim analítico, visando o auto conhecimento, curas, compreensão e quebra de padrões negativos, de repetição, de somatizações, cura de núcleos familiares doentios, etc. São utilizadas técnicas de relaxamento, consciencia corporal, expressão e vizualização criativa.


Outras técnicas utilizadas também de acordo com a necessidade do cliente: Calatonia, técnicas de Xamanismo, Hipnose e Terapia de Vidas Passadas (TVP), Técnicas de PNL (Programação neuro-linguística), Massagem terapêutica, etc.

O Atendimento Clínico Integrado tem a duração de 2 a 3hs, sendo que a necessidade da continuidade do tratamento é avaliada após o término da primeira sessão. Já que muitas vezes uma única sessão já se faz suficiente para as curas e manifestações necessárias em função da profundidade do trabalho.

Os atendimentos podem ser realizados a distância também com o mesmo poder!

O agendamento da consulta deve ser feito atraves do seguinte contato:

Thalita Shanti: 21- 9147-2014 ou por email thalita.shanti@uol.com.br

Em Amor, Luz e Serviço
Eu Sou Thalita
Namasté



Notícias do Mundo Possível


Notícias do Mundo Possível



Escrito por Grupo de São Paulo
10-Mar-2008

No dia 26 de janeiro de 2008, definido como Dia de Mobilização e Ação Global, grupos, movimentos e organizações que se identificam com as propostas do Fórum Social Mundial (FSM) mostraram, em diversos e simultâneos eventos espalhados pelo planeta, que o "outro mundo possível" não é só uma promessa, mas começa a se realizar.

É só entrar na página da Ciranda Internacional de Informação Independente na Internet (http://www.ciranda.net/) para ter uma idéia do que aconteceu por todo o mundo neste dia: desde "abraços grátis" em frente a um hospital em Porto Alegre ("acreditamos que o afeto é preventivo de muitas doenças, que poderiam ser evitadas se trocássemos mais abraços, carinho, sorrisos, calmos e tranqüilos, deixando de lado a correria e o consumo de bens materiais", diz uma das ‘abraçantes’) até protestos como o que teve lugar diante do Banco Central em Dublin, na Irlanda, contra o efeito das políticas econômicas globais danosas nos países pobres. Também na página do FSM (http://www.wsf2008.net/) há registros de manifestações que aconteceram mundo afora.

Não é ficção, muito pelo contrário: já está em construção em milhares de pequenas e grandes iniciativas que se multiplicam pelo planeta o outro mundo possível que vem sendo preconizado a cada ano pelo Fórum, "um espaço internacional para a reflexão e organização de todos os que se contrapõem à globalização neoliberal e estão construindo alternativas para favorecer o desenvolvimento humano e buscar a superação da dominação dos mercados em cada país e nas relações internacionais" (veja em http://www.forumsocialmundial.org.br/, em memória/histórico).

A própria Ciranda Internacional de Informação Independente – ou Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada – é um exemplo disto. Ela viabiliza seu princípio de que para que outro mundo seja possível, é preciso reinventar a comunicação, e ao fazer o convite em seu site para participar dela, diz: "em vez das regras do jornalismo de mercado, vamos colocar em prática nossa melhor característica: a possibilidade de compartilhar o que fazemos, recriar e difundir o que compartilhamos (referindo-se à mídia alternativa)".

Outra iniciativa na área da Comunicação é a dos Repórteres da Esperança, na França. Eles propõem a divulgação de informação portadora de soluções, isto é, o relato de iniciativas e ações que dão respostas às questões e problemas coletivos. Promovem a difusão de notícias sobre coisas positivas e construtivas que estão sendo feitas por cidadãos e grupos de cidadãos para superar os grandes e pequenos problemas que a humanidade enfrenta.

A Associação Repórteres da Esperança (http://www.reportersdespoirs.eu/) inspirou a formação de uma rede em São Paulo, provisoriamente chamada Contadores de Boas Novas – Comunicando Esperança, que vem sendo estruturada desde setembro do ano passado e foi lançada no Sábado-feira (veja sua carta de lançamento em http://www.contadoresdeboasnovas.net/).

‘Sábado-feira’ foi o evento realizado em São Paulo no Dia de Mobilização e Ação Global, quando instituições sociais e grupos compartilharam experiências, idéias e propostas sobre as ações nas quais estão empenhados para mudar o mundo. Além de estandes, o Sábado-feira teve palestras, debates, teleconferências articulando pessoas de diferentes partes do mundo, rodas de conversas e apresentações artísticas (veja em http://www.sabado-feira.netv/).

Nesse contexto internacional, todo e qualquer trabalho desenvolvido para melhorar a vida das pessoas assume nova dimensão, planetária e conectada em tempo real.

Grupo de São Paulo - Andrea Paes Alberico, Alejandro Buenrostro y Arellano, Carlos Alberto Cordovano Vieira e Thomaz Ferreira Jensen. E-mail -

gruposp@correiocidadania.com.br

Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

Artigo publicado na edição de fevereiro de 2008 do Boletim Rede, editado pelo Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade.

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1531/60/

A Terra ficou pequena: começa a publicidade dirigida a extraterrestres


11/03/2008
A Terra ficou pequena: começa a publicidade dirigida a extraterrestres
Fabricante de salgadinhos e universidade britânica vão emitir anúncio para as estrelas.Propaganda vai ser dirigida à Ursa Maior e chegará a seu destino em 2050.

O próximo dia 12 de junho será um marco na história da publicidade, quando se lançará ao espaço o primeiro comercial dirigido a possíveis consumidores de aperitivos de milho extraterrestres.
A publicidade deve atravessar dezenas de anos-luz de distância e chegará a seu destino em 2050. O feito é o resultado da associação de uma marca popular de salgadinhos com cientistas espaciais da Universidade de Leicester (Reino Unido). Eles vão transmitir um anúncio por meio do radar de ultrafreqüência de 500 megahertz para a estrela Ursa Maior 47.
O anúncio, de acordo com a universidade inglesa, será emitido com uma potência de 10 mil watts do Centro Espacial de Svalbard, no Ártico, situado entre a Noruega e o Pólo Norte. Em comunicado da universidade, o professor Darren Wright, do Departamento de Física e Astronomia, admite que "a idéia de transmitir um anúncio ao espaço pode ser motivo de controvérsia, mas não deixa de ter interesse científico".

"Pode ser uma prova para futuras comunicações de longo alcance e nos dá a oportunidade de dizer ao Universo que estamos aqui", referindo-se, aparentemente, aos seres humanos, e não aos aperitivos de milho. O professor britânico não esconde as razões mais básicas para essa relação entre a astrofísica e os aperitivos em saquinho: "Os projetos parecidos com este certamente estão ameaçados de morte, depois do profundo corte de fundos que recentemente anunciou o Conselho de Instalações de Ciência e Tecnologia".

O conteúdo do anúncio ainda está sendo decidido. A marca de salgadinhos abriu um concurso público para que seus consumidores participem pela internet. O ganhador levará sua idéia às estrelas. O comercial de 12 de junho atingirá os possíveis planetas que orbitam a Ursa Maior aproximadamente em junho de 2050, tendo em vista que viaja à velocidade da luz.
Sem levar em conta o tempo que demoram os supostos extraterrestres em decifrar o sistema binário (análogo à linguagem dos computadores) no qual se vai emitir o anúncio, a resposta - talvez uma ordem de compra dos salgadinhos em questão - não poderia chegar à Terra antes de 2092. Trata-se de um investimento a longo prazo.

EFE

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL345739-5603,00-A+TERRA+FICOU+PEQUENA+COMECA+A+PUBLICIDADE+DIRIGIDA+A+EXTRATERRESTRES.html

COMCIENCIA UNICAMP

ComCiência - http://www.comciencia.br> Labjor - http://www.labjor.unicamp.br

Só as atividades científicas espaciais poderão resolver alguns enigmas da vida aqui na Terra


Só as atividades científicas espaciais poderão resolver alguns enigmas da vida aqui na Terra, artigo de Ricardo Ferreira

"Uma dessas inquirições, absolutamente fundamental, refere-se à questão se a existência de seres vivos está limitada ao nosso Planeta"Difícil ter uma opinião muito definida no conflito entre as possibilidades científicas das missões espaciais e o alto custo das mesmas.Focando melhor, será que terão valido à pena os US$ 10.000.000,00 que o Brasil gastou com a viagem espacial do Coronel Marcos Pontes à bordo da EEI?Esta é realmente uma pergunta difícil de ter uma resposta que convença todos que fazem ciência no Brasil. Mas gostaria de lembrar que alguns dos problemas mais básicos da Biologia somente poderão ter resposta através de Missões Científicas Espaciais.Uma dessas inquirições, absolutamente fundamental, refere-se à questão se a existência de seres vivos está limitada ao nosso planeta.Esta pergunta só poderá ser respondida experimentalmente se processos vitais forem encontrados em corpos celestes extraterrestres, incluindo-se obviamente cometas e asteróides que tenham chegado até nós.Mas há outras questões muito básicas de Biologia que somente serão compreendidas se sistemas vivos forem encontrados em corpos celestes extraterrestres, incluindo-se, da mesma maneira, cometas e asteróides.Um desses problemas é a questão da homoquiralidade de muitas moléculas dos seres vivos. Por exemplo, com exceção da glicina, todos os aminoácidos que formam as proteínas são L-aminoácidos.As moléculas dos aminoácidos podem existir em duas formas, levo (L) e dextro (D), que possuem as mesmas propriedades, mas que se relacionam como as nossas mãos esquerda e direita, e como tal não são superponíveis.Assim, o aminoácido alanina na forma L, e a alanina na forma D, têm as mesmas propriedades, exceto que L-alanina desvia o plano da luz polarizada para um lado, e D-alanina desvia o plano para o lado oposto.As proteínas naturais formam cadeias de L-aminoácidos. Proteínas sintéticas foram obtidas a partir de D-aminoácidos. Mas usando-se misturas de D e L aminoácidos não se formam proteínas.Há essencialmente duas teorias correntes que tentam explicar porque os aminoácidos das proteínas são todos L, e a desoxiribose do DNA é D-desoxiribose, etc.Segundo uma das teorias, o fenômeno reflete apenas um desvio estatístico inicial. Na sopa primordial, digamos, precipitou-se um cristal de alanina com excesso de L-alanina, e eventualmente a L-alanina tornou-se um aminoácido dominante nas cadeias protéicas.Segundo a outra teoria, os aminoácidos formaram-se preferencialmente com a quiralidade L por ação de partículas radioativas beta.Sabe-se que as forças nucleares fracas, responsáveis pela desintegração beta dos núcleos radioativos, são quirais e a quiralidade inicial dos aminoácidos teria sido provocada pelas partículas? e eventualmente ampliada.Uma decisão entre essas duas teorias poderá surgir se conseguirmos examinar proteínas de biotas extraterrestres. Se o fenômeno for apenas devido a um desvio estatístico, devemos esperar que em algumas biotas predominem, como na Terra, os aminoácidos L, enquanto em outras biotas as proteínas teriam aminoácidos D.Se por outro lado os nossos L-aminoácidos são produto da interação da força nuclear fraca, então em todas as biotas predominarão os aminoácidos L, como aqui na Terra.Há alguns anos pesquisadores vêm analisando os aminoácidos encontrados nos meteoritos não metálicos, mas não foi possível, até agora, chegarmos a uma conclusão sobre este problema.Se houve vida em Marte, por exemplo, e se fizermos a análise das suas moléculas biológicas, poderemos chegar a uma conclusão sobre este mistério. Quantos dólares valerá essa resposta?Não creio que este seja uma pergunta válida, o conhecimento científico é mais importante do que esses detalhes de contabilidade!Nota do Editor: Ricardo Ferreira é professor da UFPE. Artigo publicado no "JC e-mail": JC e-mail 2954, de 09 de Fevereiro de 2006.
Fonte: http://lqos.iqm.unicamp.br/pesquisa/publicacoes/boletinsSBQ/bienio20042006/boletim649.htm
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Jovens cubanos e mentiras da Globo

19 DE FEVEREIRO DE 2008 - 19h48
Jovens cubanos e mentiras da Globo por Altamiro Borges*

Incensada no período da ditadura militar e da “guerra fria” contra o socialismo, a TV Globo está preocupada com os novos ventos na América Latina e combate, sem tréguas e sem ética, tudo o que há de progressista nesta região.
Na semana passada, os vários telejornais da emissora fizeram alarde com um vídeo em que alunos da Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Havana aparentemente criticam duramente o regime cubano e o socialismo. Reproduzindo acriticamente o noticiário estadunidense, a ex-toda poderosa TV Globo informou que dois universitários teriam sido presos logo após a difusão do “incidente”. No seu afã anticomunista, ela sequer conferiu as fontes. “O vídeo, de quase uma hora de duração, mostra o desencanto da juventude”, decretou.


Na verdade, o episódio ocorreu em 19 de janeiro e só agora foi amplificado e manipulado pela mídia hegemônica. Tratou-se de uma reunião do presidente do Assembléia Nacional, Ricardo Alarcón, com os alunos da UCI, um projeto avançado de informatização do país. O vídeo não foi feito às escondidas, como insinua a TV Globo, mas sim transmitido livremente para os dez mil estudantes da escola. Ele retrata um debate natural, democrático, entre os jovens e o deputado, no qual são feitas críticas às dificuldades de Cuba – coisa comum de se ouvir nas ruas desta nação rebelde e irreverente. Não há qualquer repressão ou demonstração de “desencanto da juventude”.


Manipulação e silêncio criminoso


A mentira da TV Globo é tão grotesca que ela nem divulgou a entrevista de Eliécer Ávila, o tal universitário preso, que apareceu recentemente, livre e faceiro, zombando das manipulações da mídia. Num outro vídeo, que a Rede Globo não transmitiu em horário nobre, o aluno afirma que o encontro com Alarcón tratou dos problemas da juventude e que as críticas foram no sentido do “fortalecer a construção do socialismo cubano”. Segundo a Agência Reuters, Eliécer se mostrou indignado com as intrigas divulgadas, inclusive sobre a sua prisão. “Tudo o que estão dizendo é uma mentira total, que desvirtua o que opinamos... Agora me dei conta da maquinaria da mídia”.


A TV Globo também não repercutiu o protesto público dos alunos da UCI contra o “terrorismo midiático”. Também não registrou para os seus incautos telespectadores um manifesto assinado pelos estudantes, professores e demais trabalhadores da universidade que condena “a grosseira e mal-intencionada manipulação dos principais meios de comunicação do imperialismo e de seus lacaios”. O documento informa que 99% dos alunos e funcionários da universidade votaram na eleição cubana de janeiro. “Ratificamos a nossa inquebrantável disposição de cumprir qualquer tarefa da revolução e de continuar lutando para merecedor integrar a sua tropa do futuro”.


“Invasão militar da Venezuela”


Já em dezembro passado, o programa Fantástico, que se vangloriava de ser um dos campeões de audiência do país e hoje está em declínio – talvez devido ao seu péssimo jornalismo - apresentou reportagem provocativa intitulada “Brasil está preparado para a guerra contra a Venezuela”. Nos dias que antecederam ao programa, chamadas sensacionalistas incitavam: “Como reagiriam os brasileiros a uma invasão militar da Venezuela ao nosso país?”. De forma grotesca, repórteres sem escrúpulos percorreram as ruas de Pacaraima (RR), cidade na fronteira com o país vizinho, num carro decorado com as cores nacionais, convocando a população a se “alistar para a guerra”, fomentando o clima de hostilidade entre nações amigas, que têm vários acordos de cooperação.


A reportagem ridicularizou Hugo Chávez, apresentando-o como um militar truculento, e também ofendeu Evo Morales, tratado como “fantoche”, e o presidente Lula, taxado de omisso diante do risco da invasão. Numa mentira deslavada, afirmou que os venezuelanos possuem “a maior força bélica da América Latina” – quando se sabe que seu contingente e equipamentos são inferiores aos do Brasil e Colômbia. No final, os apresentadores do Fantástico ainda provocaram: “Se o tempo fechar entre Brasil e Venezuela, será que estamos preparados? Qualquer movimento estranho na fronteira, ligue para Brasília e reclame com o síndico”. Não por acaso, o programa foi ao ar quando Lula visitava os dois países citados para firmar acordos de cooperação.


O ocaso da “Vênus prateada”

Diante da vil manipulação, que fere os preceitos constitucionais favoráveis à integração regional, Ivan Pinheiro, dirigente do PCB, entrou com representação no Ministério Público Federal contra a TV Globo. Além de exigir o direito de resposta aos três governantes ofendidos, a representação requer que a Justiça analise a transgressão das leis que regulam a concessão pública de emissoras de televisão, “estudando a possibilidade de se postular a aplicação de sanções”. No mesmo rumo, intelectuais e lideranças populares redigiram um abaixo-assinado solicitando que o governo Lula tome as providências cabíveis contra as grosseiras e corriqueiras manipulações desta emissora.


Por estas e por outras, a ex-toda poderosa TV Globo perde audiência e prestígio no país. Hoje ela já não conta com a “inocência” do governo Lula, que investe na rede pública, é acuada por outras emissoras, em especial pela Record, e teme os efeitos da chamada “invasão” das multinacionais das telecomunicações no processo de digitalização das imagens. Apesar do reconhecido “padrão Globo de qualidade” e mesmo do seu papel na produção da cultura nacional, a empresa atravessa a pior crise da sua história. A linha editorial dos seus programas jornalísticos, sob o comando do direitista Ali Kamel, e até da sua teledramaturgia ajuda a entender o acaso da “Vênus prateada”.

*Altamiro Borges, Miro é jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)
* Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a opinião do site.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=32613

Manifestação pede aprovação da TV Pública

18 DE FEVEREIRO DE 2008 - 19h16
Manifestação pede aprovação da TV Pública
A semana que será marcada pela discussão e votação na Câmara da Medida Provisória (MP) que cria a Empresa Brasil Comunicação (EBC), a chamada TV Pública, começou com uma manifestação a favor da aprovação da matéria. Representantes de entidades ligadas a TVs públicas, comunitárias e legislativas ocuparam o Salão Verde, que dá acesso ao Plenário de votação, para ler mensagens aos parlamentares pedindo a criação da nova TV.
Foram lidos vários manifestos de apoio à aprovação da matéria.
A discussão da matéria começou na sessão desta segunda-feira (18), mas a votação deve ficar para terça-feira (19). "Os partidos da base fecharam posição pela aprovação do projeto apresentado pelo relator. A oposição, sem condições de alterar a matéria, deve apelar para a obstrução", avaliam técnicos da Liderança do PCdoB na Câmara.
O presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC), Antônio Achilis, disse que "nosso objetivo é transmitir mensagem aos parlamentares de que aprovar essa MP não é só viabilizar uma televisão para o governo federal, é fazer emergir daí um padrão da TV pública brasileira como todo – que faz paralelo com maturação da democracia no país".
Ele lembrou que a TV pública nasceu na época da ditadura militar e reflete o espírito da ditadura, onde não pode nada. "Na medida em que a democracia avança, o conceito evolui e o projeto de hoje é o passo mais avançado na televisão pública brasileira", diz Achilis, acrescentando ainda que "é um dos melhores projetos do mundo em termos de TV pública e nós esperamos que a Câmara aprove".
A exemplo dos demais representantes, Achilis destacou que aprovar a TV pública "significa fortalecer produção independente e regional no Brasil conforme está na Constituição Federal e que não é cumprida". Para ele, "há uma definição teórica no estatuto da TV Brasil e sobretudo uma disposição de disseminar a produção regional, o que vai provocar o desenvolvimento da criação e a capacidade de produção das regiões brasileiras de quem faz televisão pública".
Regional e independente
Todos os manifestos lidos aos parlamentares destacavam a importância da produção regional e independente na grade de programação da TV Brasil e da rede que ela comandará. A preocupação deles com a aprovação da TV pública é garantir uma programação mais comprometida com o povo e a cultura brasileira.
"O primeiro compromisso de cada estado é com o seu estado e terá mais de si mesmo na grade e no conjunto na medida que contribuiu com a TV Brasil", diz Achilis. "Terá mais Brasil no sentido da cidadania e refletir a realidade brasileira e que não é o foco da TV comercial", acredita ele.
As modificações apresentadas no texto pelo relator, deputado Walter Pinheiro, aperfeiçoam o texto, em especial quanto a garantia de recursos pela criação de contribuição, e pela democratização do processo de formação do conselho curador.
No entanto, ainda haverá discussão dos deputados com o relator com o objetivo de garantir a aprovação de algumas das emendas apresentadas. O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) já expressou o desejo de ver aprovada a emenda de sua autoria, que determina que os funcionários da Associação Roquette Pinto, que gere a TV Educativa do Rio de Janeiro, sejam colocados todos à disposição da nova empresa de TV Pública.
A reunião com o relator foi agendada pela Liderança do Governo para terça-feira (19). Nesta reunião representará a bancada do PCdoB, a deputada Manuela D´Ávila (RS).
Percentuais
Nos quase três meses de tramitação, a MP recebeu 131 emendas, e teve oito delas aproveitadas no parecer. O texto, que proíbe a publicidade, apresenta definições estritas de “apoio cultural” e “publicidade institucional” e limita em 15% da programação o apoio institucional.
Outras definições percentuais do texto são pelo menos 10% de conteúdo regional durante a semana e 5% de produções independentes. O relator também propõe um ouvidor, que faria críticas internas e externas da programação da TV, em um programa de quinze minutos. O ouvidor terá um mandato de dois anos e total independência.
Financiamento
O tributo do setor de telecomunicações que poderá financiar a TV Pública será denominada Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública. A proposta do relator da matéria, deputado Walter Pinheiro (PT-BA), não será um novo ônus para o setor: ela equivalerá a 10% da taxa de fiscalização de funcionamento do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), que serão cancelados caso o projeto da TV Pública seja aprovada.
O parlamentar estima que a EBC arrecade R$150 milhões com a tributação, além dos R$350 milhões já previstos no orçamento. Pode existir outra fonte de recursos que garanta mais independência à empresa.
Quanto ao conselho curador, adiciona um representante da Câmara e do Senado acatando emenda de Flávio Dino; determina que a representação da sociedade civil deve contar com pelo menos um conselheiro por região do país; e estabelece que a renovação do conselho será feita mediante processo de consulta pública, que receberá indicação de nomes da sociedade.
De BrasíliaMárcia Xavier

VINAGRE DE MAÇÃ NATURAL

VINAGRE DE MAÇÃ NATURALO
legado do Vermont-USA
A MARAVILHOSA MEDICINA POPULAR DO VERMONT- USA
A extraordinária medicina popular do Vermont, estado americano situadono extremo nordeste dos Estados Unidos da América, vem se formandodesde os tempos primitivos. Ela adapta às condições do ambiente devida no Vermont antiqüíssimas leis fisiológicas e bioquímicas, visandoa manutenção da saúde e do vigor físico. Mas essas leis não têmlimites geográficos: suas aplicações serão eficazes em outrosambientes também. Assim, algum instinto profundo faz com que, osvermonteses procurem os alimentos necessários à formação do organismo,isto é, uma dieta rica em carboidratos e baixo teor de proteínas, emuitos vegetais ácidos. Eles observaram, por exemplo, que quandoaumentavam a porcentagem de proteína na ração da marta (animal do qualse retira a pele para o comércio), elas apresentavam suas artérias eórgãos obstruídos, contraiam doenças e morriam prematuramente. Dessaforma, o bom senso dos vermonteses faz com que observem ocomportamento dos animais de criação e silvestres, as variações declimas, e a boa higiene. Sabiam escolher uma dieta de frutas,frutinhas várias, óleo puro do milho, folhas comestíveis ácidas,alimentos integrais, raízes e principalmente o sublime alimento: o melde abelha. Sempre mantinham o seu estoque de vinagre de maçã naturalque eles mesmos fabricavam para os mais diversos usos. Assim, osnaturais do Vermont - EUA, tem durante gerações, conservado a saúde, ajovialidade e a longevidade ativa e produtiva.O Doutor DC JARVIS, famoso médico naturalista norte-americano, e suasdescobertas maravilhosas sobre o vinagre de maçã natural e a medicinapopular do Vermont-USA.O doutor D.C. Jarvis, que se tornou querido pelo esforço de ir aoencontro das necessidades do povo, escrevendo livros de medicinapopular, afirma em seu famoso livro, best seller, "Folk Medicine – AVermont Doctor's Guide to good Health" , que as enfermidades como:artrite, osteoporose, reumatismo, pressão alta, gota, bursite,arteriosclerose, enfartos, derrames, fadiga crônica, dores de cabeçacrônica, diabetes, rinites, e outras doenças degenerativas, etc, têm amesma origem: acúmulo de cálcio no sangue.O doutor Jarvis pesquisou durante muitos anos o modo de vida e dietados vermonteses, onde o vinagre de maçã natural é parte integrante dasua tradição. Os costumes dos vermonteses têm sido transmitidos de paipara filho durante gerações. Nascido no Vermont, estado do nordesteamericano, depois de formado em medicina clássica, retornou ao seuantigo habitat no convívio com os velhos camponeses vermonteses a fimde aprender, como ele mesmo afirma, a medicina dos seus antepassados,que alinha um conhecimento de leis naturais antiqüíssimas aos fatosreais da vida. O estilo de vida dos Vermonteses chamou a atenção demuitas outras pessoas interessadas em aprender na prática como lidarcom as mais diversas doenças apelando para os recursos da próprianatureza.Em suas observações e experiências chegou a conclusões seguras erevolucionárias: começou verificando que as chaleiras onde se fervemágua, formam com o tempo, dura camada no fundo – resultado daprecipitação de sais, cloretos, etc., e que, essa crosta, sob o efeitode vinagre de maçã, se dissolve, deixando a chaleira como nova.Igualmente comprovou que, mergulhando cascas de ovos em líquido devinagre de maçã, estas se dissolvem lentamente. Investigou ademais, nalocalidade de Vermont-EUA, que pessoas que usavam o vinagre de maçã,eram muito mais saudáveis que as demais, e pareciam imunes asenfermidades e apresentavam uma extraordinária resistência física.Observou, nessa mesma localidade do Vermont, pessoas com mais denoventa anos, algumas com mais de cem anos de idade, trabalhando nasroças horas a fio sem apresentar grandes esforços, demonstravam vigor,bom ânimo, uma bela postura e excelente formação óssea, e diziam nãoadoecer. Inteirou-se também, que esses camponeses costumavam dar àsvacas o vinagre de maçã misturado na água, fato que o levou a efetuarestudos e investigações, chegando a conclusões surpreendentes: vacasenvelhecidas prematuramente, tomando porções de vinagre de maçã,rejuvenesciam; outras de mais de dez anos, que já não davam maisleite, voltaram a produzi-lo depois de três meses de tratamento.Verificou também, que os pintinhos tratados com líquido de vinagre demaçã misturado à água, tornavam-se resistentes às doenças e tinhamaltura e peso quase uma vez e meia que o normal e apresentavam umabela e resistente pelugem. Por outro lado, inteirou-se também que oscavalos e cães de caça dessa região, tratados com o vinagre de maçã,eram muitos mais fortes e resistentes que outros não tratados com ovinagre, não demonstrando cansaço nas corridas, tinham uma vida maislonga que o normal e apresentavam um brilhante e sedoso pêlo.Observou igualmente, que animais levados ao corte, os quais estavamrecebendo tratamento idêntico, demonstrou uma perfeita consistênciaóssea e a medula de uma bela cor vermelha, indício de abundância deglóbulos vermelhos. Desse modo, e por outras vias, o doutor Jarvischegou à conclusão de que o mesmo sucede com o corpo humano quando setoma o vinagre de maçã natural com água e mel, já que ele possui afaculdade de dissolver o cálcio excedente acumulado no organismo,permitindo que, ao absorvê-lo, os ossos se tornem mais fortes, menosexpostos às fraturas e, sobretudo, em condições de ajudar na formaçãode tecidos mais elásticos, flexíveis, em favor do rejuvenescimento.Assim, o mencionado médico fundamentou sua teoria no seguinte: nossosangue pode ser de formação ligeiramente ácida ou alcalina. Issodepende em grande parte, da alimentação que habitualmente ingerimos.Aponta ele outros motivos: diz, por exemplo, que o clima frio,favorece o aumento de alcalinidade do sangue; que as preocupações, omedo, a ira, bem como toda a atitude e comportamento emocionalnegativo têm o mesmo efeito. Desse modo, contribuímos para o aumentoda alcalinidade sanguínea, desregulando o pH do sangue. Além de essaalcalinidade excessiva provocar depósitos de cristais endurecedores.Dependendo da região do corpo onde estes cristais se alojaremprovocarão no decorrer do tempo doenças ou disfunções correspondentes,se depositam nas juntas ou articulações, provocam a artrite, bursite,entupimento das artérias, veias, etc.O consumo abundante de farinha de trigo refinada, açúcar refinado,carnes, enlatados, cremes, refrigerantes, doces, etc, são prejudiciaisà saúde porque contribui para o aumento da alcanilidade; torna osangue mais espesso e dificulta a circulação pelo sistema, aumentandoa pressão arterial das veias e vasos, os quais com o tempo vão seobstruindo e endurecendo, porque a alcanilidade favorece os depósitosde cálcio e de outras substâncias terrosas danosas ao sistema.Afirma o doutor Jarvis que a grande maioria das doenças tem comoveículo o próprio sangue impuro, que distribui e depositaconstantemente substâncias mortais pelo sistema ao longo dos anos. Apurificação do sangue é de fundamental importância para reverter esseprocesso de endurecimento e envelhecimento precoce das váriasestruturas moles do corpo, a pele, o secamento ou calcificação dasarticulações. Da mesma forma, se não trocarmos o óleo que lubrifica asvárias partes do motor de um carro com o tempo a sujeira desse óleoacaba por danificar o motor, assim sucede com nossa saúde porque é bemmais sábio prevenir do que remediar.Modo de usar o vinagre de maçã natural:Em um copo, coloque uma colher das de sopa de vinagre de maçã,adicione uma colher das de sopa de mel de abelha, complete com águadestilada ou filtrada. Bata bem, até misturar. Tome antes dasprincipais refeições. O vinagre de maçã também pode ser tomado apenascom água.E qual é a dose necessária? VEJAMOS: diariamente às refeições, ouentre elas, bater bem uma colher das de sopa de vinagre de maçã, comuma colher das de chá de mel de abelha, ou apenas água tomando emseguida. Afirma o doutor D.C. Jarvis que, após três meses dessetratamento, o sangue volta a adquirir a natural acidez dissolvendo ocálcio excedente aderido nas articulações e desobstruindo as artériase vasos sanguíneos. Paralelamente, a pessoa experimenta uma sensaçãode bem estar; a digestão é favorecida, produz um sono reparador e oaumento da vitalidade física, combatendo a fadiga crônica. Desaparecemos gases intestinais, o amargor da boca e restabelece- se a energiavital em todo o organismo. Pessoas que sofrem de hemorróidas podemsentir depois de algumas semanas, tomando o vinagre de maçã, o malregredir até desaparecer. A vista melhora consideravelmente devido aoprocesso purificador do sangue. Os sintomas de tonturas tambémdesaparecem com a dieta ácida do vinagre de maçã. Ademais, verifica-seum vigoroso crescimento e fortalecimento dos cabelos, comoconseqüência também, observa-se um emagrecimento natural, a pele voltaa adquirir sua jovialidade e beleza. Os dentes se fortalecem edesaparece o mau hálito. Por outro lado, as pessoas sujeitas afreqüentes dores de cabeça (cefaléias), vêem cessar esses incômodos,tomando duas vezes ao dia, três colheres das de sopa de vinagre demaçã com água e mel, pois isso assegura resultados magníficos, afirmao doutor D.C. Jarvis.Segundo pesquisas feitas há no vinagre de maçã natural mais de trintaelementos nutritivos fundamentais, mais de uma dúzia de sais mineraise enzimas essenciais e complexos vitamínicos. Igualmente, encontra-seferro, vitaminas B12, ácido fólico (bom no combate a anemia) eelementos antioxidante, combatem os radicais livres que produzem adecrepitude do corpo. Possui qualidades anti-sépticas (mata osmicróbios infecciosos) e antibióticas (contêm bactérias inimigas dosmicroorganismos deletérios). O vinagre de maçã natural extrai todos osminerais da maçã.O vinagre de maçã natural é rico em sais de primeira importância paraos processos bioquímicos do corpo; entre os quais o ácido málico, queentre outras funções, faz parte do chamado "ciclo de Krebs", quesintetiza um conjunto de reações bioquímicas responsáveis pelaprodução de energia no interior das células. Ele ajuda também naabsorção dos nutrientes e, ao mesmo tempo, combate bactérias doaparelho digestivo; evita a obstipação, apontada como a principalcausa de muitas doenças, pois o vinagre de maçã natural ajuda naeliminação de substâncias tóxicas, produto da má alimentação epoluição ambiental, que se alojam no intestino e fígado. Temos tambéma pectina que auxilia nos processos digestivos, reduzindoextraordinariamente o colesterol e outras gorduras densas.O vinagre de maçã natural é altamente diurético, ajuda na eliminaçãodo excesso de líquidos. Possui qualidade antioxidante, antiinflamatória e antibiótica excelentes. O vinagre de maçã natural controla oequilíbrio do pH do sangue e da pele.O vinagre de maçã natural tem propriedade muito parecida com a químicado suco gástrico secretado pelo estômago, e por isso, capaz de matarbactérias nocivas à saúde, facilitando a digestão. Médicosnaturalistas recomendam que se faça uso de duas colheres das de sopade vinagre de maçã natural misturado à água antes ou após as refeiçõesregularmente, para evitar intoxicações alimentares, ou deter umprocesso de intoxicação em andamento.Umas das razões da vitalidade do vinagre de maçã, é que ele associaminerais ao potássio: fósforo, cloro, sódio, magnésio, cálcio,enxofre, ferro, flúor, silício e traços de diversos outros. Algunscientistas como o médico Pires Van Koek atribuem ao vinagre de maçãnatural qualidades medicinais miraculosas para a saúde e o recomendapara pessoas que desejam voltar ao seu antigo peso de uma formanatural, e também para a regularização de todas as funções orgânicasdeficientes, principalmente devido a uma dieta antinatural. Então, nãoé novidade que o vinagre de maçã natural tenha conquistado a fama deser um excelente nutriente, fortificante, depurador do sangue,rejuvenescedor do organismo e excelente emagrecedor. Atualmente hápesquisas sobre a ação do vinagre de maçã natural em doenças maisgraves ainda, com resultados surpreendentes e positivos. O vinagre demaçã é benéfico em todas as idades, como elemento preventivo deacúmulo excessivo de cálcio e substâncias terrosas obstrutoras do sistema.BIBLIOGRAFIA e PESQUISA: "Princípios Ocultos de Saúde e cura", dooriginal norte-americano: "Occult Principles of Health and Healing" byMax Heindel. Editora Pensamento."Agarre suas saúde e não largue mais", do titulo originalnorte-americano: FOLK MEDICINE - A Vermont Doctor's Guide to GoodHealth – by Dr. DC JARVIS. Vigésima primeira Edição. 1960. EditoraBestseller – Importadora de livros S.A. São Paulo. BR."Vinagre de maçã – Uma receita de vida", do titulo original: "LeMiracle du Vinagre", do terapeuta holístico G.P. Boutard. EditoraClaridade São Paulo. BR."Apple Cider Vinegar – Miracle Health System", of Bragg HealthCrusades – America's Pioneers, by Patricia Bragg N.D., PhD. Health &Fitness Expert. "w.w.w.bragg. com".Carlos Viccino ,fabricante e pesquisador sobre os usos do vinagre esua ação sobre o corpo humano, desde 1981.

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"Cuba depois de Fidel" e Sem cargos, Fidel será ''um soldado das idéias''

25 DE FEVEREIRO DE 2008 - 11h50
Emir Sader: "Cuba depois de Fidel"
A eleição de Raul Castro como chefe de governo e de José Ramon Machado Ventura como segundo obedece aos critérios que teve sempre Fidel Castro ao longo das mais de cinco décadas desde o início do processo insurrecional cubano. Representa confiança na velha guarda, naqueles que desde o primeiro momento acreditaram no processo revolucionário e se comprometeram com ele. São os casos do próprio Raul Castro e de Ramon Ventura. Os dois têm poucos anos a menos que Fidel, pertencem à primeira geração dos revolucionários cubanos.
Por Emir Sader
Dos outros nomes mencionados, apenas Ricardo Alarcon pertence à geração imediatamente posterior. Era presidente da União Nacional de Estudantes de Cuba, a Une, no momento da vitória da revolução. Os outros – Carlos Lage, Felipe Roque – com diferenças de idade, pertencem politicamente à geração formada diretamente por Fidel ao longo das últimas décadas, pertencendo à geração que já nasceu depois do triunfo da revolução.
Cuba tem uma nova direção política, sem Fidel. A direção que o sucede está composta por aqueles mesmos que compartilhavam com ele essa direção – tanto os que estiveram com ele desde o início do processo revolucionário, quanto aqueles que ele mesmo formou.
A renúncia de Fidel a seguir na direção política de Cuba fecha um ciclo na revolução, mas precisa ser localizada na evolução interna desse país, para que nos demos conta exata do seu significado e das suas possíveis conseqüências. Fidel é a revolução, para todos os cubanos. Foi sempre o dirigente máximo e, ao mesmo tempo, o maior crítico dos problemas e dos erros da revolução, incluindo os seus próprios.
Foi o dirigente máximo, porque foi quem melhor sintetizou as necessidades de direção do processo revolucionário. Foi – como Lênin – grande dirigente de massas, grande dirigente de partido e grande estadista. Só mesmo quem não conhece as condições concretas de luta pode questionar o fato de Fidel ter se mantido à cabeça do processo revolucionário e de Cuba ter mantido um Estado forte. Este se fez sempre necessário pela agressividade do maior império da história da humanidade – os EUA -, a 140 quilômetros de distância, sem nunca ter conseguido derrotar a revolução cubana, nem ter sucesso nos inúmeros atentados contra Fidel.
Nenhum outro dirigente apresentou condições de direção política que pudesse substituir a Fidel. A revolução não se poderia dar o luxo de substituí-lo. Ele dirigiu a revolução e continua a ser a referência ideológica central. Cuba contou com ele no período mais difícil da revolução – o chamado “período especial”, particularmente os anos entre 1989-1994.
Quando a sociedade cubana se tornava mais madura, mais complexa, se diversificavam as demandas, em especial das novas gerações, Cuba teve que enfrentar uma situação de retrocesso, restringindo a possibilidade de satisfazê-las.
As condições de superação do “período especial” estão dadas, seja pela adaptação da economia cubana às novas condições internacionais, seja pelos acordos com a Venezuela e a China e pela descoberta de petróleo em Cuba. Com ou sem Fidel, com ou sem um eventual presidente democrata nos EUA, Cuba ia ter que promover readequações – de caráter econômico e político, principalmente.
Raúl Castro representa a continuidade mais direta com Fidel, tem revelado no seu comportamento uma disposição de abertura ao debate e, ao mesmo tempo, a consciência de não ter o protagonismo de seu irmão, buscando abrir espaço para as novas gerações. Cuba viveria uma situação nova nestes anos. Agora não conta com Fidel como dirigente político e, principalmente, como líder de massas, fazendo com que seus discursos fossem as expressões determinantes no diálogo com o povo cubano.
A transição institucional está realizada, concluída, com a eleição da nova direção do Estado cubano. Fidel continua na direção do Partido, mas já manifestou que limitará sua atuação aos artigos, mesmo se Raul afirmou que vai consultar sempre o irmão, reafirmando o lugar de referência ideológica do regime cubano.
É com essa equipe que Cuba completará os 50 anos da revolução e enfrentará uma nova fase da sua história.
Fonte: Blog do Emir, hospedado da Agência Carta Maior
19 DE FEVEREIRO DE 2008 - 11h31

Sem cargos, Fidel será ''um soldado das idéias''

O presidente de Cuba, Fidel Castro, anunciou nesta terça-feira que não aspirará nem pleiteiará o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe na sessão do Parlamento Cubano que se instalará no próximo domingo (24). ''Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias'', diz Fidel.
Fidel em foto recente: ''serei cauteloso''
''Continuarei escrevendo sob o título das Reflexões do companheiro Fidel. Será uma arma a mais, no arsenal com que se poderá contar. Talvez minha voz seja escutada. Serei cuidadoso'', afirma ainda o líder da Revolução Cubana, na mensagem divulgada hoje. Veja o texto na íntegra, divulgado pela agência cubana Prensa Latina:

''Queridos compatriotas:

Prometi na sexta-feira passada, 15 de fevereiro, que na próxima Reflexão abordaria um tema do interesse de muitos compatriotas. Esta Reflexão adquire a forma de uma mensagem.

Chegou o momento de candidatar e eleger o Conselho de Estado (órgão executivo cubano), seu presidente, vice-presidente e secretário..

Desempenhei o honroso cargo de presidente ao longo de muitos anos. Em 15 de fevereiro de 1976 aprovou-se a Constituição Socialista, pelo voto livre, direto e secreto de mais de 95% dos cidadãos com direito a voto. A primeira Assembléia Nacional constituiu-se em 2 de dezembro daquele ano e elegeu o Conselho de Estado, com sua presidência. Antes, durante quase 18 anos, eu exercera o cargo de primeiro ministro. Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária, com o apoio da imensa maioria do povo.

Conhecendo meu estado crítico de saúde, muitos no exterior pensavam que minha renúncia provisória do cargo de presidente do Conselho de Estado, deixado em mãos do vice-presidente Raúl Castro Ruz em 31 de julho de 2006, era definitiva. O próprio Raúl, que por méritos pessoais ocupa também o cargo de ministro das FAR (Forças Armadas Revolucionárias), e os demais companheiros da direção do partido e do Estado, relutaram em considerar-me afastado de meus cargos, apesar de meu estado precário de saúde.

Era incômoda a minha posição, frente a um adversário que fez tudo que se podia imaginar para se desfazer de mim, e em nada me agradava satisfazê-lo.

Mais adiante pude alcançar novamente o completo domínio de minha mente, a possibilidade de ler e meditar muito, obrigado pelo repouso. Acompanhavam-me forças físicas suficientes para escrever por longas horas, que eu dividia com a recuperação e os programas pertinentes.

Um elementar senso-comum indicava-me que esta atividade estava ao meu alcance. Por outro lado, sempre tive a preocupação, ao falar de minha saúde, de evitar ilusões que, no caso de um desfecho adverso, trariam notícias traumáticas para nosso povo em meio à batalha. Minha primeira preocupação, depois de tantos anos de luta, era prepará-lo para minha ausência, sociológica e politicamente. Nunca deixei de assinalar que era uma convalescência ''não isenta de riscos''.

Meu desejo sempre foi cumprir meu dever, até o último alento. É o que posso oferecer.

Comunico a meus queridos compatriotas, que me fizeram a imensa honra de eleger-me recentemente como membro do Parlamento – em cujo seio se deve adotar acordos importantes para o destino de nossa revolução – que não aspirarei e nem pleiteiarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante em chefe.

Em breves cartas dirigidas a Randy Alonso, diretor do programa Mesa Redonda da Televisão Nacional, divulgadas por solicitação minha, constavam discretamente elementos desta mensagem que escrevo hoje. Nem o destinatário das missivas conhecia o meu propósito. Eu confiava em Randy porque conheci-o bem quando era estudante universitário de Jornalismo, e eu me reunia quase todas as semanas com os principais representantes dos universitários, na biblioteca da vasta Casa de Kohly, que os abrigava. Hoje, todo o país é uma imensa universidade.

Parágrafos selecionados da carta enviada a Randy em 17 de dezembro de 2007:

''Minha mais profunda convicção é que as respostas para os problemas atuais da sociedade cubana – que possui uma escolaridade média de cerca de 12 anos, quase um milhão de graduados universitários e a possibilidade real de estudo para seus cidadãos, sem nenhuma discriminação – requerem mais variantes de respostas para cada problema concreto que as contidas em um tabuleiro de xadrez. Não se pode ignorar um só detalhe. Não se trata de um caminho fácil, se é que a inteligência do ser humano em uma sociedade revolucionária há de prevalecer sobre seus instintos.''

''Meu dever mais elementar é não me aferrar a cargos, nem muito menos obstruir o passo das pessoas mais jovens, mas trazer experiências e idéias, cujo modesto valor provém da época excepcional em que me coube viver.''

''Penso como Niemeyer (seu amigo, o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer), que é preciso ser conseqüente até o fim.''

E da carta de 8 de janeiro de 2008:

''...Sou decidido partidário do voto unido (um princípio que preserva o mérito ignorado). Foi ele que permitiu evitar as tendências a copiar o que vinha dos países do antigo campo socialista, entre elas o retrato de um candidato único, tão solitário como também solidário com Cuba. Respeito muito aquela primeira tentativa de construir o socialismo, graças à qual pudemos continuar pelo caminho escolhido.''

''Eu tinha muito presente que toda a glória do mundo cabe em um grão de milho'', declarava naquela carta.

Eu atraiçoaria portanto a minha consciência se ocupasse uma responsabilidade que precisa de energia e mobilidade totais, que não estou em condições físicas de oferecer. Explico-o sem drama.

Felizmente nosso processo ainda conta com quadros da velha guarda, junto com outros que eram muito jovens quando começou a primeira etapa da Revolução. Alguns deles se incorporaram quase meninos aos combatentes das montanhas e depois encheram o país de glória, , com seu heroísmo e suas missões internacionais. Contam com autoridade e experiência para garantir a substituição. Nosso processo dispõe igualmente da geração intermediária, que aprendeu junto conosco os elementos da complexa e quase inacessível arte de organizar e dirigir uma revolução.

O caminho sempre será difícil e precisará do esforço inteligente de todos. Desconfio dos atalhos aparentemente fáceis da apologética, ou de sua antítese, a autoflagelação. Devemos estar sempre preparado para as pior das variantes. Ser tão prudentes no êxito como firmes na adversidade. É um princípio que não se deve esquecer. O adversário a derrotar é sumamente forte, mas durante meio século nós o mantivemos a distância.

Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias. Continuarei escrevendo sob o título das Reflexões do companheiro Fidel. Será uma arma a mais, no arsenal com que se poderá contar. Talvez minha voz seja escutada. Serei cuidadoso.''

Leia também:

como a imprensa blindou os "cartões do Serra"

25 DE FEVEREIRO DE 2008 - 17h00
Liderança do PT: como a imprensa blindou os "cartões do Serra"
Na última semana de janeiro, através de pesquisas efetuadas no sistema de gerenciamento do orçamento paulista, a Liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) fez levantamento sobre os gastos estaduais com o "cartão de compras" do governo Serra em 2007. Os dados revelavam muitas curiosidades. E o acompanhamento do noticiário sobre o assunto mostra como a imprensa trata com dois pesos e duas medidas as denúncias contra o governo do presidente Lula e as denúncias contra a governo tucano de São Paulo, comandado por José Serra.


Em primeiro lugar, ao contrário dos gastos federais, eles não estavam disponíveis para a população, sendo apenas obtidos por meio de um sistema com senhas nas lideranças dos partidos e na biblioteca da Assembléia. Mais ainda, a pesquisa não era acessível às pessoas que não possuíssem treinamento específico.
Em segundo lugar, os gastos com o "cartão de compras" do Governo Serra foram maiores que os federais em termos absolutos: em São Paulo, eles foram de R$ 108,4 milhões em 2007, enquanto os gastos do Governo Federal foram de R$ 75,6 milhões no mesmo período.
Em terceiro lugar, saques eram efetuados através dos cartões estaduais, assim como no governo federal, dificultando o rastreamento da despesa. Em 2007, foram R$ 48,3 milhões em saques na "boca do caixa", cerca de 44,58% dos gastos totais com cartões.
Em quarto lugar, o sistema estadual possui inúmeros problemas e falta de informações, não havendo identificação do que foi comprado com cartão nas lojas e estabelecimentos comerciais, nem tampouco o CNPJ destes estabelecimentos utilizados. Finalmente, o número de cartões e servidores que utilizavam este instrumento era muito maior no Estado de SP do que em Brasília: em SP, havia 42.315 cartões, enquanto no Governo Federal eram 11.510 cartões.

Rompendo a blindagem tucana

Estes dados foram passados aos dois maiores jornais paulistas ainda na semana anterior ao Carnaval. Como não poderia deixar de ser, a matéria ficou na gaveta por vários dias.
Na manhã da quinta feira (7/2/2008), depois do Carnaval, o site "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim, divulgou as tabelas e provocou os jornais paulistas, que já possuíam os dados, a publicarem a informação. Imediatamente, na tarde da mesma quinta feira, o Jornal Folha de São Paulo enviou sua jornalista especial para apurar os dados que eles já possuíam.
Comprovando a veracidade das informações, o jornal foi consultar o "outro lado", obtendo negações e respostas desencontradas. As primeiras respostas do Governo Serra negavam a existência de cartões no Estado. Depois, afirmavam que eram utilizados apenas para compras específicas e miúdas. Mais tarde, que os saques eram apenas para vale transporte, diárias e combustíveis e, finalmente, que havia limites específicos para estes valores.
Uma a uma, estas afirmações foram sendo derrubadas pelos dados do próprio sistema, não havendo outra opção ao Jornal Folha de SP senão publicar o assunto como matéria principal da edição da Sexta Feira (08/02/2008)."SP gasta R$108 milhões com cartões: no governo paulista, saque em dinheiro atinge 44,6%; prestação de contas de 42,3 mil funcionários não é aberta"."Transparência com cartão é menor em SP que na União".
Na sexta-feira, pela manhã, quase todos os veículos de comunicação do país estavam na Assembléia, buscando maiores informações.A TV Globo pautou esta notícia, que foi apresentada em todos os seus telejornais da sexta-feira. Imediatamente, iniciou-se uma operação de conserto na blindagem tucana.

Restabelecendo a blindagem

Apesar de noticiar a falta de transparência, as altas cifras movimentadas e a quantidade excessiva de cartões no Governo Estadual, significativamente maiores se comparadas ao Governo Federal, algumas outras falsas diferenças "a favor" do governo Serra já foram noticiadas pela Rede Globo na própria sexta-feira.Buscando gerar um falso equilíbrio no assunto, as matérias na Rede Globo destacavam que os cartões estaduais eram "completamente" diferentes dos federais, "tucanando" os termos e as expressões no noticiário.
Já no telejornal, os cartões estaduais eram de débito, enquanto os federais eram de crédito. Mais ainda, os cartões estaduais eram "cartões de pagamento de despesas", enquanto os federais eram "cartões corporativos". Cumpre destacar que o governo tucano mudou o nome em SP de "cartões de compras" para "cartões de pagamento de despesas" em 2002 (no Governo Alckmin), mas o sistema de gerenciamento das informações orçamentárias ainda manteve a denominação antiga, sendo assim conhecido dentro da administração estadual.
Ainda segundo a Rede Globo, os cartões não estavam nas mãos dos Secretários, mas sim de funcionários públicos de carreira, ao contrário do que ocorria no Governo Federal.Finalmente, que cada cartão tinha uma finalidade específica, sendo vedado seu uso para outras despesas. Em Brasília podia-se gastar com qualquer coisa em qualquer lugar, sem limites.
Desta forma, o jornal apresentava três informações contra os cartões de Serra e três a favor, "equilibrando" o noticiário.O que passou desapercebido por muitos, mesmo os especialistas, foi que este assunto, na verdade, já começava a desequilibrar em favor de Serra. Enquanto em Brasília qualquer gasto pitoresco com cartões era amplamente investigado e divulgado; em SP, qualquer resposta do governo Serra a respeito de gastos específicos e "suspeitos" com os cartões era amplamente aceita pela imprensa.
Em relação ao Governo Lula, a imprensa contava as histórias e os detalhes dos gastos com cartões. Em São Paulo, pouquíssimas imagens e quase nenhuma história, principalmente em seus detalhes.
Quanto aos saques com cartão, por exemplo, em Brasília, eles eram absurdos. Em SP, os saques, segundo o Governo Serra, seriam apenas para vale transporte, diárias e combustíveis. Depois, parte dos saques não seriam, na verdade, saques, mas pagamentos ou transferências eletrônicas. Como descobriu-se que havia saques para diversos itens, tais como materiais de construção, locação de veículos ou passagens, operações policiais e outros, o Governo Serra resolveu tomar alguma providência.
A edição do Jornal Nacional da TV Globo de segunda feira (11/2/2008) "encerrou" o assunto, dando total espaço para uma declaração recheada de ironias do Governador Serra, que anunciou que estaria suspendendo a possibilidade de saques em cartão de débito e publicando os dados no site do governo estadual.
Os dados foram realmente publicados, mas de maneira mais incompleta ainda do que no sistema de gerenciamento do orçamento estadual.Algum estrago, sem dúvida, já havia sido produzido, mas a capacidade de interferência na grande imprensa por parte do Governador Serra revelou-se, mais uma vez, impressionante.
O falso equilíbrio
Segundo a Rede Globo, seguindo o imaginário popular, seria melhor o poder público pagar suas despesas no ato (cartão de débito/compras) do que de modo parcelado (crédito/corporativo). A diferença criada buscou favorecer o cartão estadual. Na verdade, se o poder público tem mais tempo para desembolsar estes gastos miúdos, melhor para as finanças públicas. A vantagem real seria para o cartão federal.
Ainda segundo a Rede Globo, os cartões federais estavam nas mãos de autoridades, enquanto em São Paulo estavam nas mãos de funcionários públicos comuns. Lá em cima, os possíveis desvios eram do alto escalão, logo, do Governo Lula. Em São Paulo, seriam possíveis desvios do funcionalismo comum, sem nenhum conhecimento das autoridades de governo. Ponto para Serra.

Olhando com maior cuidado este aspecto, observamos que todos os países desenvolvidos que adotaram este sistema colocaram os cartões sob responsabilidade das autoridades, permitindo maior fiscalização sobre seus atos administrativos. Em Brasília, a situação apresentou-se mais próxima deste cenário. Já em SP, os cartões estavam nas mãos de funcionários públicos comuns, subordinados às autoridades governamentais. Como quase metade dos gastos foram efetuados através de saques e o TCE assumiu que não fiscalizou estes gastos especificamente (vide matéria do Terra Magazine de 12/02/2008), qualquer autoridade estadual poderia utilizar-se deste cartão indiretamente, atribuindo a culpa por eventuais irregularidades a um funcionário público comum. Em suma, na verdade, o sistema em Brasília seria mais correto do que em São Paulo.
Finalmente, saiu na Rede Globo que os cartões estaduais seriam específicos, não podendo apresentar gastos desviados em sua finalidade. Em Brasília tudo seria possível. Outro gol para Serra. Na verdade, como os cartões do Governo Serra permitem saques, os desvios de finalidades também ocorreram, como podemos perceber no capítulo abaixo desenvolvido.
Algumas histórias que não foram contadas

1) O cartão de crédito federal foi mostrado inúmeras vezes, com as logomarcas do Banco do Brasil/ OuroCard e da Visa. Já o cartão estadual não apareceu nenhuma vez, com as logomarcas da Nossa Caixa e da Maestro/RedeShop.
2) Na Rede Globo, os gastos com cartão estadual realizados pela Secretaria de Segurança Pública na Churrascaria Lemor, em Campos do Jordão, no valor total de mais de R$ 13 mil, foram justificados pelo Governo Serra como referentes a "marmitas" adquiridas ao preço unitário de R$ 8 para o reforço de policiamento durante o período de férias naquela estância. Detalhe: os valores foram pagos com cartão de débito nos dias 8 de março (R$ 5.300), 24 de abril (R$ 6.500) e 11 de maio (R$ 1.800), datas distantes dos meses de janeiro ou julho, referentes ao chamado período de férias.
3) A Rede Record noticiou a existência de saques no valor de R$ 271.940 em 2007 através do Sr. Rafael dos Santos Melo, motorista da Casa Civil do Governo Serra. Nos últimos anos, este funcionário teria sacado mais de R$ 1 milhão. Segundo o Governo Serra, ele seria o motorista mais antigo da Casa Civil, e portanto teria a responsabilidade de sacar em dinheiro os valores das diárias de todos os 120 motoristas do Palácio dos Bandeirantes. Não houve questionamento. Detalhe: interessante notar que um simples motorista tenha a responsabilidade de prestar contas sobre cifras altíssimas referentes a saques na "boca do caixa", direcionadas às despesas de outra centena de motoristas.
4) O Portal IG, através do Conversa Afiada e a Rede Record noticiaram que um estabelecimento chamado Empório Tatuapé vendeu para a Casa Civil em 2007 mais de R$ 32 mil em sucos e materiais de limpeza, em compras constantes ao longo de todo o ano. Este estabelecimento, porém, situa-se a 18 km do Palácio dos Bandeirantes e vive de portas fechadas. Pelo Sistema de Gerenciamento do Orçamento, a Casa Civil teria comprado suprimentos de informática neste local. O governo Serra não se pronunciou sobre o assunto, e outras emissoras de televisão e jornais não buscaram investigar. Detalhe: por que motivo a Casa Civil realizaria compras de valores tão altos em um estabelecimento precário e que vive fechado, referente a produtos de limpeza e gêneros alimentícios de uso comum, que poderiam ser obtidos por meio de um pregão eletrônico ou outra modalidade de licitação?
5) Gastos pitorescos com os cartões do Governo Serra existem aos milhares, tais como doces, chocolates, brinquedos de mágicas, cafés, tabacarias, calçados, churrascarias, choperias, cachaçarias, locação de carros, táxis, presentes finos, entre muitos outros, não significando necessariamente desvio de finalidade ou improbidade. Os grandes veículos de comunicação não quiseram investigar ou mostrar imagens sobre estes produtos e serviços, buscando preservar a imagem do Governo Serra. No âmbito federal, a tapioca do Ministro do Esporte e os chocolates finos da Marinha brasileira ocuparam os telejornais em todo o país.
6) A Secretaria de Segurança Pública do Estado realiza saques secretos altíssimos através dos cartões, identificados simplesmente através do item “Operações Policiais”. Observamos que estes valores são sempre redondos e são efetuados por escrivãos, investigadores e outros integrantes da polícia civil em postos intermediários. Os valores atingiram a cifra dos R$ 4,4 milhões apenas em 2007. A imprensa deu pouco destaque sobre estes gastos secretos. O Governo Serra disse que não poderia divulgar por questões de segurança. Em Brasília, segundo a mesma imprensa, todos os gastos da segurança do Presidente deveriam ser mostrados.
7) No Governo Federal, a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União vêm procedendo a detalhadas auditorias sobre os gastos federais, inclusive sobre os cartões, disponibilizando seus gastos no Portal da Transparência. Em São Paulo, conforme matéria veiculada no Terra Magazine, o Tribunal de Contas do Estado ignoraria o uso dos cartões, não realizando auditorias específicas sobre estes gastos e recusando-se a pronunciar-se sobre este assunto. Diferentemente do âmbito federal, nenhum caso de notas frias ou falsificadas foram noticiados no Estado, nas mais de 100 mil transações realizadas com os cartões paulistas apenas em 2007. Um caso único de probidade em todo o mundo.

8) Conforme veiculado pela Mônica Bérgamo na Folha de São Paulo, o vice-governador gastou cerca de 200 dólares com a peça Rei Leão em Nova Iorque e apresentou nota fiscal, para ressarcimento de despesas. Não sendo aceita esta despesa, o vice-governador diz que acabou ressarcindo aos cofres públicos o valor. Não vimos na grande imprensa imagens do ingresso ou ainda detalhes de tal operação. O vice-governador se enganou. No âmbito federal, a Ministra da Igualdade Racial que gastou em um free shop, foi condenada à execração pública.

9) Os gastos com hotéis do ex-Ministro da Justiça e do Ministro dos Esportes no Rio de Janeiro foram considerados abusivos. Em São Paulo, a Secretaria da Saúde gastou valores expressivos em hotéis em 2007, alcançando a cifra de R$ 109 mil. Considerando uma diária média em um bom hotel no valor de R$ 150, teríamos o pagamento de mais de 726 diárias ao longo do ano. A Secretaria de Educação, maior do que a primeira, gastou apenas R$ 1.200. Tal discrepância não foi apurada nem tampouco divulgada pela imprensa.
Eduardo MarquesAssessoria da Liderança do PT

Lecio Morais: O Brasil e o mistério das duas dívidas

25 DE FEVEREIRO DE 2008 - 16h59
Lecio Morais: O Brasil e o mistério das duas dívidas
A notícia de que em janeiro o Brasil alcançou a posição de país liquidamente credor revela um fato que além de auspicioso é também inédito. O acumulado de nossas reservas internacionais é suficiente para pagar hoje toda a dívida externa pública e privada a vencer. Porém, logo muitos analistas quiseram tirar desta fonte lições que nada têm a ver com a realidade dos fatos.
Por Lecio Morais*
A primeira suposta lição é a de que a posição alcançada é um mérito da política macroeconômica ortodoxa herdada dos anos noventa, que o Governo Lula teria tido a sabedoria de manter. A segunda é que agora o governo Lula deve fazer com a dívida pública interna o que conseguiu com a externa – reduzi-la mediante o corte da despesa estatal, considerada grande e desnecessária. Esses analistas apontam para a trajetória dos títulos da dívida interna, que, ao contrário da externa, vem crescendo aceleradamente nos últimos anos, segundo eles, graças ao aumento incessante das despesas.
Vejamos por que essas duas pretendidas lições a serem tiradas na nossa recém conquistada posição de credor líquido não procedem.
Um fenômeno mundial
O acúmulo de divisas por parte de grandes países considerados do Terceiro Mundo (ou que pelo menos nunca fizeram parte do Primeiro Mundo) é um fenômeno mundial que tomou ímpeto nos anos 90, coincidindo com a primeira grande fase expansionista da economia dos EUA após as críticas décadas de 70 e 80. Numa primeira fase, beneficiaram-se do mercado interno americano especialmente as economias do Leste Asiático. Porém, foi na segunda fase de expansão e prosperidade – iniciada em 2003 após a recessão da chamada crise da “nova economia” – que a tendência se consolidou e alastrou a fartura e o acúmulo de dólares por grandes e médios países periféricos de todo o mundo. Mesmo aqueles países dessa categoria que não lograram eliminar liquidamente sua posição devedora, como o México e a Argentina, viram a sua dívida líquida externa reduzir-se substancialmente.
O fluxo de dólares para essas economias advém dos superávits em conta corrente e dos investimentos produtivos e das aplicações em carteira (ações e títulos de renda fixa internos). Os benefícios da acumulação de reservas atingiram países com políticas macroeconômicas e bases econômicas bastante distintas, como Rússia, China, África do Sul, Índia, México ou Brasil. Logo, não seria possível, no caso brasileiro, responsabilizar a nossa política macroeconômica ortodoxa pela conquista da posição credora. O único ponto em comum de todos esses países é a valorização de suas moedas nacionais frente ao dólar, o que vem ocorrendo em maior ou menor grau com todos (inclusive a China, que desde 2005, teve o yuan valorizado em cerca de 8%).
Para entender o que aconteceu com o Brasil agora é preciso, portanto, examinar o que se passa no sistema capitalista mundial liderado pelos Estados Unidos e não o suposto mérito da política monetária engendrada mimeticamente por nossos tecnocratas do Banco Central.
E o que está a acontecer no sistema capitalista mundial é algo de profundo e importante, que pode mudar nossa visão de futuro, não só a respeito do mundo como da nossa estratégia e projeto de Nação. Não há aqui espaço para essa discussão, mas poderíamos resumir essa transformação do sistema mundial como segue.
Os EUA, com sua hegemonia política e econômica até então incontrastável, começou a sofrer forte desgaste na década de 70. Isso se revelou na crise do dólar de 1971-73, que resultou na quebra unilateral dos acordos de Bretton Woods, nos dois choques do petróleo, na derrota e retirada do Pentágono do Vietnam e nas perdas de países para revoluções tão diferentes como a do Irã e a da Nicarágua.
A bem sucedida saída dessa situação adversa – a globalização produtiva e financeira – teve, entretanto, como contrapartida, transformar os EUA, primeiro, de maior país credor no maior devedor do mundo; e, segundo, no início dos anos 90, fazer com que o valor das propriedades de estrangeiros em seu território fosse maior do que a das propriedades americanas no mundo. A posição credora do país hegemônico em dívida e patrimônio se inverteu.
Outra mudança fundamental no sistema mundial a partir da globalização foi o intenso deslocamento produtivo. Primeiro a indústria ligeira, logo a indústria pesada e também a de maior conteúdo tecnológico se transferiram dos países desenvolvidos para o Leste Asiático, a Índia e outras partes do mundo. Ao mesmo tempo a oferta de força de trabalho disponibilizada por esses países (especialmente China e Índia) duplicou, causando um forte rebaixamento nos salários, um aumento da exploração e a precarização das relações de trabalho.
Os EUA resguardaram para sua economia alguns setores de alta tecnologia – basicamente os ligados a armamento – o controle sobre boa parte da rede mundial de distribuição de mercadorias e o domínio financeiro sobre o mercado de capitais, praticado por meio das grandes bolsas americanas e pelo privilégio de emitir a moeda internacional, o dólar.
A onda do dólar farto
Logo o intenso deslocamento produtivo foi tornando endógeno, interno, os fatores de crescimento econômico desses países periféricos, o que vem tornando precário o controle dos EUA e dos países centrais sobre a dinâmica capitalista mundial. Ao mesmo tempo, os EUA vêm fracassando em liderar o mundo para reformas que sustentem a liberação comercial e em manter a estabilidade da moeda internacional. O valor do dólar declina constantemente. Isto faz com que a capacidade consumidora dos EUA, ao tempo que centraliza a dinâmica mundial do capitalismo, também exerça uma forte pressão sobre o valor e o preço das mercadorias importadas, lançando assim um imposto invisível sobre o resto do mundo.
A verdade é que, longe de indicar uma “democratização” da riqueza global, essa onda de fartura de dólar pode estar indicando um tempo de graves crises, derrocada do comércio internacional e desorganização do sistema capitalista internacional pela simples falta de um centro hegemônico coordenador, imperialista ou não.
Em decorrência desse fenômeno complexo, que indica o lento declínio da autoridade americana, os países da periferia ou semiperiferia vêm se abarrotando de reservas em dólar. A política monetária praticada internamente pelo Brasil em nada, ou quase nada, vem contribuindo para esse crescimento das reservas.
Por fim, é importante afirmar que a passagem do Brasil à posição de credor líquido deve ser comemorada enquanto valor simbólico. A elevada reserva atual, na verdade, não garante tanto. O problema é que, apesar disso, também cresceu muito o nosso passivo líquido externo (dívida externa líquida mais investimentos externos no Brasil e menos investimentos brasileiros no exterior): ele se elevou em US$ 200 bilhões desde 2003 (de US$ 272 bilhões para US$ 472 bilhões), muito mais que as festejadas reservas. Só os investimentos em carteira de estrangeiros aumentaram de US$ 151 bilhões para US$ 400 bilhões, sendo 120 bilhões em ações na Bovespa e mais US$ 41 bilhões em títulos de renda fixa.
Esse patrimônio de grande liquidez pode ser retirado do país à vontade por seus proprietários estrangeiros (ou brasileiros com fundos ilegais no exterior). Logo, o que realmente dá segurança ao país não são as reservas, mas sim a capacidade de gerar saldo em conta corrente – exatamente aquilo que a política monetária que ajuda a valorizar o Real prejudica.
Dívida interna e ortodoxia macroeconômica
Entretanto, nossa política macroeconômica – monetária e fiscal – tem realmente alguma responsabilidade pela forma como acontece no Brasil este fenômeno mundial de acúmulo de reservas. Diferente de outros países igualmente beneficiados, o Brasil é aquele onde tem crescido mais fortemente a dívida pública interna e onde a moeda nacional mais se valorizou.
Diferente do que afirmam os analistas conservadores, nossa dívida em títulos vem crescendo porque nossas reservas em dólar aumentam e não por causa da despesa pública. A responsável por isso é uma política monetária que mantém continuamente altas taxas de juros reais e restringe fortemente a oferta de crédito e o gasto público, pela aplicação continuada de uma política fiscal de grandes superávites primários.
As altas taxas de juros, mantidas mesmo quando as taxas internacionais estão em queda, fazem do país o paraíso da especulação, que recebe não só investimentos produtivos (diretos), mas também muitas aplicações especulativas em ações e títulos. Aliado à entrada de dólares, o investimento estrangeiro vem ampliando as reservas, mas também implicando em uma grande emissão de títulos federais para “esterilizar” o meio circulante dos reais constantemente emitidos para fazer o câmbio. Os títulos assim emitidos a juros altos são comprados pelos aplicadores para aumentar seu patrimônio, como contrapartida dos dólares que incham nossas reservas. O pior é que os títulos emitidos custam ao Tesouro Nacional pelo menos 11,2% ao ano, enquanto os dólares da reserva só rendem cerca de 3%. A diferença é bancada pela emissão de mais títulos e pela maior necessidade de superávit primário no orçamento público. É uma máquina infernal de produzir dívida pública criando, em contrapartida, patrimônio financeiro privado.
A criação dessa dívida pública em decorrência da entrada de dólares não é inevitável. Ela só ocorre porque a política monetária é também muito restritiva e não permite que os reais assim gerados circulem na economia financiando a produção e aumentando o consumo. Em resumo, se as taxas de juros não fossem tão altas, a atração do ganho fácil não nos traria tantos dólares, e se a política fosse mais expansiva, mesmo assim haveria mais reais circulando e menos dívida pública para sufocar o Estado brasileiro.
Este é o mistério das duas dívidas. A política macroeconômica ortodoxa não tem mérito na nossa nova posição de credor líquido – notícia que merece tanta comemoração quanto cautela com o futuro do mundo. Mas tem grande responsabilidade na elevação da dívida pública federal. Pretender que se gaste menos em investimento e serviços públicos para facilitar ainda mais a constituição de riqueza financeira às custas do endividamento público é mais do que um desserviço à nação. É uma tentativa empulhação criminosa.
* Economista, mestre em Ciência Política, especialista em plano e orçamentos públicos e assessor técnico da Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados.

UFO NO RIO GRANDE DO SUL

IMAGENS QUE CHOCARAM O POVO GAÚCHO NOS ÚLTIMOS DIAS DE CONTATOS COMUFOS E E RELATOS DE CONTATOS DIRETOS COM SERES EXTRATERRESTRES. PESQUISADO PELOS UFOLOGOSLUIZ FELIPE SABOYA CASTELO BRANCO (MS) Alexandre Santos de Oliveira (RS) VEJAM NO YOUTUBE. COPIE E COLEM:
1° VÍDEO http://br.youtube.com/watch?v=tvvqSAncuvQ

2º VÍDEOhttp://br.youtube.com/watch?v=Dw0-O4lK9Rw

3º VÍDEO http://br.youtube.com/watch?v=UgGXwbUi7h0

4º VÍDEO http://br.youtube.com/watch?v=IlrbPWzyjkw

INOVAÇÃO TECNOLOGICA


e-Boletim - Ano 8 - 27 de Fevereiro de 2008
Bem comum
Um carro sem limpador de pára-brisas é algo realmente deste mundo - tudo o que é necessário é um vidro capaz de repelir água e uma aerodinâmica que faça o vento retirar qualquer coisa que insista em ficar sobre ele. E, de quebra, alguns "sensores" capazes de varrer eletrostaticamente a poeira que por acaso ainda sobrar.
Os componentes eletrônicos flexíveis e transparentes estão se tornando realidade rapidamente até mesmo para aplicações com elevado poder de processamento. No caso do pára-brisa autolimpante, eles foram usados em sua forma mais simples, apenas para alimentar alguns sensores e recolher informações. Os filmes finos, ou películas, têm sido largamente pesquisados também na área da eletrônica, entre outras. Aplicá-los sobre uma superfície lisa e rígida, como o vidro de um pára-brisa, não é problema algum. Superfícies hidrofóbicas, repelentes e autolimpantes estão sendo desenvolvidas pela nanotecnologia e ficando cada dia mais funcionais.
Ou seja, esta criação é um exemplo típico e acabado da verdadeira inovação tecnológica. São várias descobertas científicas dispersas e aparentemente sem conexão, cada uma pensada e desenvolvida para resolver um problema diferente. Entra então em cena a figura do inovador - ou inventor, como se costumava chamar há poucos anos atrás - aquele ser meio visionário capaz de enxergar um problema ou uma oportunidade, reunir tudo e apresentar um produto que impressiona.
Espero realmente que a multiplicidade e sobretudo a variedade das novidades que publicamos diariamente possam despertar esse talento certamente existente em muitos de nossos leitores: o talento da compreensão das necessidades e da capacidade de síntese ante os recursos disponíveis, o que poderá nos permitir colher os frutos das criações que a ciência vem nos brindando a cada dia. Afinal, como disse Thomas H. Huxley: "A grande finalidade da vida não é o conhecimento, mas a ação." De que adianta nos tornarmos extremamente sábios, se não formos capazes de agir pelo bem comum?
Boa leitura
Agostinho RosaEditor

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Câmera detecta sangue humano para contar passageiros em um carro
Na Inglaterra já são comuns as faixas exclusivas para carros que levam vários passageiros. Mas as câmeras de fiscalização vinham sendo enganadas com a utilização de bonecos e até cães. A nova tecnologia resolve o problema.

Energia
Empresa lança biodiesel produzido a partir de algas marinhas
A produção do biodiesel utiliza um processo proprietário, patenteado pela empresa, para retirar óleos das algas. Esses óleos podem ser produzidos com as características funcionais desejadas, bastando ajustar o processo.

Espaço
NASA vai construir rede de rádio-telescópios no lado escuro da Lua
O novos telescópios deverão explorar um dos campos menos conhecidos da astronomia, chamado de "Eras da Escuridão", os primeiros tempos do nosso universo. É impossível detectar essas informações aqui da Terra.

Informática
Cientistas congelam memória de notebook e quebram criptografia de disco
Um método simples e eficiente o bastante para deixar de cabelo em pé os fabricantes de computadores, grandes corporações e qualquer usuário que achava que seus dados não poderiam ser violados caso estivessem criptografados.

Materiais Avançados
Borracha sintética cola-se automaticamente depois de rasgada
A nova borracha poderá permitir a construção de uma nova geração de pneus que nunca precisam ser trocados, capazes de se auto-consertar em poucos minutos depois de furados.

Nanotecnologia
Cientistas medem força necessária para mover um único átomo
Entender a força necessária para mover átomos individuais está para a nanotecnologia assim como as medições precisas em nível macrométrico estavam para os engenheiros do início da Revolução Industrial.

Mecânica
Carro-conceito não tem limpador de pára-brisas graças à nanotecnologia
A principal novidade do Fioravanti Hidra, apresentado no Salão de Genebra, pode passar despercebida ao visitante menos atento: ele não possui limpadores de pára-brisas.

Robótica
Motores moleculares de DNA vão impulsionar nanorrobôs
As pirâmides nanoscópicas são feitas inteiramente de DNA. Elas alteram seu formato quando recebem diferentes sinais químicos, podendo funcionar como uma espécie de pistão capaz de impulsionar nanorrobôs.

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INOVAÇÃO TECNOLOGICA

e-Boletim - Ano 8 - 29 de Fevereiro de 2008

Educação como prioridade

Não é a primeira vez que uma pesquisa constata que os brasileiros não se interessam por ciência e tecnologia. E também não será a primeira vez que afirmaremos que a questão deve ser colocada em termos diferentes: cabe à fragilidade do nosso sistema educacional a responsabilidade pela formação insuficiente da maioria dos brasileiros, que, por decorrência, não têm seus horizontes ampliados a ponto de se tornarem cidadãos plenos.
A interpretação está na própria voz dos entrevistados, que afirmam não compreender os textos de conteúdo científico. A população sabe por intuição que precisa se antenar, se plugar e conhecer mais de ciência e de tecnologia, mas, sem os fundamentos necessários para subir os primeiros degraus, acabam internalizando inconscientemente uma sensação de desvalor e incapacidade - e delegam cegamente sua soberania ao primeiro aventureiro que aparece dizendo que sabe o que faz e que vai resolver todos os problemas.
Como resolver isto? Ditar a resposta em poucas frases seria tão irresponsável quanto as promessas eleitoreiras, ou tão ingênuo quanto acreditar que a questão possa ser resolvida em menos do que uma geração. Podemos ajudar fomentando o debate, discutindo o assunto em nossos círculos pessoais e profissionais, falando de educação em nossos blogs, escrevendo para jornais, pedindo reportagens para os canais de televisão. E transformando a nossa geração naquela que colocou a educação como prioridade absoluta da sociedade brasileira.
Bom fim de semana
Agostinho RosaEditor

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Eletrônica
Micro-implante libera medicamentos no organismo durante um ano
Como mede apenas alguns milímetros, o dispositivo pode ser implantado em inúmeros locais do corpo, como na cavidade vítrea do olho, onde ele poderá liberar os medicamentos para controle de doenças como o glaucoma.

Meio ambiente
Brasil desenvolve tecnologia de microssensores para análise da água
Existem hoje poucos fornecedores comerciais de microssensores para biofilmes e caracterização química, com um custo médio de US$ 600,00. Estima-se que a comercialização no Brasil possa ser feita até pela metade desse preço.
Nanofiltro produz etileno sem emitir poluentes
O etileno é uma das matérias-primas de uso mais amplo na indústria e na economia em geral. Mas a um custo: seu processo industrial não é exatamente algo que se possa chamar de ambientalmente correto. O novo filtro pode ser a solução.

Informática
Reconhecimento facial detecta humor da pessoa em tempo real
O programa terá inúmeras aplicações, entre as quais a construção de interfaces homem-máquina e avatares para ambientes virtuais com uma capacidade sem precedentes de expressar com fidelidade o humor da pessoa que eles representam.

Políticas
Brasileiros têm pouco interesse em ciência e tecnologia
Brasil tem pior índice de interesse por ciência entre países iberoamericanos, segundo estudo apresentado no congresso Cidadania e Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia, realizado na Espanha.

Fundações de pesquisa tornaram-se "poder paralelo" nas universidades, avalia professor
Criadas com o objetivo de driblar a burocracia imposta aos órgãos públicos a fim de dar mais agilidade ao repasse de recursos para projetos de pesquisa e inovação científica, as fundações privadas de apoio acabaram ganhando vida própria e se tornando um instrumento de poder dentro das universidades brasileiras.

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Far Above Space and Time - Early Episodes

IMAGENS DE UFOS: http://br.youtube.com/watch?v=kG-Tl6sObxc&eurl=http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2008/01/novidades_ufolo.html

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

Brasil tem o décimo PIB do mundo, diz Banco Mundial

18 DE DEZEMBRO DE 2007 - 13h45

O Brasil é a décima maior economia do mundo, atrás da Itália e à frente da Espanha, conforme o Programa de Comparação Internacional (PCI) divulgado pelo Banco Mundial (Bird). O relatório destaca que "o Brasil representa metade da economia sul-americana e cerca de dois terços dos investimentos públicos na região". Com dados de 146 países, o estudo foi apresentado nesta segunda-feira (17) como "o mais extensivo e minucioso esforço para estimar as economias por PPP (paridade do poder de compra).
Fonte: Programa de Comparação Internacional do Bird
O Bird aderiu ao sistema da PPP, no lugar da comparação pelo câmbio. "Ao levar em conta as diferenças entre os países, a PPP permite comparar os tamanhos dos mercados, levando em conta as variações de preço", explica o relatório.
Pela PPP, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2005 foi de US$ 1,585 trilhão. Pelo câmbio corrente, essa soma se reduz para US$ 882 bilhões.
China é a segunda economia do mundo
A China, que pelo método cambial é a quarta maior economia do mundo, pelo sistema de PPP passa para o segundo lugar, atrás dos Estados Unidos, mas à frente do Japão e da Alemanha. E isso apesar do Banco ter usado novos métodos "estatisticamente mais confiáveis", que reduzem em 40%as cifras chinesas.
O relatório indica que os EUA respondem por 22,5% dos US$ 55 trilhões produzidos no mundo inteiro em 2005 (pelo câmbio, 28%); a China a 10% (5%), o Japão a 7% (10%), A Alemanha a 5% (6%) e a Índia a 4% (2%). Reino Unido, França, Rússia, Brasil e Itália vêm a seguir, cada um com cerca de 3% da economia mundial.
O relatório destaca que 40% do PIB mundial vem dos países em desenvolvimento, uma percentagem que tem crescido. Mais da metade dessa fatia (20%) vem de cinco países – China, Índia, Rússia, Brasil e México.
Apesar da adesão da instituição fundada em Bretton Woods ao sistema de PPP, o presidente do Bird, Robert Zoellick, não pareceu inteiramente convencido de sua superioridade ao apresentar o relatório. "A dimensão das economias a nível internacional mede-se através de taxas de câmbio, mas há estatísticas complementares", justificou Zoellick, que antes ocupava um cargo no primeiro escalão do governo George W. Bush.
Com informações do Banco Mundial
Clique aqui para baixar o PDF do relatório preliminar e as tabelas do Bird (em inglês).

Oligarquia aposta na desestabilização institucional na Bolívia


Escrito por Max Altman
17-Dez-2007

O presidente Lula estava coberto de razão quando exclamou em Buenos Aires, em uma das cerimônias da posse de Cristina Kirchner, que Evo Morales “foi a coisa mais extraordinária que aconteceu recentemente na América do Sul”. Poderíamos acrescentar que para a Bolívia foi a coisa mais extraordinária que aconteceu em seus cinco séculos de existência.

Uma história de espoliação

A Bolívia tinha muita prata nas minas das montanhas de Potosi. Na época colonial, a prata de Potosi foi, durante mais de dois séculos, a principal alavanca do desenvolvimento capitalista da Europa. "Vale um Potosi", dizia-se, para elogiar o que não tinha preço. Em meados do século dezesseis, a cidade mais povoada, mais cara e que mais esbanjava no mundo brotou e cresceu ao pé da montanha que manava prata. Essa montanha, o chamado Cerro Rico, devorava índios. As comunidades se esvaziavam de homens, que de todas as partes marchavam prisioneiros, rumo à boca que conduzia aos buracos escavados. Do lado de fora, temperaturas de gelo. Do lado de dentro, o inferno. De cada dez que entravam, somente três saíam vivos. Mas os condenados à mina, que pouco duravam, geravam a fortuna dos banqueiros flamengos, genoveses e alemães, credores da coroa espanhola, e eram esses índios que faziam possível a acumulação de capitais que converteu a Europa no que a Europa é. O que ficou na Bolívia, de tudo isso? Uma montanha oca, cheia de buracos, uma incontável quantidade de índios assassinados por extenuação e uns quantos palácios habitados por fantasmas.
No século dezenove, quando a Bolívia foi derrotada na chamada Guerra do Pacífico, não só perdeu sua saída ao mar e ficou encurralada no coração da América do Sul. Também perdeu seu salitre. A história oficial, que é história militar, conta que o Chile ganhou essa guerra; mas a história real comprova que o vencedor foi o empresário britânico John Thomas North, Sem disparar um tiro nem gastar um centavo, North conquistou territórios que haviam sido da Bolívia e do Peru e se converteu em um dos homens mais ricos do mundo, no “rey del salitre”, que era então o fertilizante imprescindível para alimentar as cansadas terras da Europa. Saiu todo o salitre da província de Antofogasta, então pertencente à Bolívia, ficaram os buracos, e os salitreiros na miséria.

No século vinte, a Bolívia foi o principal abastecedor de estanho no mercado internacional.
Na profundidade dos buracos escavados nas montanhas de Huanuni, Oruro, o implacável pó de salitre matava por asfixia. Os pulmões dos trabalhadores apodreciam para que o mundo pudesse consumir estanho barato. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Bolívia contribuiu à causa aliada vendendo seu mineral a um preço dez vezes mais baixo que o preço de sempre. Os salários dos trabalhadores se reduziram a nada, houve greve, as metralhadoras dispararam fogo. Simón Patiño, dono do negócio e amo do país, não teve que pagar indenizações, porque a matança por metralha não é acidente de trabalho. Don Simón pagava cinqüenta dólares anuais de imposto de renda, mas pagava muito mais ao presidente da nação e a todo o seu gabinete. Vivia entre Paris e Londres onde se refinava o estanho. Suas netas e netos ingressaram na nobreza européia. Casaram-se com condes, marqueses e parentes de reis. Quando a revolução de 1952 destronou Patiño e nacionalizou o estanho, era pouco o mineral que restava. Ficaram os buracos, e os mineiros imersos na secular miséria (1).

A Bolívia está cheia de gás e petróleo. Seu povo, cansado de séculos de exploração, miséria e racismo, contudo, escaldado dos buracos deixados pela predatória exploração de suas riquezas naturais, resolveu eleger o índio aimara, Evo Morales. E o fez com a expressiva votação de 53,74%, porque Evo prometeu e cumpriu anterior plebiscito, nacionalizando o gás e o petróleo. Hoje, passado ano e meio, só com esta medida a receita fiscal passou de 300 milhões para 2 bilhões de dólares anuais. E mais, porque Evo prometeu que uma nova constituição iria refundar a Bolívia, pacífica e democraticamente, garantindo os direitos das populações indígenas, majoritárias no país, dos mineiros, dos trabalhadores e do povo em geral, modernizando o Estado. Aprovada em referendo a Constituinte, convocaram-se eleições gerais para a Assembléia Constituinte e novamente os apoiadores de Evo Morales, o partido Movimento ao Socialismo (MAS) e partidos menores aliados, alcançaram a maioria, 164 de 255 deputados constituintes. Estabeleceu-se um prazo para que os trabalhos constituintes se completassem e a nova Constituição fosse levada a referendo popular.

Mas as oligarquias brancas da Bolívia não toleram que um índio os governe e governe a nação. Não engoliram a nacionalização do gás e do petróleo, porque isso implicou em barrar os muitos negócios escusos que se faziam com as grandes corporações. Não admitem uma carta magna em que nações indígenas sejam reconhecidas e tenham sua própria autonomia. As oligarquias não querem perder os seus seculares privilégios e vão até as últimas conseqüências, a força bruta inclusive, para mantê-los.

Os boicotes à Constituinte

As classes exploradoras costumam alardear a defesa da liberdade e da democracia, porém, quando os seus interesses são atingidos, mandam às favas a democracia, sem a menor cerimônia. Dizem que democracia não é só o voto, que um de seus pilares é o respeito às minorias. Todavia, a minoria deve também respeitar a maioria e é esta quem governa.

A oposição, baseada nos governadores eleitos – antes eram nomeados pelo poder central - para 5 das 9 províncias do país, e no partido de direita Podemos, largamente derrotado nas últimas eleições presidenciais, começou por boicotar os trabalhos da Constituinte alegando inúmeros pretextos: a questão da maioria qualificada para aprovar artigo por artigo da Constituição – pelo regulamento aprovado, são necessários dois terços dos constituintes para aprová-los e o MAS mais os partidos aliados não atingiam essa cifra; a disputa pela capital do país entre Sucre e La Paz, uma divergência histórica. Passou-se mais de ano e os trabalhos constituintes não saíam do impasse.

Aproximando-se do prazo fatal de sua promulgação, os constituintes foram convocados a se reunir em Sucre na Assembléia local para dar continuidade aos trabalhos. Uma violenta manifestação organizada pelos comitês cívicos, compostos, liderados e apoiados pela oligarquia, ameaçou fisicamente os constituintes e, nos embates de rua, resultaram três mortos, fato ainda a ser esclarecido. Diante da grave ameaça à incolumidade física dos constituintes, a Assembléia se transferiu a um quartel onde o texto geral foi aprovado por 138 dos 255 constituintes. A oposição radical, liderada pelo ex-presidente Quiroga, líder do partido Podemos, boicotou a sessão. Foi designada nova sessão para 8 de dezembro – o prazo fatal das conclusões dos trabalhos era 14 de dezembro –a fim de se discutir artigo por artigo na Universidade de Oruro. A oposição mais radical de novo a boicotou, embora alguns poucos de seus membros resolvessem comparecer: 164 foram os presentes nessa nova sessão. Eram 64,3% da composição total e faltavam 2,3%.

Diante da postura antidemocrática, chantagista e provocadora da oposição, os constituintes presentes resolveram que aos artigos passassem a ser aprovados por dois terços dos presentes. Legítima e democrática reação. A voz do povo clamada reiteradamente em praça pública e nas urnas tinha de ser ouvida. A campanha vitoriosa à presidência de Evo pregou exaustivamente a convocação de uma Constituinte. Em referendo específico o povo a confirmou. Foram convocadas eleições constituintes para que os deputados eleitos escrevessem uma nova constituição. Era uma ordem do povo de quem emana, numa democracia, todo o poder. E foi aprovada a Constituição que será levada a referendo confirmatório, com uma única questão, a das terras, a ser dirimida no mesmo pleito.

O fundamentalismo reacionário da direita

Nesse momento, desencadeou-se o fundamentalismo reacionário e o radicalismo da direita e da oligarquia boliviana: a chantagem da secessão dos estados de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Cochabamba, cujos governantes se opõem raivosamente a Evo, tendo um deles, Rubem Costas, governador de Santa Cruz, dito que “aquela constituição, aprovada sob a mira de fuzis, não passa de um papel higiênico usado, e bem usado”; a greve de fome iniciada por alguns dos oposicionistas tentando sensibilizar a população; grupos juvenis fascistas armados de Santa Cruz de la Sierra que agridem comerciantes e populares que não compactuam de suas idéias e ordens; listas de nomes são coladas às paredes e postes denunciando a “traição” dos parlamentares que compareceram às discussões na constituinte.

Os opositores são cada vez em número menor, mas cada vez mais violentos. Contam em sua ação com o apoio político e logístico da embaixada norte-americana em La Paz. Não são as regiões que querem autonomia e sim alguns dirigentes dessas regiões. O povo quer a unidade nacional, também já expressa em voto.

Desesperada, a oligarquia aposta na desestabilização, no caos institucional e na derrubada do governo. Seus representantes foram bater às portas do quartel. Receberam uma resposta pública, tendo o Comandante Geral das Forças Armadas, general Wilfredo Vargas, ratificado seu respaldo ao presidente legítimo da nação boliviana: “As Forças Armadas não cederão diante das insinuações golpistas daqueles que promovem a violência, a partir de seus feudos”. Do exterior, pela voz dos presidentes, transcrita na Declaração de Buenos Aires, a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Honduras, Paraguai, Uruguai e Venezuela também saíram em defesa de Evo, expressando solidariedade com o povo e o governo, manifestando confiança na capacidade das forças políticas bolivianas para manter um clima de diálogo e entendimento, rejeitando tentativas de enfraquecer a estabilidade das instituições e do governo eleito democraticamente.

Evo vem insistindo publicamente no diálogo, tendo proposto inclusive uma trégua natalina. Porém, se a oposição desprezar o diálogo e, apoiada na mídia ativamente a seu favor, insistir no plano golpista da sedição, do desabastecimento, do separatismo, do caos e da derrubada do governo, o governo Evo Morales, com base em sua legitimidade e apoiado pelos mineiros, camponeses, trabalhadores urbanos, pelos sindicatos e forças populares organizadas, tem o dever e o direito constitucional, valendo-se, se preciso, do uso da força, de impedir a sedição, o separatismo e o golpe de Estado, garantindo a unidade nacional, a democracia, as liberdades e a ordem pública.


(1) Eduardo Galeano in O país que quer existir (artigo de 1993)

Max Altman é advogado e militante petista.

Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Emir Sader, na Bolívia: "As oligarquias contra a democracia"

É uma lei de ferro da história: as oligarquias dominantes lutam sempre desesperadamente para não perder o poder que controlam, a ferro e fogo, há séculos. Quando o povo e as forças populares ameaçam esse poder, elas apelam para a violência. Primeiro apelavam diretamente à intervenção militar dos EUA, depois, às FFAA, formadas e coordenadas com os EUA. Agora seguem suas estratégias de violência e obstáculo aos processos de democratização no continente, onde quer que ele se dê, sob a forma que seja.
Por Emir Sader, da Carta Maior

Essas ações violentas são parte da história do nosso continente. As mais recentes foram os golpes militares, que derrubaram governos eleitos legitimamente pelo povo, para substituí-los por ditaduras militares, demonstrando a tese enunciada acima: no Brasil, na Argentina, no Chile, no Uruguai, na Bolívia, a violência introduziu regimes de terror em todo o cone sul.
São partidos políticos, personagens da política tradicional, grandes empresas privadas, corporações empresariais, que apoiaram e tiveram gigantescos benefícios durante as ditaduras militares, que hoje encarnam a direita latino-americana, disfarçados de democratas, opondo-se aos novos avanços populares. São os mesmos que apoiaram as ditaduras, as intervenções norte-americanas, a violência contra o povo, que agora resistem à vontade democrática da maioria.
Eles estão perdendo em praticamente todas as eleições, quando o monopólio oligárquico da mídia não consegue convencer o povo de que seus interesses representam o país. Perdem na Argentina, no Brasil, no Equador, na Bolívia, na Venezuela. E aí apelam de novo para a violência e as tentativas de ruptura da democracia, quando esta não lhes serve mais, porque o povo passa a reconstruir democracias com alma social.
Órgãos de imprensa que promoveram os golpes militares, apoiaram as ditaduras e se beneficiaram com elas – na Argentina, no Brasil, na Bolívia -, que apoiaram tentativas de golpe – na Venezuela –, que pregaram os processos de privatização que dilapidaram os Estados latino-americanos – agora vestem roupas “democráticas” e pretendem brecar os processos de transformação em curso. Querem contrapor a violência e as ameaças aos movimentos populares que colocam em prática processos de nacionalização, de integração regional, de políticas sociais favoráveis às grandes maiorias da nossa população, sempre desconhecidas pelas oligarquias tradicionais, os direitos dos povos indígenas e negros, das mulheres, dos jovens, crianças e idosos, do meio ambiente, de democratização dos meios de comunicação.
A Bolívia, situada no coração do continente, concentra hoje as principais ações da direita oligárquica contra os processos de democratização que se desenvolvem na América Latina. As oligarquias brancas, que privatizaram os patrimônios fundamentais do Estado e do povo boliviano, que apoiaram regimes ditatoriais e participaram deles, que tentaram impedir, por séculos, que as grandes maiorias indígenas acedessem ao poder, que desenvolvem campanhas racistas sistemáticas de discriminação, tentam agora impedir que a vontade majoritária do povo boliviano realize, pela primeira vez na história desse país, as políticas de um governo dirigido por um líder indígena.
Apesar da campanha eleitoral racista – em que 92% das notícias foram contrárias a Evo Morales e com caráter racista, conforme atestou a comissão internacional de acompanhamento da cobertura de imprensa -, o povo boliviano – de que 64% se reconhece como indígena – elegeu, em dezembro de 2005, a Evo Morales, no primeiro turno, com a maior votação que um presidente boliviano já obteve.
A reação das oligarquias locais não se fez esperar, assim que o governo passou a cumprir sua plataforma de campanha, nacionalizando os recursos naturais, convocando a Assembléia Constituinte, desenvolvendo políticas de distribuição de renda, começando o processo de reforma agrária, avançando na integração latino-americana, reconhecendo os direitos dos povos indígenas. Embora derrotada na grande maioria dos estados, a direita boliviana, apoiada na estrutura de seus partidos tradicionais, conseguiu eleger 6 governadores, mesmo onde Evo Morales havia triunfado e, baseado neles, tenta promover a divisão do país. Ou ameaça com ela, para tentar manter o poder regional sobre a terra, os recursos naturais, os impostos sobre as exportações e o poder para continuar submetendo aos povos indígenas.
Com minoria na Assembléia Constituinte, a direita tenta desestabilizar o pais, mediante mobilizações violentas, com metralhadoras, pistolas, bombas molotov, querendo bloquear o direito soberano e majoritário do povo boliviano de decidir o caráter multi-étnico, multi-nacional, da nova Constituição. Usam os mesmos métodos violentos de sempre, se valem da atuação da embaixada dos EUA e de governos europeus, que alentam a oposição, preocupados em defender as empresas transnacionais que sempre exploraram a Bolívia, em conluio com essas forças que agora se rebelam contra a vontade popular.
Perder o poder sobre a terra, sobre os recursos naturais, que passam às mãos do povo boliviano, democrático representado pelo governo de Evo Morales, além do reconhecimento dos direitos de autonomia dos povos indígenas – torna-se insuportável para uma oligarquia que acostumou-se à apropriação privada do país para realizar seus interesses particulares.
O povo boliviano se pronunciará sobre o projeto de nova Constituição, aprovado pela maioria dos delegados e dotará ao país, pela primeira vez na sua história, de uma estrutura política e jurídica democrática e pluralista. Conta com o apoio popular na Bolívia e com a solidariedade dos povos e governos democráticos da América Latina.

Violência na Bolívia resulta de anseios sedicionistas da oposição

Escrito por Antonio Peredo Leigue
27-Nov-2007

A Assembléia Constituinte consegue reunir-se em um colégio militar, a poucos quilômetros da capital da república. Consegue aprovar a nova Constituição Política. Mas o lugar está tomado por turbas que forçam as defesas policiais. Os constituintes que participaram das sessões são obrigados a retirar-se sob proteção policial até Potosí.

Enquanto isso, a violência irrompe. Um morto, dois mortos em Sucre. O governo retira as forças policiais, procurando acalmar a situação; no entanto, a população violenta ataca diversos quartéis policiais, onde queimam veículos e escritórios. Em um dos veículos de dirigentes da oposição, detido no caminho até Sucre, encontram uma submetralhadora Uzi.

Em Santa Cruz, seus partidários utilizam bananas de dinamite em diversos locais; de noite, invadem os escritórios de uma repartição pública, quebrando vidros e destruindo móveis. O comitê cívico presidido por Branco Marinkovic declara guerra, culpando o governo pela violência por eles desatada e convoca uma assembléia para informar, a seus partidários, que não haverá paz enquanto o governo atual continue no poder.

O presidente Evo Morales, em La Paz, pede a calma de todos. Anuncia que uma investigação será feita e que se castigará os culpados. Destaca a aprovação da nova Constituição Política do Estado e assinala que a palavra final sobre ela é do povo e deverá ser expressada por meio de um referendo.

Tais são os ocorridos deste trágico final de semana de novembro de 2007. No entanto, os meios de comunicação em massa trazem outra visão:a mesma que o Comitê Cívico pro Santa Cruz, encabeçado por Marinkovic.

As mesmas faces

Em 1953, antes que se cumprisse um ano da Revolução Nacional – dirigida por um MNR que buscava mudanças na Bolívia -, os grupos reacionários começaram a provocar a violência, culpando o governo por suas sangrentas ações. Esse tipo de atitude continuou em anos seguintes, cessando somente quando o MNR desviou-se do processo de transformação.

No ano de 1959, a Revolução Cubana foi ameaçada pela mesma forma de reações, e a violência tomou conta da pérola do Caribe. Da Casa Branca, todos os presidentes norte-americanos propiciaram, financiaram, dirigiram e, muitas vezes, operaram diretamente os mais graves delitos.

Quando no Chile, em 1970, Salvador Allende assumiu a presidência, as damas da alta sociedade orquestraram manifestações que permitiram que jovens adestrados se lançassem contra a população que desejava mudanças, atacando-os com cadeiras e outros objetos. Assim foram criadas as condições para o nefasto golpe de Pinochet.

O triunfo da revolução sandinista, na Nicarágua, em 1979, foi outra experiência que sofreu com a violência financiada pela mesma fonte administrada pelo embaixador Negroponte. As “operações cobertas”, nas quais se matavam camponeses, estudantes e outros que trabalhavam por mudanças, foram constantes até que desgastaram o governo revolucionário.

Atualmente, na Venezuela, os que se opõe às mudanças mostram a mesma cara criminosa. O presidente Hugo Chávez enfrenta, quase diariamente, a sedição de uma direita pré-histórica que não se detém diante qualquer consideração. Inclusive, foi vítima de um golpe de Estado, frustrado pela rápida mobilização popular. Ainda depois de tanta grosseria e transgressão, Chávez conseguiu demonstrar, por meio de uma consulta popular, que uma maioria crescente o apoiava.

Manobras recicladas

Em todos os casos, a violência não é uma ação realizada por grupos de poder. Tem sua origem, sempre, a partir de um setor social, trabalhista, regional, étnico ou religioso que tenha alguma demanda insatisfeita. Os grupos sediciosos incentivam a reclamação, incitam dar-lhe um caráter de urgência, patrocinam e financiam a mobilização e provocam o governo, para que haja uma repressão aos grupos mobilizados. Sabem que, em todo governo popular, há uma resistência em usar a repressão. Geralmente, os comandos violentos agridem destacamentos policiais. Procuram sempre que haja um, dois ou mais mortos. E, então, criam o coro que, invariavelmente, compara os governos com as mais cruéis ditaduras.

A migração também é uma manobra provocada por planos sediciosos. Em toda a América Latina há um êxodo constante de força de trabalho, devido às condições de empobrecimento causada por grupos de poder quando manejam o governo. É relativamente fácil acelerar tal corrente migratória, vinculando-a a profissionais e empresários aos quais se facilitam opções fora do país.

A escassez de artigos de consumo e a retenção de outros servem aos mesmos propósitos. O governo é culpado por essas restrições; se há um racionamento, ainda melhor.

A inflação merece um estudo separado. Basta o exemplo da Bolívia. Entre 1985 e 2005 – vale dizer, em 20 anos -, aplicou-se no país o modelo neoliberal, cujo maior êxito segundo seus próprios mentores, foi deter a inflação. Em agosto de 1985 estabeleceram um valor de 1,90 bolivianos por dólar e, 20 anos depois, o câmbio estava em 8,20. Isso indica que houve uma desvalorização acumulada de 430%; em outros termos, a taxa anual de desvalorização do boliviano foi de 21,5%. Mas, como dizem os defensores do modelo, foi um período de estabilidade. Gritam agora, quando, este ano, os índices indicam uma valorização da moeda nacional.

Mas a inflação não se mede com a desvalorização do dólar, sustentam os ases do neoliberalismo. Vejamos, então, o preço do pão. Em agosto de 1985, fixou-se o preço da unidade de pão de 60 gramas em 6 centavos de boliviano. Vinte anos depois, o preço é de 40 centavos, o que significa um aumento de 650% ou uma inflação anual de 32,5%. Do que reclamam, quando a inflação, este ano, não chegará a 10%?

Não é necessário dizer que a mesma pratica foi utilizada em Cuba, no Chile e na Nicarágua. E quem passou dos sessenta anos pode lembrar dessa mesma manobra na Bolívia entre 1952 e 1956, não?

Esperando pela deterioração

A direita, agrupada nos comitês cívicos, e as prefeituras opositoras estão convencidas de que chegou o momento de partir para o ataque. Não escondem as suas intenções. Um prefeito chamou seus antigos camaradas militares para “salvar a democracia”, repetindo a proclamação que justificou o golpe de Pinochet no Chile. O Comitê Cívico pro Santa Cruz convocou e reiterou a desobediência civil, apoiados por seu homólogo de Sucre.

O governo do presidente Evo Morales atua com calma. Assim deve fazê-lo. Porém, calma não é sinônimo de inatividade nem de despreparo. Se o inimigo se equivoca e crê que a situação é assim, sofrerá as conseqüências. Quem não deve se equivocar são os homens e mulheres que lutam por mudanças e apostam seu bem-estar, sua estabilidade e, inclusive, sua vida no sucesso das transformações e da revolução.

Os delinqüentes que cometeram tantos desmandos nestes dias – e também em outros episódios anteriores – devem ser detidos, julgados e castigados. Não se pode alcançar a pacificação perdoando a violência. Se é necessário lembrar que essa atitude incita a criação de novos delitos, recordemos o ocorrido em San Julián no ano passado. Não deve haver uma próxima vez. A mensagem deve ser contundente. Se esperarmos que a situação se deteriore, teremos perdido o controle. O povo tem esperança no processo encabeçado pelo presidente Evo Morales. Os povos da América Latina têm esperança. Cultivam-na e admiram o processo vivido pela Bolívia. O respaldo do povo e o apoio de todos são a força com a qual nosso governo deve enfrentar a direita e vence-la.

Publicado originalmente pela ALAI, com o título “Bolivia: Los mil rostros de la sedición”.

Tradução de Mateus Alves.
Antonio Peredo Leigue é senador boliviano.

1 BrigadasEscrito por
Carlos Rodrigues

, em 28-11-2007 14:10 Se necessário o Presidente Morales,deveria convocar brigadistas de todas as partes do mundo para lutar ao seu lado e defender as justa mudanças, que hora caminham pela Lindos altiplanos Bolivianos.Os socialistas, comunistas e outros idealistas estão contigo meu comandante.Não Passarão

TV Globo enquadra o governo Lula


Escrito por Altamiro Borges
16-Jul-2007


As poderosas emissoras de TV do Brasil, que manipulam as informações e deformam o comportamento, acabam de obter mais uma vitória diante do governo Lula. Após um intenso bombardeio, que contou com vários artistas globais – tendo a frente o “anarquista-tucano” Jô Soares –, com milionários anúncios e com uma cobertura parcial e agressiva da própria mídia hegemônica, o Ministério da Justiça anunciou na semana passada alterações na portaria que normatiza a classificação indicativa para os programas de TV. O projeto inicial, editado pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, previa mecanismos de classificação da programação das emissoras – e não de censura, como elas alardearam de maneira terrorista e maldosa.

No final da contenda, o governo Lula é que acabou novamente sendo enquadrado pelos “donos da mídia”. Na portaria anterior (264), a exemplo do que ocorre na maioria dos países, caberia ao ministério a análise prévia para a classificação indicativa de um determinado programa. Já na nova (1.220), esse papel caberá exclusivamente às redes privadas, que deverão realizar uma pretensa “autoclassificação” e terão o prazo de 60 dias – no qual o programa já poderá ser exibido com todas as suas deformações – para que a Justiça “monitore” o seu conteúdo. Na prática, as TVs privadas, que usam gratuitamente uma concessão pública, é que definirão arbitrariamente a programação – com todos os seus valores mercantis apodrecidos.

Recuo não sacia o apetite

Apesar desta “estrondosa vitória”, conforme noticiado pela imprensa, as emissoras de televisão ainda não estão satisfeitas com este inexplicável recuo do governo Lula e querem mais. O jornal O Globo publicou quatro artigos, em duas páginas, para criticar a nova portaria: “Classificação: governo continua com poder de veto”, “Nova classificação não convence os artistas”, “Pela Constituição não pode haver censura” e “Portaria exclui noticiário jornalístico”. Numa manipulação grosseira, a famiglia Marinho insiste na tese de que a última palavra na classificação ainda caberá ao governo, o que é uma escancarada mentira. A TV Globo, na sua arrogância imperial, não aceita nem sequer a fiscalização do Poder Judiciário.

Pela portaria, as emissoras ficarão livres de qualquer sanção, caso não respeitem uma eventual revisão da classificação, e qualquer reavaliação só poderá ser feita pelo Ministério Público e pela Justiça. O governo, responsável pela concessão pública, foi totalmente alijado. Nem sequer a portaria anterior, mais afinada com o Estado de Direito, impunha alguma forma de censura. De maneira explícita, ela determinava que a classificação seria apenas indicativa, e não impositiva, e que as TVs que a desrespeitassem só poderiam ser punidas pela Justiça. Mesmo assim, as poderosas emissoras, com o apoio mesquinho e individualista de alguns artistas, carimbaram no governo a pecha de autoritário, responsável pelo “retorno da censura”.

O jogo pesado das emissoras

A batalha da classificação indicativa foi dura e o povo nem teve chance de conhecer a sua real dimensão, já que ficou exposto à execrável manipulação da mídia. Até Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, reconheceu “o jogo pesado adotado pelas empresas de TV, capitaneadas pela Globo. Anúncios de página inteira nos principais jornais reproduzindo o manifestado assinado por astros e estrelas das telinhas contra a classificação que existe em todos os países mostra que as concessionárias de radiodifusão estão somente interessadas em servir aos seus próprios interesses, e não ao interesse público. Esta orquestração serviu para escancarar a imperiosa necessidade do debate sobre a concentração da mídia no país. Se adotássemos aqui as normas vigentes nos EUA, a cruzada contra a classificação teria sido menos autoritária”.

Já o professor Laurindo Lalo Leal Filho, um incansável lutador pela democratização da mídia, avalia que a pressão das empresas para barrar a classificação indicativa na TV aberta é uma demonstração do poder da mídia no país. “As emissoras de televisão no Brasil, concessionárias de um serviço público (é sempre bom lembrar), não admitem qualquer tipo de regras ao seu funcionamento. Trabalham no vácuo legal e pretendem continuar assim”. Para ele, a nova portaria permitirá que, mesmo a programação classificada como imprópria para crianças e adolescentes, possa ir ao ar no horário livre – antes das 20 horas. “É inadmissível que algo tão delicado, como é a exposição de crianças e jovens a cenas incompatíveis com os respectivos desenvolvimentos físico e mental, fique a critério exclusivo dos empresários da mídia”.

Abert emplaca 18 exigências

O próprio secretário nacional de Justiça, Antônio Carlos Biscaia, confessou que foram atendidas 18 das 24 reivindicações da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que congrega a máfia da mídia. Entre outras imposições, a Abert rechaçou a expressão “terminantemente vedada”, que constava da portaria anterior ao se referir à programação por faixa etária e horário. Segundo a colunista Mônica Bergamo, “pressionado pelas TVs, o governo Lula decidiu ‘limpar’ partes do texto da lei da classificação indicativa... Assessores do ministro Tarso Genro se esforçaram para que ele mantivesse no texto ao menos a indicação de horários para os programas apropriados às crianças”, o que não vingou.

O jogo de pressão da mídia foi violento. A mesma Mônica Bergamo, sempre bem informada, revelou que “diretores da TV Globo se empenharam pessoalmente na coleta de assinaturas de artistas para o manifesto publicado nos jornais contra o que definiram como ‘classificação impositiva’... O artista plástico Siron Franco foi procurado pela equipe de Luis Erlanger (porta-voz da Globo). Erlanger diz que participou do ‘mutirão’ de coleta, que envolveu cineastas e atores de teatro. A atriz Fernanda Torres diz que não foi procurada, mas que provavelmente ‘não assinaria’ o manifesto. Diz não ser a favor do ‘vale-tudo’ na TV, mas afirma que leu pareceres que diziam que a proposta abria brechas para o governo ‘punir as TVs’”.

Manipulação vergonhosa

Neste processo vergonhoso de manipulação, que cooptou vários artistas, as emissoras ouviram somente o lado contrário à portaria 264, que determinava a análise prévia do conteúdo dos programas. Elas inclusive apresentaram a medida como autoritária, elaborada de forma arbitrária pelo governo. Não informaram aos telespectadores que o Ministério da Justiça promoveu audiências públicas nas principais capitais, que uma consulta pública recebeu mais de 11 mil sugestões, que ocorreu um seminário internacional em Brasília, que um livro foi publicado e que a Agência Nacional dos Direitos da Infância foi contratada para realizar um estudo comparativo sobre a legislação de vários países, incluindo os EUA e a Europa.

“A cobertura da grande imprensa escondeu o fato de que a portaria do Ministério da Justiça foi precedida por muitos estudos e amplo debate. Infelizmente, quem se recusou a participar do debate foi a Abert. Sem contar com um noticiário isento, a população foi levada a acreditar que o Brasil estava próximo de adotar uma política totalitária, desconhecendo que quase toda a União Européia já usa critérios de classificação etária. A cobertura da imprensa também não informou que a classificação não incide sobre a TV paga, os tele-jornais e documentários, sobre a propaganda e os programas ao vivo e esportivos. E, tampouco, ela mencionou que há anos convivemos com a classificação etária nas salas de cinema, sem que nenhum produtor, diretor ou ator tenha reclamado”, denuncia Gustavo Gindre, integrante do Coletivo Intervozes.

Num atentado à democracia e ao próprio jornalismo, as TVs só entrevistaram artistas e diretores famosos, a maior parte da Rede Globo, que compararam a classificação à censura. “Segundo essa posição, o Estado não tem o direito de cobrar que um concessionário de serviço público tenha preocupação com a formação de nossa infância e adolescência. Por essa versão, alterar a exibição de um programa de televisão, baseado na quantidade das cenas de sexo e violência, seria censura”, contesta Gindre. Ele também critica alguns “artistas famosos”, que assinaram o manifesto contra a censura, mas nunca lutaram contra “a censura que já existe nos meios de comunicação privados (tanto no jornalismo quanto na dramaturgia). Onde estavam quando a TV Globo escondeu das telas os comícios das Diretas Já ou quando, mais recentemente, a Vênus Prateada determinou que o casal de lésbicas da nova ‘Torre de Babel’ morresse numa explosão?”.


Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).

Segunda-feira, Outubro 29, 2007

SITE BIBLIOTECA PÚBLICA

Acessem o máximo que puderem, divulguem para quantos endereços possuirem,
recomendem o acesso irrestrito. Já que liberamos aos nossos políticos o
uso e abuso da nossa paciência e, principalmente, do nosso bolso, pois
nada fazemos para os impedir e ainda os reelegemos, pelo menos, não permitamos
que a cultura gratuita nos seja negada.
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está
prestes a ser desativada por falta de acessos.
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci;
Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
Ler obras de Machado de Assis;
ou a Divina Comédia;
ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
e muito mais
Esse lugar existe!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Estamos em vias de perder tudo isso, pois
vão desativar
o projeto por desuso, já que o
número
de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando
e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica
ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas, por favor.

Política Esperar e confiar

A frase pertence a Luís Napoleão, sobrinho do mitológico Napoleão Bonaparte, e ele próprio governante da França em meados do século 19
Luís Napoleão - também chamado Napoleão III - escreveu a sentença no livro Fragments Historiques por volta de 1839. Doze anos ainda o separavam da conquista do poder e do início da implantação do II Império. Exilado na Inglaterra, após o fracasso do golpe de Strasbourg e antes de igual derrota na tentativa de tomar Boulogne, Napoleão III refletia sobre sua pretensão de recuperar o trono que havia pertencido ao tio.
Mandela e Fidel: líderes obstinados, eles souberam esperar e confiar
Naquele momento, o poder não poderia estar mais distante e a pretensão pareceria despropositada a qualquer um. No entanto, Luís Napoleão, um voluntarista obcecado pela idéia de que o tempo de sua família ainda não havia passado, não abandonava a esperança, manifestando a um só tempo a disposição para esperar e a confiança em si mesmo, no mote tantas vezes repetido: "J'espère em Dieu et je crois en moi". Esperar e confiar foi a receita a qual precisaram se submeter, a contragosto, todos líderes políticos dos tempos modernos que conquistaram o poder. Quem não a adotou foi derrotado e até liquidado.
O líder voluntarista, como o próprio nome indica, atribui um poder desproporcional a sua vontade política e a de seus liderados. Cedo descobre que não bastam a coragem, o idealismo e o sacrifício para conquistar o poder. O sucesso somente virá quando a vontade estiver em sintonia com as idéias do século, o momento histórico, o sentimento coletivo, a tendência da opinião pública.
Como Napoleão III, todo líder voluntarista parte da reflexão para a ação mediante um lance político ousado com o qual acredita que conquistará entusiasmadas adesões e derrubará seus adversários. Foi assim com Luís Napoleão, na frustrada invasão de Boulogne que durou poucas horas; com Fidel Castro, no ataque ao quartel de Moncada, em 1953; com Hitler, na tentativa de golpe de estado em Munich, em 1923 - para citar três casos amplamente conhecidos. O resultado imediato foi a derrota, a prisão e o uso do processo pelos réus como uma oportunidade para denunciar o regime que os derrotara. Tiveram que, a contragosto e na prisão, esperar por um outro momento. Mesmo no cárcere, porém, nenhum deles jamais deixou de confiar em si e na vitória final.
Gandhi entendeu seu tempo, sabia que a conquista da independência não ocorreria de um só golpe
Outros líderes voluntaristas enfrentaram a mesma situação de maneira diferente. Em 1922, Mussolini preparou seu lance - a Marcha sobre Roma - com todos os ingredientes da ousadia e voluntarismo. Convicto de que o momento certo havia chegado, ainda assim tomou suas precauções e aguardou, a uma distância segura, o resultado da ação. Somente depois de plenamente seguro do sucesso chegou a Roma para tomar o poder. O Duce combinou as idéias do século com o lance ousado e uma farta dose de cautela. Foi menos heróico, mas não foi preso.
Gandhi entendeu seu tempo, sabia que a conquista da independência não ocorreria de um só golpe. Ao contrário, seria a resultante de um longo e continuado conflito, uma guerra de atrito que educaria o povo para a luta e pouco a pouco envolveria milhões de indianos. Para o Mahatma - que também foi várias vezes preso - não havia conflito entre esperar e agir: assim como agia esperando, esperava agindo. Lenin, tão voluntarista quanto os demais, em março de 1917 encontrava-se exilado na Suíça e, numa carta, comentara pesaroso que ele e sua geração já não viveriam para assistir a revolução na Rússia. Que ela só viria bem depois de sua morte. Um mês depois, viajava no trem selado rumo à Estação Finlândia para liderar a o movimento. O líder russo havia feito tudo que um voluntarista poderia fazer para provocar a reforma. No exílio Suíço esperava sem muitas esperanças... As idéias do século vieram ao seu encontro e ele não só assistiu como liderou o levante.
Lenin chegou a pensar que não estaria vivo para testemunhar a revolução. Mas as idéias do século vieram até ele, que não só assistiu, como liderou o levante bolchevique
Todos os líderes citados acabaram por chegar ao poder que ambicionavam. Seu voluntarismo, entretanto, só produziu resultados quando, depois da espera e da prisão, o tempo da mudança chegou. Na linguagem de Luís Napoleão, quem colocou-se à frente das idéias do século, mesmo que haja se antecipado demasiadamente a elas e, como conseqüência, tenha se frustrado na primeira tentativa, tenha sido preso e forçado a esperar mais do que desejaria - o sul-africano Nelson Mandela, por exemplo - acabou triunfando. As idéias os carregaram e os sustentaram. Quem se opôs a elas mais cedo ou mais tarde acabou perdendo o poder que detinha.
Os exemplos históricos são de revolucionários que lutavam para destruir um regime e substituí-lo por outro. A lição de Napoleão III, entretanto, é mais abrangente.
As democracias, nas quais as mudanças vêm com as eleições e não com a tomada do poder pela força, também há voluntarismo e mudanças sustentadas e legitimadas pelas "idéias do século".
Esperar e confiar, portanto, são também a receita do sucesso de um líder democrático. O roteiro será menos dramático e heróico que nas revoluções mas, sem dúvida alguma, igualmente verdadeiro.

ComCiência MONSTROS

Está no ar o número 92 da revista mensal eletrônica de jornalismocientífico ComCiência, publicada pelo LABJOR e pela SBPC. O tema destaedição é "Monstros". Editorial Clones, utopias e ficções - Carlos Vogthttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=332 Artigos O que é um monstro?Jorge Leite Júniorhttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=340 Corpo de quem? Espetáculo e ciência no século XIXJanaína Damascenohttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=338 Traços de singularidadesAntonio Carlos Amorimhttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=334 Monstros/as? Mostras? Meninas/os?Elenise Cristina Pires de Andradehttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=336 A gênese dos anormaisRenato Beluchehttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=337 Os monstros no papel: imprensa e debate político no século XIXMarco Morelhttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=335 Reportagens Quase como nósYurij Castelfranchihttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=339 Pão e circo vigoram na mídiaGermana Baratahttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=341 Contos de fadas ensinam as crianças a lidar com seus medosPatrícia Mariuzzohttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=342 Monstruosa humanidadeMurilo Alves Pereirahttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=343 Luzes, cores e corpos perturbadoresLuiz Paulo Juttelhttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29&id=344 Resenha A vilaPor Marta Kanashirohttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=resenha&edicao=29 Entrevista Miriam GaratePor Rodrigo Cunhahttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=entrevista&edicao=29 Notíciashttp://www.comciencia.br/comciencia/?section=3 - Antidepressivo não normaliza humor- Parceria científica com empresa fortalece programa de neurociências- Descoberta de bactéria multicelular intriga pesquisadores- Software-livre brasileiro para medicina é destaque internacional- Céus brasileiros poderão ter seu cão de guarda- Centro de ciências canadense quer aproximação com a comunidade Boa Leitura! ComCiência - http://www.comciencia.brLabjor - http://www.labjor.unicamp.br

www.inovacaotecnologica.com.br.

Ciência básica
O reconhecimento acadêmico demorou, como geralmente acontece. Mas a concessão do Prêmio Nobel de Física aos descobridores do efeito que permitiu a miniaturização dos discos rígidos vem apenas reafirmar os méritos de uma pesquisa que a realidade já havia coroado.
O reconhecimento de fato não demorou quase nada. Menos de uma década depois de uma pesquisa classificada como ciência básica - a aquisição de conhecimentos fundamentais sobre a natureza, sem preocupações com seu uso prático - o efeito da Magnetoresistência Gigante já estava incorporado em equipamentos disponíveis ao público.
Em tempos de alta tecnologia e produtos inovadores que se sucedem na disputa pelo gosto dos consumidores, a ciência básica aparece como uma espécie de primo pobre, a quem não se dá tanta importância. Ou, em tempos de recursos sempre contingenciados pelo Ministério da Fazenda, investimentos de tão alto risco podem esperar por dias melhores.
Como se ciência básica e tecnologia tivessem caminhos independentes, cada uma construindo-se por si mesma e para si mesma... É verdade que não é comum que descobertas fundamentais sejam incorporadas em tecnologias assim tão rapidamente. Mas toda nova tecnologia, em todos os tempos, somente foi possível graças a um conhecimento fundamental que a precedeu. Quanto tempo vai demorar para que a pesquisa básica se pague? É impossível dizer. Contudo, é certo afirmar-se que, se o conhecimento fundamental não avançar, o progresso técnico vai arrefecer.
Esta é uma constatação que dá maus prognósticos para um país que não investe em educação e ciência pura e depois cria leis, programas e um sem-número de incentivos na expectativa de induzir a geração de inovações tecnológicas. E depois vêm esses mesmos inventores de leis e normas afirmarem espantados que suas leis não eram auto-aplicáveis e que não geraram os resultados práticos que eles esperavam. A esses realmente falta algum conhecimento básico.
Boa leitura.
Agostinho RosaEditor
Últimas notícias
Eletrônica
Tecnologia de discos rígidos dá Prêmio Nobel de Física a fundadores da spintrônica
Apenas nove anos depois da descoberta, considerado um avanço típico da ciência básica, chegaram ao mercado os primeiros discos rígidos com cabeças de leitura que funcionavam com base no efeito da magnetoresistência gigante (GMR).Tecnologia nacional traz sensores ópticos para área de saúde e industrial
Os sensores ópticos podem ser utilizados para análises químicas e biológicas, como a medição do nível de glicose no sangue e concentrações de compostos orgânicos voláteis, como o álcool e a gasolina.
Energia
"Amor e ódio" de elétrons pode explicar supercondutividade
Descrito pelos cientistas como um caso de amor e ódio entre elétrons, o fenômeno gera uma supercondutividade flutuante, que ocorre em temperaturas até 50% mais altas do que aquelas nas quais a supercondutividade normal é destruída.Fazenda de energia eólica vai armazenar vento em rochas
O excesso de vento vai gerar energia para alimentar enormes compressores de ar, que enviarão o ar comprimido por meio de um túnel para uma camada de arenito localizada a cerca de 1.000 metros de profundidade.
Meio ambiente
Equipamento captura CO2 diretamente da atmosfera
O custo da captura depende da energia necessária para movimentar o ar. Custo que pode ser totalmente eliminado, segundo o pesquisador, se o equipamento for instalado de forma a aproveitar as correntes naturais de vento.Sensor detecta raios em até 8 mil quilômetros do local da queda
O Brasil agora conta com um sistema de sensores que medem a incidência de raios numa distância de até 8 mil quilômetros do local da queda, o que permite a detecção de mais de 80% dos raios que caem em território nacional.
Espaço
Enxame de sondas espaciais espelhadas poderá livrar Terra do impacto de asteróides
Operando de forma coordenada, as pequenas sondas criariam um poderoso foco de luz sobre o asteróide, fundindo sua superfície e criando uma espécie de "vulcão artificial" que funcionaria como um foguete, alterando a órbita do asteróide.
Informática
Censo da Internet gera primeiro mapa completo da rede mundial
Foram 62 dias de pesquisas e 3 bilhões de pings, em uma varredura que abrangeu os mais de 2,8 milhões de endereços atualmente alocados na rede mundial. O último censo havia sido feito em 1982, quando a Internet tinha 385 servidores.Problemas de visão serão diagnosticados com realidade virtual
Cientistas da USP de São Carlos desenvolveram um campímetro virtual - mede o campo visual de uma pessoa - um aparelho essencial para o diagnóstico de doenças da visão, como o glaucoma e a degeneração macular senil.
Materiais Avançados
Química de superfícies rende Prêmio Nobel de Química 2007
Esta ciência é importante para a indústria química e pode nos ajudar a compreender processos variados como por que o ferro oxida, como as células combustíveis funcionam e como os catalisadores em nossos carros operam.Córnea artificial poderá acabar com lista de espera para transplantes
Pesquisadores estão se preparando para fazer os primeiros testes clínicos com uma córnea artificial, que poderá acabar com o problema das filas de espera no mundo todo.Criado um plástico que é tão resistente quanto o aço e transparente
Para construir esse plástico ultra-resistente os cientistas resolveram um problema que tem desafiado os cientistas há anos: como fazer com que um material em larga escala herde a resistência das nanoestruturas que o formam.
Nanotecnologia
Nanociências exigem mais pesquisa básica sobre estrutura dos materiais
"Para que os sonhos de novos materiais nanotecnológicos se tornem realidade no cotidiano, há muito trabalho a ser feito em pesquisa básica," afirma uma das maiores especialistas mundiais em propriedades de nanoestruturas.
Mecânica
Fluido de corte biodegradável é fabricado a partir da mamona
A mamona está provando ser útil para outras funções além da produção de biodiesel. Pesquisadores da USP estão licenciando uma tecnologia que usa a mamona para refrigerar e lubrificar máquinas de corte na indústria.Liga de alumínio resistente à fadiga supera fibra de carbono
A indústria ainda nem terminou de comemorar as novas tecnologias incorporados no moderno Boeing 787 e os cientistas já descobriram um material para fabricação de asas para aviões e outros equipamentos ainda mais resistentes e leves.
Robótica
Robô lunar será alimentado por energia atômica
Como deverá operar em escuridão total, o robô lunar não poderá ser alimentado por energia solar, como os robôs Spirit e Opportunity, que estão estudando a superfície de Marte. Ao invés disso, ele terá uma micro-usina atômica.
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Expresso Inovação‏

A revista Inovação Uniemp, publicação bimestral do Instituto Uniemp -Fórum de Relações entre Universidade e Empresa - conta agora com umaversão eletrônica, no endereço: http://www.revistainovacao.uniemp.br. O acesso é totalmente livre para todo o conteúdo original da revistaimpressa. A edição que está no ar é referente aos mesessetembro/outubro. Estes são os principais assuntos:
REPORTAGENS CAPA - RECURSOS HUMANOS Eficácia de um sistema de inovação depende de profissionais altamentequalificadoshttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=83
AERONÁUTICA Novo sistema de controle visa melhoria do tráfego aéreo http://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=90
CT&I Balanço da política oficial é positivo, mas ainda há problemashttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=88
POLÍTICA INDUSTRIAL Projeto analisa estratégias de atração de investimento estrangeirodiretohttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=89
PROINOVAR Programa visa a facilitar fluxo de recursos à inovação para as empresashttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=91
CASE Empresa médico-hospitalar aposta em parcerias e em P&D para crescerhttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=87
SEGURANÇA ALIMENTAR Irradiação: tecnologia boa para aumentar exportações de frutashttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=86
INCLUSÃO DIGITAL One laptop per child: inovação para educaçãohttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=85
EMPRESA CIDADÃ Expedição Vaga-Lume: iluminando a Amazônia com literaturahttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=94
ENTREVISTA: DAVID KING Ciência britânica de olho no Brasilhttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=80
ARTIGOS
Bem-me-quer, mal-me-quer: empresa e governo em busca da inovação Newton Hirata Inovação na indústria automotiva: necessidade de aprender a gastar deforma inteligente Letícia Costa INPI Registro de desenho industrial: logísticahttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=112
ÍNDICE BRASIL DE INOVAÇÃO: A próxima etapahttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=95
Tese sobre proteção de software Brasil concorre à autoridade internacional
Depósitos por países não residentes
Queda nos pedidos de patentes brasileiras
Marcas mais valiosas do mundo
Grifes brasileiras em Paris Um giro pelas FAPs
Os ETs e o ethos capitalista
O sonho de Bolívar
Por uma melhor distribuição
PRTrade forma rede segura para crescer
Distante da concorrência O futuro das ciências da vida Instituto Eldorado recebe R$ 8,5 milhões do BNDES Monitoramento de pacientes feito à distância AGENDAhttp://www.revistainovacao.uniemp.br/materia.php?id=43 Principais eventos, seminários e cursos na área Boa leitura! Revista Inovação Uniemp www.revistainovacao.uniemp.br Labjor/Unicamp www.labjor.unicamp.br Instituto Uniemp www.uniemp.org.br

Sexta-feira, Outubro 05, 2007

O LEGADO DE CHE GUEVARA


2/10/2007O LEGADO DE CHE GUEVARA
João Pedro StedileEm outubro próximo cumpre-se o quadragésimo aniversário do assassinato de Che Guevara pelo exército boliviano. Após sua prisão, em 8 de outubro de 1967, foi executado friamente, por ordens da CIA, pois seria “muito perigoso” mantê-lo vivo, pois poderia gerar ainda mais revoltas populares em todo o continente. Decididamente, a contribuição de Che, por suas idéias e exemplo, não se resume a teses de estratégias militares ou de tomada de poder político. Nem devemos vê-lo como um super-homem que defendia todos os injustiçados e tampouco exorcizá-lo, reduzindo-o a um mito. Analisando sua obra falada, escrita e vivida, podemos identificar em toda a trajetória um profundo humanismo. O ser humano era o centro de todas as suas preocupações. Isso pode-se ver no jovem Che, retratado de forma brilhante por Walter Salles no fi lme Diários de Motocicleta, até seus últimos dias nas montanhas da Bolívia, com o cuidado que tinha com seus companheiros de guerrilha.Espírito de sacrifícioA indignação contra qualquer injustiça social, em qualquer parte do mundo, escreveu ele a uma parente distante, seria o que mais o motivava a lutar. O espírito de sacrifício, não medindo esforços em quaisquer circunstâncias, não se resumiu às ações militares, mas também e sobretudo no exemplo prático. Mesmo como ministro de Estado, dirigente da Revolução Cubana, fazia trabalho solidário na construção de moradias populares, no corte da cana, como um cidadão comum.Che praticou como ninguém a máxima de ser o primeiro no trabalho e o último no lazer. Defendia com suas teses e prática o princípio de que os problemas do povo somente se resolveriam se todo o povo se envolvesse, com trabalho e dedicação. Ou seja, uma revolução social se caracterizava fundamentalmente pelo fato de o povo assumir seu próprio destino, participar de todas as decisões políticas da sociedade.Sempre defendeu a integração completa dos dirigentes com a população. Evitando populismos demagógicos. E assim mesclava a força das massas organizadas com o papel dos dirigentes, dos militantes, praticando aquilo que Gramsci já havia discorrido como a função do intelectual orgânico coletivo.Teve uma vida simples e despojada. Nunca se apegou a bens materiais. Denunciava o fetiche do consumismo, defendia com ardor a necessidade de elevar permanentemente o nível de conhecimento e de cultura de todo o povo. Por isso, Cuba foi o primeiro país a eliminar o analfabetismo e, na América Latina, a alcançar o maior índice de ensino superior. O conhecimento e a cultura eram para ele os principais valores e bens a serem cultivados. Daí também, dentro do processo revolucionário cubano, era quem mais ajudava a organizar a formação de militantes e quadros. Uma formação não apenas baseada em cursinhos de teoria clássica, mas mesclando sempre a teoria com a necessária prática cotidiana.Acreditar no Che, reverenciar o Che hoje é acima de tudo cultivar esses valores da prática revolucionária que ele nos deixou como legado. A burguesia queria matar o Che. Levou seu corpo, mas imortalizou seu exemplo. Che vive! Viva o Che!
Artigo originalmente publicado na Caros AmigosJoão Pedro Stedile é membro da Coordenação Nacional do MST e da Via Campesina.
Um panfleto de direita chamado veja DIREITA MAL INFORMADA
Por Edson Miagusko

A capa de Veja desta semana é dedicada ao Che. Sob o título "Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa", a revista pinta a imagem de um homem com "maníaca necessidade de matar pessoas", "crença inabalável na violência política", "um ser desprezível" que buscava incessantemente "a morte gloriosa". Veja procura fazer o segundo obituário de Che. Mas, o resultado é exemplo de péssimo jornalismo. As fontes da matéria são "insuspeitas": um agente da CIA, exilados cubanos em Miami e historiadores anti-castristas. Veja não precisa gostar do regime em Cuba. Porém, uma lição básica do bom jornalismo é colher a opinião do contraditório. Mesmo o tenente boliviano Mário Teráno, algoz de Che, só comparece pela boca de terceiros. Se o entrevistasse a revista saberia que aquele a quem matou o ajudou depois de morto. A visão do tenente foi salva num hospital doado por Cuba e inaugurado por Evo Morales. E os médicos cubanos receberam carta de agradecimento do filho do militar. Para praticar o mau jornalismo a justificativa é que "o regime policialesco de Fidel Castro não permite que aqueles que conviveram com Che e permanecem em Cuba possam ir além da cinzenta ladainha ofic ial." E que "apesar do rancor que pode apimentar suas lembranças, os exilados cubanos são as vozes de maior credibilidade". Porém, o que vem depois é uma extensa ladainha anti-comunista. Frases como "politicamente dogmático, aferrado com unhas e dentes à rigidez do marxismo-leninismo em sua vertente mais totalitária", "assassino cruel e maníaco" adjetivam toda a matéria. Em busca do "sucesso fracassado" do Che a pergunta: "como o jovem aventureiro que excursionou de motocicleta pelas Américas se tornou um assassino cruel e maníaco?" Por que Ernesto, o fracassado, se transformou num mito? Para Veja o desprendimento transforma o aventureiro em assassino. A pergunta que fica no ar é por que, q uarenta anos depois, Veja precisa assassinar a memória do Che? A resposta é óbvia. O capitalismo na América Latina se mostrou um retumbante fracasso econômico e um desastre social. Nas últimas décadas o cansaço com o neoliberalismo levou o continente a uma onda mudancista que ainda não deu sinais de terminar. Nunca se foi tão latino-americano. E nunca o Che se sentiu tão em casa. A revista mal esconde a impaciência com o fato de jovens nos cinco continentes continuarem perseguindo ainda os ideais do Che. E conclui com raiva sem entender o enigma: "Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara." Que Veja com suas capas grotescas e seu ranço ideológico tenha se convertido num panfletão da direita é notório. Mas, sempre é possível piorar. Com esse tributo ao mal jornalismo Veja se superou.
Edson Miagusko é professor, doutorando em Sociologia e membro da Executiva Nacional do PSOL. Ivan Valente discursa em homenagem a Che Guevara
Che Guevara e os mimos da família Civita. Por Gilberto Maringoni

Quinta-feira, Outubro 04, 2007

Caótimo


Caótimo

Escrito por Gabriel Perissé
03-Out-2007


O caos é a boca aberta, de pasmo, de medo, de sono. É o abismo, a sensação de queda, a perda do chão, a indecisão. O caos é terrível, se não formos melhores. O caos é o fim, ou o começo.
Daí a necessidade de uma atitude caótima. O caos é caótimo se soubermos reativar as nossas possibilidades — a energia estrangulada pela inércia.
O cosmos nasce do caos. Mas o cosmos não é fruto do acaso. Do caos nada vem, se nada se faz. Todos, ao acordar pela manhã, sentimo-nos caóticos. Olhamo-nos no espelho, e o espelho nos denuncia a face confusa, o olhar emergindo há pouco dos mares do sono. Os homens fazem o que podem. As mulheres não se resignam jamais. Diante do caos matinal transformam-no em cosmos, utilizando os seus cosméticos!
Os livros da minha biblioteca estão caoticamente distribuídos. A única ordem que conhecem é a falta de ordem. Sei que tenho no meu escritório mais de 5 mil títulos. Eles me envolvem como uma tenda, e dentro dela sinto o influxo caótimo das palavras desses autores todos. E sempre encontro o livro de que preciso.
Pessoas que sofrem de normalpatia fogem da convivência com o caos. Querem destruí-lo, e são engolidos pela força que dele emana. O caos engole os medrosos, os que não sabem desbravar o bravo caos. O caos tem suas próprias regras. E são rígidas.
A educação brasileira encontra-se em situação caótica. É curioso ver com que espírito de organização definimos os números da calamidade. O brasileiro lê em média 2 livros por ano. Um no primeiro semestre. Outro no segundo. Mas não me perguntem os títulos desses 2 livros! E esta é a média... o que significa que milhões não lêem nada.
Segundo o IBGE, entre os brasileiros maiores de 10 anos, 9,6% são analfabetos. Mas não são estes apenas a puxar para baixo o desempenho do leitor brasileiro. Os não-leitores mais problemáticos são os que não lêem, embora saibam ler. São os alfabetizados que não gostam de ler, e até se orgulham disso...
Este caos é caótimo, se imaginarmos meios para transformar os brasileiros num povo de leitores compulsivos. Para lermos em média 7 livros por ano (como na França), não bastará tirar 14,9 milhões de brasileiros da caverna desletrada. Você, eu, todos nós precisamos ler mais. E ler melhor


Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.
Email: www.perisse.com.br

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First Contact: Sputnik

First Contact: Sputnik
To say the least, it was incredible. The news relayed by the voice on the other end of the phone line hit the president of the San Gabriel Valley Radio Club like a blow to the head. Too incredible, Henry Richter hoped, to be true.
Hope was something Richter knew quite well. It went with the job. Not only as president of a local ham radio club; although you always hoped the guy on the other side of the world talking to you over the shortwave would have something interesting to say. No, Richter's familiarity with hope came as a charter member of the nascent space exploration industry.
"Some of the things that occurred during that period I can recall like they happened yesterday," said 80-year-old Richter. "There was a warning that it was going to happen, but they were so secretive about everything. Why would they change now?"
The warning materialized in the form of a phone call from Richter's boss, William Pickering, the director of the Jet Propulsion Laboratory. Pickering was attending meetings in Washington when he heard from a Russian scientist that the Soviets would launch a satellite in the near future.
On October 4 at 10:28 p.m. Moscow time, a brilliant and deafening detonation of smoke and flame illuminated the Soviet Union's rocket test site near Tyuratam, Kazkhistan, as the 32 nozzles announced the rise of the Russian R-7 intercontinental ballistic missile. 295 seconds and 142 miles later, the last of the R-7's engines shut down for good. Soon after, pneumatic locks were activated, a nosecone fairing separated, and an antenna spike was released. Then, in one final act that signaled the dawn of the space age, a pushrod connected to a bulkhead of the R-7 was activated, shoving a 183-pound beach ball-sized aluminum sphere into the cold, harsh blackness of space. Sputnik had arrived.
"I was in my office in Building 125 at JPL when Dr. Pickering called again," said Richter. "I do not recall exactly what was said but it was a short conversation about Sputnik. I then went to a radio receiver and tried to dial it in."
The Russians were advertising that signals from their satellite could be received on a frequency 20 MHz (megacycles). But all Richter could dial in was static. He immediately suspected the high-tension wires located on a hill above JPL were blocking out the frequency. So the U.S. Navy veteran and Caltech graduate got on the phone, but not to his boss Pickering this time. Instead, he called a friend, and more importantly, a member of the San Gabriel Valley Radio Club.
"Bob Legg had a lot of ingenuity and his own ham setup, and he lived in nearby Temple City," said Richter. "At the time there were no high tension wires near Bob's home, so he had a clear shot at receiving a signal."
The one thing Legg did not have was an antenna that could pick up transmissions on 20 MHz. So the resourceful Legg looked around his house and found something he thought could do the job: a wire-mesh mosquito screen on one of his windows. He ran a wire from the screen to his radio, dialed in 20 MHz and listened.
"When Bob called me back and said he'd heard it I sort of went numb," said Richter. "America had been working toward being first in space. The United States had plans on launching a Navy satellite called Vanguard in the coming months. And the Russians had beaten us to it."
As stunned as Richter felt, he knew he still had a job to do. There were many questions to be answered. What could our Cold War enemies do that we could not? What exactly was it that was placed in an orbit above our heads? And most immediate, what was the significance of the continuous string of pulse transmissions radiating out of Sputnik? Richter knew his country's leaders would need these answers as soon as possible. He also knew that JPL was one of the few places in the nation with personnel who had the knowledge, training and equipment to tell them.
Richter and three others piled JPL's best radio gear into a trailer, hooked it to a JPL truck and headed as far away from those infernal high-tension wires as they could. An hour later they pulled up to the substation of the Temple City Sheriff's Department.
"We went here because they were part of a disaster preparedness group. I knew they had a ham radio station and that they could get clear signals from their location," said Richter, "which was appropriate because this certainly qualified as a disaster in my book. Furthermore, the hams had built a Microlock Station there in anticipation of tracking our American satellite."
Moments after arrival, the JPLers hooked into the station's power supply, powered up their best receiver, adjusted their antenna and waited. They soon became among the first humans to hear the 'beep-beep-beep' that was announcing the birth of the space age.
In the name of national security Richter and company soon took over the basement of the sheriff's building and set up for the long haul.
"It came in loud and clear," said Richter. "But we did more than listen. We took audio on a reel-to-reel recorder and rolls of strip chart plots of these first signals. We were looking for anything, trying to decipher the significance of what Sputnik was sending out."
Over the next days, weeks and even months, the significance of Sputnik's signals was fiercely debated. Some scientists stated the space transmissions were simply a carrier signal, intended to assist in the confirmation and tracking of the satellite. Others charged that the Soviets were receiving scientific information from Sputnik in code.
While the debate raged, Richter and his group concentrated on the job at hand. Ensconced in the sheriff's basement, they did not immediately appreciate the effect the Soviet achievement had on world opinion. As they monitored and documented the satellite's orbits, the word Sputnik itself, which means "companion" in Russian, quickly became part of the American lexicon. Sputnik was on the front page of just about every major newspaper in America. Within days of their discovery, a wave of VIPs began streaming in to the Temple City Sheriff's Department to hear for themselves what America's Cold War enemies had achieved.
"JPL and Caltech staff were dropping by to get an earful and it soon got pretty crowded in that basement," said Richter. "Then the media came, including the three networks. There were so many people crowded into that small room, it got to be too much. So I said the next guy to come down those stairs was getting kicked out. Sure enough, here comes someone and without looking I told him to get the heck out. Turns out, it was the Under-Sheriff Pitchess of Los Angeles County. It was his station and he could have kicked me out, but instead he turned around and left his own basement; more than once he referred to that incident publicly. He was a proud American and knew we were doing important work."
JPL's important work in the basement of the Temple City Sheriff's Department would go on for several months. But well before Sputnik gave its final beep 22 days later, Richter was pulled away to work on another important project. On behalf of JPL and his boss Dr. William Pickering, Richter crisscrossed the country, representing the team that would find the perfect instruments to go into a JPL-made satellite.
The first chance to reach the high ground of space came two months and two days later.
At 11:45 AM on December 6, 1957, a nationwide audience watched as the Navy's Vanguard rocket, the United States first orbital space attempt, exploded on the pad. America's next shot at the high ground came from JPL and the US Army's Explorer program.
"Explorer was a crash program," said Richter. "We were determined to get this thing up one way or another and Sputnik merely pushed the button."
On January 31, 1958, a Juno rocket climbed eastward into the night's sky over Cape Canaveral, Florida. Within minutes, the Juno and its cargo, the JPL-manufactured satellite called Explorer 1, disappeared over the horizon -- its fate unknown.
"I was at the Cape that night waiting for our JPL listening post on the West Coast to confirm that they heard signals coming down from the satellite," said Richter. "We had all these listening posts and the first call I get is from one of my club's ham radio operators saying they were receiving Explorer 1. My guys were first to hear we made it, that we made it for America."

The 50th Anniversary of JPL's Explorer 1 mission is January 31, 2008.

Hear beeps from Sputnik and other audio in a podcast at http://www.jpl.nasa.gov/multimedia/podcast/sputnik20071002/
Media contact: DC Agle/JPL818-393-9011

THE PLANETARY SOCIETYNEWSLETTER

* Dawn Takes off for the Asteroid Belt Dawn lifted off on Thursday, September 27 at 11:34 UTC aboard a Delta II rocket to begin an eight-year mission to the largest worlds of the asteroid belt, Vesta and Ceres. Never yet visited by spacecraft, Vesta and Ceres are part of a rock-and-dust-rich region of the solar system that was prevented from coalescing into a planet by the gravitational influence of Jupiter. Thus these two worlds represent fossilized remnants of the formation of the solar system. Dawn carries a silicon chip containing the names of more than 200,000 people around the world, including the names of Planetary Society members. Read more >>http://www.planetary.org/explore/topics/dawn/ While you're there, check out the Dawn Journals! Dawn Project System Engineer Marc Rayman is contributing updates on the status of Dawn to The Planetary Society Weblog! ===============================WHAT WE DO===============================* Pioneer AnomalyA Letter from the Executive Director "...We were able to save almost an entire record of 30 years of Pioneer data from two spacecraft. Working closely with JPL and NASA, we enlisted the only engineers left in the world who had worked on the Pioneer missions directly and could still work with the data files we'd recovered. This team has brought us to the very edge of finally solving the secret of the Pioneer Anomaly. Unfortunately, we've run into a new obstacle -- one that could delay, or even kill, the investigation." Read the full letter >>http://planetary.org/programs/projects/pioneer_anomaly/20070831.html * Messages from Earth:Your wish is on its way to the Moon! On September 14, in a picture-perfect liftoff, the 13th flight of Japan's H-II A launch vehicle propelled the Kaguya spacecraft toward the Moon -- with your wish aboard. The Kaguya spacecraft, also known as SELENE, is carrying with it 400,000 names collected by JAXA and The Planetary Society through a "Wish Upon the Moon" campaign. If you signed up and haven't yet downloaded your Official Participation Certificate for the mission, it's not too late. Simply go to the Messages from Earth sign-up page and type in your name as youOriginally entered it. Get Your Wish Upon a Moon Certificate >>http://planetary.org/special/fromearth/selene/ Read more >>http://planetary.org/news/2007/0914_Kaguya_Rockets_Toward_the_Moon.html * Stars Above, Earth BelowAstronomy and Space Exploration in America's National Parks Acadia National Park, Maine -- Today is a beautiful fall day along the coast of Maine. There isn't a cloud in the sky, the temperature's cool, and the wind in the trees rustles leaves that are just starting to turn. Up until today, the days had been overcast, and fog would roll in early in the afternoon. Not an auspicious place for an astronomer. But I didn't really choose this park for its stargazing, although this is perhaps the darkest national park east of the Mississippi (more on that next time). Rather I came here for the sea. Read the latest update >>http://planetary.org/explore/topics/planetary_analogs/parks_20070923.html ===============================SPECIAL EVENT===============================* Planetary Citizenship in the Next Space AgeOctober 19, 2007 New York Academy of ScienceDon't Miss it! Neil deGrasse Tyson and Bill Nye the Science Guy(r) ask you: What does it mean to be a citizen of planet Earth 50 years after Sputnik changed our world? In October at the World Trade Center in New York City, Tyson, The Planetary Society's president, and vice-president Bill Nye will combine forces on stage for a lively event: Planetary Citizenship in the Next Space Age. The two celebrated speakers will toast (and perhaps roast) the current state of science literacy and space in a fun and free-wheeling event. At the event, The Planetary Society will also present two major awards: The Thomas O. Paine Award for the Advancement of Human Exploration of Mars and The Cosmos Award for Outstanding Public Presentation of Science. Your ticket purchase will benefit the programs of The Planetary Society. Purchase your tickets at >>http://planetary.org/programs/projects/space_information/ny07.html ===============================CONTEST===============================* Mars Trivia 2007Enter Weekly From September 23, 2007 through November 12, 2007. To mark the 50th anniversary of Sputnik launching the Space Age, The Planetary Society has teamed with Discovery Channel Canada's "Race to Mars" mini-series and "Mars Rising" documentary series in our 2007 Mars Trivia Contest. Begin testing your Martian IQ today! Read more >>http://www.planetary.org/explore/topics/marstrivia/ =============================Do you want to...? • Unravel the mysteries of space?• Search for life on other worlds?• Find new planets outside our solar system?• Make missions of exploration happen? Membership in The Planetary Society is your ticket to space exploration. Not a Member yet? Join together with our International membership and help shape the future of space exploration. https://planetary.org/join/membership/index.html ===============================FROM THE EXECUTIVE DIRECTOR===============================* Budget Axe Falls on Mars Science Laboratory -- Science Plans for the Mission Cut NASA announced that science plans for the 2009 Mars Science Laboratory (MSL) mission are being reduced. Five of the eight science instruments are affected, either by outright removal or by constraints to their development. Read more >>http://planetary.org/about/executive_director/20070918.html ===============================SPACE NEWS=============================== Some Recent Planetary Headlines - Ancient Collision between Asteroids Likely Transformed Life on Earth- Components of Mars Life Experiment Tested in Earth Orbit- Neptune's "Warm" South Pole- Google Lunar X PRIZE Encourages New Space Race- Cassini Zeroes in on Saturn's Yin-Yang Moon Iapetus- New Image: "Building Block" Galaxies Read these headlines and more >>http://planetary.org/news/index.html or read our daily blog updates >>http://planetary.org/blog ===============================SUPPORT SPACE EXPLORATION===============================Develop innovative technologies, fund astronomers huntingfor hazardous asteroids and planets orbiting other stars,support radio and optical searches for extraterrestriallife, and ensure the future of space exploration bycontinuing to influence decision makers around the world. Donate online at:https://planetary.org/join/donate.html _________________________ You have been subscribed to The Planetary Society'se-mail update because, at some point in the past,you indicated a desire to receive additionalinformation in this format. If you need to changeyour email address, please go tohttp://planetary.org/emailupdate or email members@planetary.org. Feel free to send this newsletter on to yourfriends, colleagues, and family.

NASA Examines Arctic Sea Ice Changes Leading to Record Low in 2007

NASA Examines Arctic Sea Ice Changes Leading to Record Low in 2007

PASADENA, Calif. - A new NASA-led study found a 23-percent loss in the extent of the Arctic's thick, year-round sea ice cover during the past two winters. This drastic reduction of perennial winter sea ice is the primary cause of this summer's fastest-ever sea ice retreat on record and subsequent smallest-ever extent of total Arctic coverage.
A team led by Son Nghiem of NASA's Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., studied trends in Arctic perennial ice cover by combining data from NASA's Quick Scatterometer (QuikScat) satellite with a computing model based on observations of sea ice drift from the International Arctic Buoy Programme. QuikScat can identify and map different classes of sea ice, including older, thicker perennial ice and younger, thinner seasonal ice.
Between winter 2005 and winter 2007, the perennial ice shrunk by an area the size of Texas and California combined. This severe loss continues a trend of rapid decreases in perennial ice extent in this decade. Study results will be published Oct. 4 in the journal Geophysical Research Letters.
The scientists observed less perennial ice cover in March 2007 than ever before, with the thick ice confined to the Arctic Ocean north of Canada. Consequently, the Arctic Ocean was dominated by thinner seasonal ice that melts faster. This ice is more easily compressed and responds more quickly to being pushed out of the Arctic by winds. Those thinner seasonal ice conditions facilitated the ice loss, leading to this year's record low amount of total Arctic sea ice.
Nghiem said the rapid decline in winter perennial ice the past two years was caused by unusual winds. "Unusual atmospheric conditions set up wind patterns that compressed the sea ice, loaded it into the Transpolar Drift Stream and then sped its flow out of the Arctic," he said. When that sea ice reached lower latitudes, it rapidly melted in the warmer waters.
"The winds causing this trend in ice reduction were set up by an unusual pattern of atmospheric pressure that began at the beginning of this century," Nghiem said.
The Arctic Ocean's shift from perennial to seasonal ice is preconditioning the sea ice cover there for more efficient melting and further ice reductions each summer. The shift to seasonal ice decreases the reflectivity of Earth's surface and allows more solar energy to be absorbed in the ice-ocean system.
The perennial sea ice pattern change was deduced by using the buoy computing model infused with 50 years of data from drifting buoys and measurement camps to track sea ice movement around the Arctic Ocean. From the 1970s through the 1990s, perennial ice declined by about 500,000 square kilometers (193,000 square miles) each decade. Since 2000, that amount of decline has nearly tripled.
Results from the buoy model were verified against the past eight years of QuikScat observations, which have much better resolution and coverage. The QuikScat data were verified with field experiments conducted aboard the U.S. Coast Guard icebreaker Healy, as well as by sea ice charts derived from multiple satellite data sources by analysts at the National Oceanic and Atmospheric Administration’s National Ice Center in Suitland, Md.
The new study differs significantly from other recent studies that only looked at the Arctic's total sea ice extent. "Our study applies QuikScat's unique capabilities to examine how the composition of Arctic sea ice is changing, which is crucial to understanding Arctic sea ice mass balance and overall Arctic climate stability," Ngheim said.
Pablo Clemente-Colón of the National Ice Center, Suitland, Md., said the rapid reduction of Arctic perennial sea ice requires an urgent reassessment of sea ice forecast model predictions and of potential impacts to local weather and climate, as well as shipping and other maritime operations in the region. "Improving ice forecast models will require new physical insights and understanding of complex Arctic processes and interactions."
Other organizations participating in the study include the University of Washington's Polar Science Center, Seattle; and the U.S. Army Cold Regions Research and Engineering Laboratory, Hanover, N.H.
Media also may contact: Sandra Hines, University of Washington, 206-543-2580; Marie Darling, U.S. Army Cold Regions Research and Engineering Laboratory, 603-646-4292; Lt. James Brinkley, National Ice Center, 301-394-3018; and Peter Weiss, American Geophysical Union, Washington, 202-777-7507.

For more information about QuikScat, visit: http://winds.jpl.nasa.gov/missions/quikscat/index.cfm .

JPL is managed for NASA by the California Institute of Technology in Pasadena.

-end-

MARS ODYSSEY THEMIS IMAGES

September 24-28, 2007o Ulysses Patera (Released 24 September 2007) http://themis.asu.edu/zoom-20070924ao Arsia Mons (Released 25 September 2007) http://themis.asu.edu/zoom-20070925ao Ascraeus Mons (Released 26 September 2007) http://themis.asu.edu/zoom-20070926ao Olympus Mons (Released 27 September 2007) http://themis.asu.edu/zoom-20070927ao Biblis Patera (Released 28 September 2007) http://themis.asu.edu/zoom-20070928a All of the THEMIS images are archived here:

http://themis.asu.edu/latest.htmlNASA's Jet Propulsion Laboratory manages the 2001 Mars Odyssey mission for NASA's Office of Space Science, Washington, D.C. The Thermal Emission Imaging System (THEMIS) was developed by Arizona State University,Tempe, in co.oration with Raytheon Santa Barbara Remote Sensing. The THEMIS investigation is led by Dr. Philip Christensen at Arizona State University. Lockheed Martin Astronautics, Denver, is the prime contractor for the Odyssey project, and developed and built the orbiter. Mission operations are conducted jointly from Lockheed Martin and from JPL, a division of the California Institute of Technology in Pasadena.

Site para professores de Sociologia do Ensino Médio‏

Caros colegas,

Está no ar o site do prof. Nelson Tomazi para professores de Sociologia do Ensino Médio. www.censitec.com.br

É preciso se cadastrar para o acesso.

Segue e-mail enviado por ele:

"O site está no ar e agora temos que alimentá-lo. Divulgue entre os professores do EM e peça para eles escreverem experiências de aulas novas para que sejam socializadas. Isso serve para os seus alunos e futuros professores. Há muito espaços para que todos possam ter voz. Isso é o mais importante, pois desejamos que os professores o usem. Chegou The Wall animado e é muito interessante.

Um abraço

NASA'S Dawn Spacecraft Enroute to Shed Light on Asteroid Belt

NEWS RELEASE: 2007-111 Sept. 27, 2007

NASA'S Dawn Spacecraft Enroute to Shed Light on Asteroid Belt

CAPE CANAVERAL, Fla. - NASA's Dawn spacecraft is on its way to study a pair of asteroids after lifting off Thursday from the Cape Canaveral Air Force Station at 7:34 a.m. EDT (4:34 a.m. PDT).
Mission controllers at NASA's Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., received telemetry on schedule at 9:44 a.m. EDT (6:44 a.m. PDT) indicating Dawn had achieved proper orientation in space and its massive solar array was generating power from the sun.
"Dawn has risen, and the spacecraft is healthy," said the mission's project manager Keyur Patel of JPL. "About this time tomorrow [Friday morning], we will have passed the moon's orbit."
During the next 80 days, spacecraft controllers will test and calibrate the myriad of spacecraft systems and subsystems, ensuring Dawn is ready for the long journey ahead.
"Dawn will travel back in time by probing deep into the asteroid belt," said Dawn Principal Investigator Christopher Russell, University of California, Los Angeles. "This is a moment the space science community has been waiting for since interplanetary spaceflight became possible."
Dawn's 4.8-billion-kilometer (3-billion-mile) odyssey includes exploration of asteroid Vesta in 2011 and the dwarf planet Ceres in 2015. These two icons of the asteroid belt have been witness to much of our solar system's history. By using Dawn's instruments to study both asteroids, scientists more accurately can compare and contrast the two. Dawn's science instrument suite will measure elemental and mineral composition, shape, surface topography, and tectonic history, and will also seek water-bearing minerals. In addition, the Dawn spacecraft and how it orbits Vesta and Ceres will be used to measure the celestial bodies' masses and gravity fields.
The spacecraft's engines use a unique, hyper-efficient system called ion propulsion, which uses electricity to ionize xenon to generate thrust. The 30-centimeter-wide (12-inch) ion thrusters provide less power than conventional engines but can maintain thrust for months at a time.
The management of the Dawn launch was the responsibility of NASA's Kennedy Space Center, Fla. The Delta 2 launch vehicle was provided by United Launch Alliance, Denver.
The Dawn mission to Vesta and Ceres is managed by JPL, a division of the California Institute of Technology, Pasadena, Calif., for NASA's Science Mission Directorate, Washington.
The University of California, Los Angeles, is responsible for overall Dawn mission science. Other scientific partners include Los Alamos National Laboratory, N.M.; Max Planck Institute for Solar System Research, Katlenburg, Germany; DLR Institute for Planetary Research, Berlin; Italian National Institute for Astrophysics, Rome; and the Italian Space Agency. Orbital Sciences Corporation of Dulles, Va., designed and built the Dawn spacecraft.

To learn more about Dawn and its mission to the asteroid belt, visit:

http://www.nasa.gov/dawn

Dawn Spacecraft Successfully Launched

Dawn Spacecraft Successfully Launched

CAPE CANAVERAL, Fla. - NASA's Dawn spacecraft began its 3 billion kilometer (1.7 billion mile) journey through the inner solar system to study a pair of asteroids Thursday at 7:34 a.m. Eastern Time (4:34 a.m. Pacific Time).
The Delta 2 rocket, fitted with nine strap-on solid-fuel boosters, safely climbed away from the Florida coastline and launch complex 17B at the Cape Canaveral Air Force Station. "We have our time machine up and flying," said Dawn Principal Investigator Christopher Russell of the University of California, Los Angeles.
Dawn is scheduled to begin its exploration of Vesta in 2011 and Ceres in 2015. The two icons of the asteroid belt are located in orbit between Mars and Jupiter and have been witness to so much of our solar system's history.
By using the same set of instruments at two separate destinations, scientists can more accurately formulate comparisons and contrasts. Dawn's science instrument suite will measure shape, surface topography and tectonic history, elemental and mineral composition as well as seek out water-bearing minerals.
A critical milestone for the spacecraft comes in acquiring its signal. The launch team expects that to occur in approximately 2-3 hours.

For the latest information about Dawn and its mission, visit:

http://www.nasa.gov/dawn